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História Das Relações Internacionais do Brasil

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As metas que a diplomacia brasileira deseja realizar nos próximos anos foram conformadas ao longo de sua trajetória histórica, da formação do Estado nacional e da nacionalidade brasileira até a sua atuação diante da globalização Nesse percurso, muitos foram os desafios internacionais, as conjunturas adversas e as pressões internas para que a política exterior brasileira pudesse atender, na medida do possível, as demandas da sociedade. Entre sucessos e frustrações, o país consolidou sua soberania e uma tradição de autonomia e universalismo que, indubitavelmente, orientarão seus passos futuros.

141 pages, Paperback

First published January 1, 2014

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About the author

Francisco Doratioto

14 books19 followers
Graduou-se em história e em ciências sociais pela Universidade de São Paulo. É mestre e doutor em história das relações internacionais pela Universidade de Brasília. É autor de livros didáticos e paradidáticos e de artigos publicados em revistas científicas sobre a política do Brasil em relação ao Rio da Prata. É professor no curso de Relações Internacionais da Universidade Católica de Brasília e no mestrado em Diplomacia do Instituto Rio Branco, membro do Instituto Brasileiro de Relações Internacionais e membro correspondente da Academia Paraguaya de la Historia. É um historiador e professor.

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Displaying 1 - 8 of 8 reviews
Profile Image for Gustavo Rangel.
2 reviews
November 23, 2019
Bom livro, que divide a análise da política externa brasileira em 5 partes:

1) 1822-1845: para que tivesse sua indepedência reconhecida, o Brasil é forçado a fazer acordo com os países centrais. Coloca-se vários deles na categoria de Nação Mais Favorecida (NMF), ou seja, qualquer concessão alfandegária que fosse feita a um país, deveria ser feita aos países enquadrados nessa condição.

2) 1845-1889: os acordos de NMF se expiram e não são mais renovados. O Brasil consegue então ter uma política externa mais independente e a projetar seu interesse sobre o Rio da Prata, apoiando a independência do Paraguai e do Uruguai em relação à Confederação Argentina do ditador Juan Manuel Rosas (1835-1852). A independência do Uruguai, principal questão da Guerra do Prata (1851-1852), foi apoiada indiretamente pelo Brasil por meio do financiamento de Irineu Evangelista de Souza (Barão/Visconde de Mauá), que havia fundado o Banco do Brasil em 1850 e que também possuía um banco emissor no Uruguai. Assim ficou conhecida a Diplomacia dos Pacatões (moeda utilizada na época do império que valia 960 réis).

3) 1889-1930: A política externa se aproxima do interesse dos cafeicultores e, por consequência, de seus principais compradores, como os Estados Unidos, sobretudo na gestão do chanceler Barão de Rio Branco (1902-1912). O Barão de Rio Branco foi o responsável pela confecção do Tratado de Petrópolis (1903), que definiu o Acre como território brasileiro, em troca de 2 milhões de libras à Bolívia e a promessa de uma ferrovia entre os rios Madeira e Mamoré. Tal ferrovia seria construída alguns anos mais tarde por Percival Farquhar com a ajuda do médico sanitarista Oswaldo Cruz.
Ainda nesse período, o Brasil, ao enviar tropas para montar um HCAMP na França, obteve prestígio e benefícios na concertação do Tratado de Versalhes e na fundação da Liga das Nações. Entretanto, no governo Arthur Bernades, por uma falsa sensação de influência internacional, o Brasil, ao ter seu pedido de reinividicação por um assento permanente no Conselho negado, se vê forçado a retirar-se da Liga (1926), constituindo, assim, uma derrota da política externa brasileira.

4) 1930-1961: os interesses da indústria brasileira influenciam no projeto de desenvolvimentismo brasileiro, que, por meio das relações internacionais, começa a buscar investimentos no exterior. Antes da guerra, observa-se uma equidistância pragmática em relação aos EUA e à Alemanha. Durante a guerra, o Brasil consegue importantes concessões dos EUA, como o capital necessário para se instalar a CSN em Volta Redonda (1942)

5) 1961-1989: ideias de uma política externa autônoma começam a ganhar fôlego no Brasil. Jânio Quadros lança o conceito de uma política externa independente (PEI) e, apesar da ruptura política interna em 1964, a política exterior não se altera tanto, com exceção de um maior alinhamento em relação aos EUA. No governo Geisel, entretanto, observa-se uma política externa pragmática e universalista, buscando, pela primeira vez, estreitar laços com a África e o Oriente Médio em busca de mercados de exportação. O Brasil, por exemplo, foi o primeiro país a reconhecer as independências de Guiné-Bissau, Moçambique e Angola (mesmo esses dois últimos tendo revoluções socialistas). O Brasil também foi o primeiro país a reconhecer a legitimidade da Organização para Libertação da Palestina (OLP). As relações com a Argentina também têm uma melhora significativa, deixando-se de lado uma rivalidade histórica que, por tantas vezes principalmente no século XIX, pensou-se ser inevitável uma guerra com tal país. A Usina Hidrelétrica de Taipu é finalizada em 1983. Lula, em seu governo, falou que se inspiraria em matérias de política externa no governo Geisel.

5) 1990-2010: Os governos do Brasil e da Argentina, com Sarney e Raúl Alfonsín, se aproximam com suas redemocratizações. O Mercosul, por meio do Tratado de Assunção (1992) e do Protocolo de Ouro Preto (1994) é criado e regulamentado. O sucesso do Plano Real deve-se, em parte, à finalização da renegociação da dívida externa brasileira em 1994 (Plano Brady). Doratioto define a política externa de Lula como "ilusão de poder" o fato de Lula reinvindicar um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. Ainda assim, com o chanceler Celso Amorim, observa-se uma maior inserção internacional do Brasil, com a criação do G-20, dos Ibas (Índia, Brasil e Áfria do Sul), Brics, além da abertura de diversas embaixadas.
This entire review has been hidden because of spoilers.
Profile Image for Gustavo.
6 reviews6 followers
May 11, 2015
REVISÃO. Esse livro precisa muito.
Profile Image for Juliana Jorge.
37 reviews1 follower
February 3, 2022
“História das Relações Internacionais do Brasil” é um livro de leitura rápida, dinâmica, além de muito didático, principalmente, para aqueles iniciantes no tema. Traça um panorama das relações exteriores do Brasil desde à época em que era Colônia de Portugal, passando pelo Império, República, Regime Militar, chegando até a época do primeiro governo de Dilma Rousseff.

O livro traz questões para reflexão e discussão ao final de cada capítulo, o que é bem interessante mesmo que não seja usado como bibliografia em curso de RI. Além do mais, é um livro que pode ser revisitado várias vezes e, mesmo que, não aprofunde cirurgicamente cada tema (o que não é o objetivo deste trabalho), também não deixa passar nenhum marco importante da história na construção e no entendimento das relações internacionais do país.

Perde pontos para a edição, que apresenta muitos erros de ortografia e gramática, e que acredito que tenha sido um problema da revisão antes da publicação.
Profile Image for Pedro Ceneme.
99 reviews
February 2, 2022
Este livro traz uma boa introdução a estratégia diplomática do Brasil entre o Império e o Governo Bolsonaro. Para mim, o destaque certamente fica a cargo dos capítulos escritos por Francisco Doratioto, explicando a estratégia brasileira de contenção na bacia do Prata e ocupação e delimitação da região Amazônica e do Mato Grosso durante o Império e a Primeira República. Reflexo do conhecimento do autor, achei particularmente interessante a narrativa acerca da diplomacia que levou a Guerra do Paraguai e suas consequência, além da demarcação de territórios em litígio com vizinhos e a preservação do território amazônico apesar de forte pressão das potencias internacionais no contexto do ciclo da borracha. Como não podia deixar de ser, essa parte contém inúmeras referencias ao trabalho José da Silva Paranhos Júnior, o Barão do Rio Branco, com qual tinha pouca familiaridade e muito me impressionou.

Por outro lado, a qualidade da narrativa cai bastante a partir do governo Kubitschek: narrativa começa a ficar muito mais pautada em simplesmente citar eventos e acordos ao invés de explicar a racionalidade e o objetivo estratégico por trás de cada período. Esse problema se agrava conforme se aproxima do presente, com os capítulos relativos aos últimos 30 anos contendo simplificações grandes, especialmente em matéria econômica, com o material passando a impressão de síntese extrema e escrita atabalhoada.
Profile Image for Victor Henrique.
243 reviews5 followers
December 17, 2023
Se fosse um filme analisado pelo Rotten Tomatoes, seria "Fresh"! A forma como a história e sua conexão com acontecimentos importantes e dinâmicos das relações internacionais brasileiras, do Império à República, são contadas de modo tão empolgante que o pequeno livro acrescenta informações e narrativas dignas daqueles filmes que marcam. Nesse caso, um livro que marca e se torna indispensável! Você tem a vontade de grifá-lo de minuto em minuto, apenas para lembrarmos que já é um livro resumido e um grande companheiro do estudante dessa disciplina e demais assuntos correlatos.

Isento de proselitismo, voluntarismos e ideologias, a leitura se torna um grande prazer. Os fatos são apresentados de forma concreta e fiel ao título da obra, com referências de altíssimo nível e confiabilidade, deixando que o leitor se torne ávido para buscar mais informações e acrescentar ao seu repertório intelectual.

13 reviews
May 21, 2024
Um livro muito bem escrito e informativo! Apresenta a História das Relações Internacionais do Brasil de modo conciso e bastante pontual a respeito dos fatos mais importantes. Mostra de onde viemos e para onde vamos nessa matéria de forma imparcial e ressaltando os atrasos e avanços que acontecem no meio do percurso. Poderia ser mais detalhado, mas ele cumpre com o que promete primorosamente.
Profile Image for Sergio.
25 reviews
December 11, 2025
Ainda que não disponha da densidade analítica de Diplomacia na Construção do Brasil, ou da cronologia diligente de Cronologia das Relações Internacionais do Brasil, essa obra é um excelente síntese da história da PEB.
Profile Image for Lucas Cavalcanti.
63 reviews4 followers
July 25, 2022
Duas coisas contrastantes saltam à atenção já no primeiro capítulo: primeiro, o conhecimento dos autores sobre o tema é imenso e digno de respeito; segundo, o processo editorial desta obra foi absolutamente porco, repulsivo e desrespeitoso tanto com os leitores como com os escritores.

Na introdução, não uma, mas duas alusões são feitas aos "limites editoriais" impostos a eles, o que é usado como justificativa explícita para uma abordagem temporal mais enxuta (sem os 322 anos do Brasil pré-independência) e para a falta de profundidade argumentativa. Eu subestimei esses avisos e dei de cara com um texto que mais parece um manuscrito inicial do que um livro publicado: os erros ortográficos ou gramaticais são abundantes, a paragrafação é totalmente arbitrária em alguns trechos e há um queísmo (normal na escrita livre de rascunhos iniciais mas normalmente corrigidos nos rascunhos posteriores) e um gerundismo torturantes ao longo de algumas partes; quanto ao conteúdo em si, os fatos são amontoados uns depois dos outros com discussão insuficiente, algumas afirmações carecem de qualquer embasamento e há algumas contradições lógicas que provavelmente seriam esclarecidas se houvesse argumentação suficiente.

Veja o exemplo:
(kindle - Location 2899)
A diplomacia presidencial [Lula], de caráter aparentemente estratégico e visivelmente voluntarista [...]

2 parágrafos depois:
(kindle - Location 2905)
Outra dimensão da atuação diplomática do país apontava para o país semiperiférico, que obviamente não era submisso, mas que se mostrava satisfeito com o papel secundário no cenário internacional.

Ora, além de carecer de óbvia revisão de português, como pode um governo ser classificado ao mesmo tempo como voluntarista e como satisfeito com o papel secundário no cenário internacional? Há uma flagrante incongruência aqui. A argumentação para o voluntarismo de Lula fora feita em trechos anteriores, e um dos argumentos foi a ilusão de poder que levou o governo a ambicionar um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. Agora, como um governo com uma ambição com essa, isto é, com a intenção (mesmo que voluntariosa, ingênua, descabida) de deslocar o status quo de tal maneira em favor do Brasil (conquistando poder de veto no CS) pode ser considerado "satisfeito com o papel secundário no cenário internacional"? Não pode! Essa conclusão é logicamente inadmissível sem um aprofundamento argumentativo melhor estruturado para esclarecê-la.

Em poucas palavras, o processo editorial deste livro é lastimável e, infelizmente, compromete o conteúdo. Fica a impressão de um livro produzido às pressas. Já li outro volume dessa série de RI e a editoração também deixou a desejar. Por óbvio, não é culpa dos autores. Aliás, fica muito claro, ao longo do texto, que eles têm o conhecimento e a capacidade para produzir algo muito melhor do que isto. E espero que o façam no futuro. Apesar de tudo isso, vale a pena lê-lo pela autoridade dos autores bem como por ser um livro curto, com uma lista extensa dos tratados, reuniões e diretrizes que marcaram a política externa brasileira desde a independência, além dos bem-vindos glossários de conceitos-chave e questões para reflexão ao fim da cada capítulo.
Displaying 1 - 8 of 8 reviews

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