Anna Starobinets (Russian: Анна Старобинец) is a young Russian journalist whose first book “An Awkward age” was nominated for the National Bestseller prestigious Russian prize as a manuscript – even before it was published.
O livro é um grande gatilho, mas se for possível lê-lo, você verá uma narrativa simples e sincera de um evento devastador, e de como é possível piorar muito ou melhorar bastante a experiência de quem está sofrendo. Que difícil passar pelo sistema de saúde russo. Viva o SUS.
Terminei Olhe Para Ele, da Anna Starobinets, e foi uma leitura difícil de digerir, não pela escrita, mas pelo que ela carrega. É um livro cheio de gatilhos, que atravessa temas muito delicados como maternidade, perda e decisões impossíveis.
A autora narra a própria experiência ao descobrir, durante a gestação, uma condição grave e incompatível com a vida do bebê. A partir daí, o livro deixa de ser apenas um relato pessoal e se transforma quase em uma denúncia: do sistema médico, da falta de acolhimento, da maneira como a dor feminina, especialmente ligada à maternidade, ainda é tratada com frieza e distanciamento.
Existe uma solidão muito forte em toda a narrativa. Mesmo cercada de médicos, protocolos e pessoas, a sensação é de que ela passa por tudo praticamente sozinha. E isso pesa. Pesa pela forma como é contado, mas principalmente pelo que revela: uma realidade dura, burocrática e emocionalmente árida, muito distante do que a gente costuma ver ou esperar.
Ao mesmo tempo, é um livro extremamente honesto. Não tenta suavizar a dor, não romantiza a maternidade e nem oferece respostas fáceis. Ele só expõe, de forma crua, o que muitas vezes não é dito. E talvez seja justamente isso que torna a leitura tão impactante.
Não é um livro “bonito” no sentido tradicional, nem uma leitura confortável. Mas é importante, necessário e impossível de ignorar depois que você termina.
Leitura rápida e muito fácil, mas tema muito triste! Fala sobre perda, dor e o quanto o sistema de saúde e assistência à mulher pode ser violento. Não recomendo para mulheres gestantes ou com perda gestacional recente.
#DesafioBooksterPeloMundo – Livro 5, Maio, Rússia. . Honestamente, quando a gente fala sobre literatura russa, existe tanto conteúdo, tanto conteúdo, tanto conteúdo absurdamente bom. Com humildade, eu já li muitas coisas russas maravilhosas. Li Tolstói, Dostoiévski, Svetlana Alexijevich, entre outros e quem gosta de literatura sabe que a literatura russa é uma das mais ricas e complexas que existem. . Aí vem o desafio e me coloca um livro que eu achei de extremo mau gosto. E de mau gosto porque, quando você coloca um livro pra 7 mil pessoas lerem, você não sabe o que essas 7 mil pessoas já passaram, ou estão passando, os gatilhos que uma obra pode despertar. E essa obra é um prato cheio para gatilhos, e se você tiver certa sensibilidade quando o assunto é gestação, eu recomendo que você não leia a partir daqui. . O livro desse mês versa sobre uma mulher grávida de um bebê com uma má formação nos rins, e que esse bebê não sobreviverá. Terrível, me fez chorar no metrô antes das 9 horas da manhã. Achei muito descritivo, achei muito desnecessário. . Provavelmente o intuito da obra era mostrar como a sociedade russa é burocrática e tecnocrata. O médico fala sobre sobrevivência, sem empatia, sem amor, sem pensar que vidas estão em jogo. É apenas a técnica, a técnica e a técnica. Procedimentos e mais procedimentos. Enfim, para a autora, que essa é mais uma obra auto biográfica do clube (o que já está me cansando um pouco, porque com exceção do livro 2, do Brasil, todos os outros foram auto biográficos), voltando, para a autora poder interromper a gravidez, ela precisou ir para a Alemanha, onde haveria um procedimento mais humanizado. . O título do livro também é bastante chocante, é sobre se a autora e o marido deveriam ou não olhar para o bebê após o procedimento. . Da metade em diante do livro, falam mais sobre ataque de pânico, crise de ansiedade e consequências psicológicas que a autora sofreu e busca por tratamentos.
O livro aborda a narrativa de uma gestação não convencional e a experiência negativa do sistema de saúde russo. Um tema pesado. O livro está cheio de gatilhos e repleto de denúncias por parte da mãe. Médicos e servidores da saúde sem empatia e o mínimo de humanidade. Violência de formas distintas. Triste.
Foi muita coragem da autora em escrever o que passou citando nomes, lugares e sendo bem crua ao escrever seus sentimentos e pensamentos.
Cheguei em quatro conclusões principais: 1) precisamos falar mais sobre a morte e como lidamos com ela.. 2) Não ter vergonha de dividir sentimentos "ruins" com os outros. Faz bem colocar para fora. Talvez amigos possam te encaminhar para uma solução. 3) O inverso vale tbm, perguntar para seus amigos como eles estão. Fazer eles colocar para fora quando passaram por um episódio traumático. Apenas esteja lá e ouça. 4) Parar de teimosia e assumir que precisamos de ajuda, sobretudo quando o mental não está bem.
Olhe para ele foi um livro difícil de digerir quando se coloca no lugar do outro. E sinto que a ideia do livro, e porque ele é tão necessário, é exatamente essa. Fazer o outro se colocar no lugar da dor de se perder alguém. Não foi uma leitura fácil, que eu tinha que parar porque não conseguia digerir o que tinha sido escrito. Mas rápida porque eu esperava chegar em um final feliz para essa família, em que tudo se resolve. Como se a vida fosse um conto de fadas.
Que relato lindo e dolorido acerca de um luto tão importante! Anna direciona um holofote para o sistema de saúde russo e nos faz lembrar da importância da humanidade ao trabalharmos com o cuidado do outro.
Leitura dura, mas bastante necessária. Tantas pessoas atravessam solitárias as dúvidas, o sofrimento, as sequelas físicas ou emocionais, como vividas e descritas pela autora. Nós mulheres somos cercadas de tantos tabus, é importante enfrentar e resolver, para toda a sociedade.