Boa introdução ao tema. Parte dos primeiros autores a tratar do assunto (Bakhtin, Kristeva) e enfatiza em especial os franceses que se dedicaram à intertextualidade: Barthes, Riffaterre, Compagnon e principalmente Genette e seus Palimpsestos. A defesa da intertextualidade como "memória da literatura" é fundamental, e mostra didaticamente como os textos são fundamentalmente bricolagens de outros textos. Tudo já foi dito, diria La Bruyère, citado por Samoyault, e o trabalho com a intertextualidade é justamente a compreensão do mecanismo de como os escitores reescrevem e "dizem como seus" os textos do passado, numa circularidade infinita. Infelizmente, o livro está fora de catálogo.
"La première des Fictions de Borges, « Tlön Uqbar Orbis Tertius », pose que « la conception du plagiat n’existe pas: on a établi que toutes les œuvres sont l’œuvre d’un seul auteur, qui est intemporel et anonyme ». À partir de là, les textes deviennent les fragments d’un grand ensemble collectif appelé littérature et forment un patrimoine qui appartient à tous."