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Gongo Soco

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Gongo Soco é um romance histórico escrito por Agripa Vasconcelos, que relata a vida do Primeiro Barão de Catas Altas, que não tem paralelo na história do Brasil. No seu apogeu, nenhum brasileiro possuiu tanta riqueza quanto ele - riqueza tão grande que suas mansões faziam sombra até as cortes da Europa; tão formidável que despertou a curiosidade do próprio Imperador D. Pedro I, que por duas vezes foi hóspede do nababo. Agripa Vasconcelos é um dos mais importantes escritores do Brasil. Através de seus romances históricos, publicou as SAGAS DO PAÍS DAS GERAIS - uma coleção que colocou Agripa entre os maiores escritores de seu tempo, bastando esta obra para consagrá-lo. Os sete volumes fixam, através da narração de fatos reais em forma de romance, as linhas mestras da formação histórica e social de Minas. Fundamentados em pacientes pesquisas às quais se dedicou por muitos e muitos anos, cada volume das Sagas vale por um verdadeiro documento da época do ciclo que focaliza. O enredo de cada livro é o próprio enredo da história e, por ser rigorosamente histórico, todo o seu conteúdo interessa a todos que desejam conhecer a verdadeira importância das Minas Gerais na história do Brasil.

Todos os volumes das Sagas foram ilustrados pela grande artista plástica mineira Yara Tupinambá. São eles:

FOME EM CANAÃ, que relata o ciclo do latifúndio; GONGO SÔCO, o ciclo do ouro; A VIDA EM FLOR DE D. BÊJA, o ciclo do povoamento; SINHÁ BRABA, o ciclo da agropecuária; CHICA QUE MANDA, o ciclo do diamante; CHICO REI, o ciclo da escravidão (esses seis romances foram editados pela Editora Itatiaia, BH/MG) e OURO VERDE E GADO NEGRO, o ciclo do café e da abolição do cativeiro nas Gerais (editado pelo SESC/MG e não é comercializado, apenas disponibilizado nas bibliotecas do SESC de todo o Brasil). Há ainda o livro SÃO CHICO, também editado pelo SESC/MG, que segue as mesmas características dos livros das Sagas, mas desta vez o autor fala do nordeste brasileiro.

Dois de seus romances históricos serviram de base para duas novelas televisivas, que foram ao ar nos anos 90, pela extinta Rede Manchete de Televisão: D. BEIJA, baseada na obra A VIDA EM FLOR DE D. BÊJA, cuja personagem principal foi Maitê Proença e XICA DA SILVA, baseada na obra CHICA QUE MANDA, sendo Tais Araújo a protagonista na sua estreia na televisão, aos 17 anos. As duas novelas foram sucesso absoluto de audiência em todo o Brasil e também no exterior. (less)

392 pages, Paperback

First published January 1, 2003

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Agripa Vasconcelos

14 books3 followers

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Profile Image for Oscar Chagas.
54 reviews3 followers
May 9, 2017
o livro trata da história de Joãozinho, ex seminarista pobre que casa com a prima, filha do dono de Gongo Soco, que fornece grandes quantidades de ouro com o aumento da produção. O futuro Barão de Castas Altas se torna excêntrico, com grandes exuberâncias na demonstração de sua riqueza. Cercado por um grupo de bajuladores, sempre oferece o que há de melhor e mais raro do mundo e completa com chuvas, baixelas e sobremesas regadas a ouro. Também descreve o funcionamento cotidiano do Brasil Império e da região mineradora.
Profile Image for Newton Nitro.
Author 6 books110 followers
March 2, 2016
A vida do Barão de Catas Altas, um dos homens mais ricos do Brasil do período da independência, na virada do século XVII para o século XIX. Uma dramatização primorosa do final do ciclo do ouro em Minas Gerais, refletindo o extenso trabalho de pesquisa do Mestre Agripa Vasconcelos.

NITROLEITURAS | Gongo Soco – Agripa Vasconcelos | Itatiaia, 2003 (1ed. 1966), 392 páginas | Lido de 2.03.16 a 04.03.16

SINOPSE

Gongo Soco é um romance histórico escrito por Agripa Vasconcelos, que relata a vida do Primeiro Barão de Catas Altas, que não tem paralelo na história do Brasil. No seu apogeu, nenhum brasileiro possuiu tanta riqueza quanto ele – riqueza tão grande que suas mansões faziam sombra até as cortes da Europa; tão formidável que despertou a curiosidade do próprio Imperador D. Pedro I, que por duas vezes foi hóspede do nababo.

Agripa Vasconcelos é um dos mais importantes escritores do Brasil. Através de seus romances históricos, publicou as SAGAS DO PAÍS DAS GERAIS – uma coleção que colocou Agripa entre os maiores escritores de seu tempo, bastando esta obra para consagrá-lo.

Os sete volumes fixam, através da narração de fatos reais em forma de romance, as linhas mestras da formação histórica e social de Minas. Fundamentados em pacientes pesquisas às quais se dedicou por muitos e muitos anos, cada volume das Sagas vale por um verdadeiro documento da época do ciclo que focaliza. O enredo de cada livro é o próprio enredo da história e, por ser rigorosamente histórico, todo o seu conteúdo interessa a todos que desejam conhecer a verdadeira importância das Minas Gerais na história do Brasil.

RESENHA

Em um estilo mais clássico, Agripa introduz o leitor na saga do Barão de Catas Altas, em Minas Gerais, aos poucos, descrevendo a história e organização social da época com detalhismo. A narrativa costura e preserva uma série de causos, lendas, fatos históricos e romantizações da vasta cultura popular que surgiu ao redor de um dos homens mais ricos do Brasil no começo do século 18.

Como em todos os livros e refletindo a profissão de médico de Agripa, existe um foco na parte medicinal do período, com histórias de doenças, uma descrição dos médicos da época, pestes, tratamentos folclóricos fascinantes.

Gongo Soco revela também um dos melhores personagens da obra de Agripa, talvez o seu Quixote: é o Mestre Lão, um erudito hipócrita, mentiroso, aproveitador e muito engraçado, e que faz parte da espécie de “corte” de oportunistas que se formou ao redor do Barão.

Como os outros livros do Agripa, são muitas histórias e causos entrelaçados no livro, junto com detalhes pitorescos da época, descrições detalhadas de banquetes, narrativas de brutalidade contra escravos, que provoca uma imersão para o leitor que se acostuma com o estilo do escritor.

O contexto histórico é muito bem feito, e revolta muito o horror da sociedade escravocrata. Outro tema abordado é o da impunidade das classes altas do período, com a lei não se aplicando a quem possuía poder econômico.

E o livro também denuncia a horrenda e hipócrita meritocracia na versão colonial, com os poderosos expondo sua convicção absoluta do direito divino dos privilégios dos brancos, principalmente dos brancos ricos. Acreditam piamente que seu poder se deve ao seu próprio gênio, e não a um sistema brutal de exploração de mão de obra escrava.

Os personagens são absolutamente abomináveis do ponto de vista contemporâneo, mas normalizados pelos valores morais e éticos da época. E Agripa descreve esse contexto ao mesmo tempo que expõe a hipocrisia daquela sociedade do interior das Gerais.

Recomendadíssmo para todos os mineiros, para quem curte romances históricos brasileiros, para quem curte detalhes históricos pitorescos, para quem está acostumado com narrativas em um estilo mais tradicional e clássico, com muitos sumários narrativos e ponto de vista onisciente, e para quem quer conhecer mais sobre a história do Brasil!
Profile Image for Eduardo Coutinho Guerra.
21 reviews3 followers
June 27, 2015
Comecei a ler os livros de Agripa Vasconcelos e tenho achado fascinante. É incrível viver histórias de um passado ao mesmo tempo longínquo e estranhamente próximo. O romance nos leva a uma viagem no tempo e no espaço, nas Minas Gerais do ouro fácil e dos sonhos perdidos. Conhecemos personagens exóticos, passamos por uma terra exuberante, cenário que parece mais obra de ficção. Seguimos trilhas nas belas montanhas do Caraça, nas matas de Caeté, nas igrejas e casarões de Catas Altas, Brumal, Ouro Preto, Santa Luzia ou Sabará do Rio das Velhas. A mesma terra que atraia aventureiros, viajantes e possibilitou a construção de uma sociedade improvável para aquelas paragens. Nos impressionamos com a riqueza e soberba de tempos que não mais existem. Sofremos com a dor humana. A primeira vontade que dá depois da leitura é sair pelas mesmas trilhas, em busca de casarões, palacetes, minas de ouro, igrejas, antigas senzalas, tudo que lembre esse passado, o universo de nosso personagem, O João Batista Coutinho, o Barão de Catas Altas, que chegou a ser o homem mais rico do Brasil, mas que ficou pobre, e cuja lembrança o tempo se encarrega de levar, nas ruínas de seus palacetes, nas escavações gigantescas do minério de ferro, agora explorado por multinacionais, que muda a paisagem das regiões das antigas minas de ouro. Mas a literatura recupera o tempo e os sentimentos vividos, registrando na arte os relatos daqueles que viveram essa época, para que não sejam esquecidos.
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