Moradores de uma favela carioca perdem suas casas depois de uma enchente. A saída? Ocupar o esqueleto de um edifício em construção. Os personagens logo se veem oprimidos entre as promessas de políticos demagogos e a exploração de negociantes inescrupulosos.
Em A Invasão, Dias Gomes segue uma linha criadora da mais significativa importância social ao focalizar o drama intenso e amargo dos sem-casa. O autor vai à raiz dos problemas que nos afligem e, conseguindo equacioná-los de forma clara, coloca suas soluções ao alcance de todos aqueles que efetivamente busquem resolvê-los.
Alfredo de Freitas Dias Gomes, mais conhecido pelo sobrenome Dias Gomes, foi um romancista, dramaturgo, autor de telenovelas e membro da Academia Brasileira de Letras.
A peça narra história de várias famílias do Rio de Janeiro que ficam desabrigadas após a destruição da favela onde viviam, atingida por uma pedra que rola do cume do morro. Sem ter para onde ir, as famílias descobrem um edifício inacabado e abandonado e decidem ocupá-lo. Desde o início da peça, há uma enorme preocupação com uma possível ação de remoção.
A peça é uma crítica social contundente, na qual Dias Gomes denuncia a omissão do estado, a insensibilidade da polícia e o oportunismo de políticos inescrupulosos que vivem da miséria dos favelados. Os personagens são uma amostra representativa da população oprimida e de seus algozes: - Bené, Isabel e Lula: família carioca da favela. Bené, o pai quer que Lula seja jogador de futebol. Lula, entretanto, despreza o futebol. O jovem tem uma veia revolucionária, tendo sido influenciado pelo seu amigo Rafael. - Justino, Santa e família: nordestinos que vieram tentar uma vida melhor no Rio de Janeiro. - Bola Sete: o sonhador que tenta ganhar a vida como compositor de sambas. - Deodato e Mané Gorila: o deputado demagogo e seu "assessor" que fazem questão de manter a população em eterna dívida (financeira e de gratidão).
A história é bem panfletária mas tem o seu valor pois a situação de exploração política da população pobre é um problema que ainda se mantém nos dias de hoje. Só achei o final da peça pouco desenvolvido e muito apressado.
Não sei muito o que falar mas a peça de Dias Gomes não conseguiu cativar minha atenção, os personagens são desinteressantes e o enredo da peça é lento e chato. Não deu.