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O Meu Primeiro Apocalipse

«Que queres tu de mim, leitor?»

Portugal, 2066.

Nos céus há mais drones do que pássaros e nas ruas circulam carros sem condutor. A água é racionada e toda a gente tem os olhos tapados com Eyephones.

Filha de um iraniano e uma portuguesa, a jornalista e escritora Laura Ganjavi está a pensar reformar-se quando recebe uma proposta inesperada. Nascida no início do século, Laura assistiu a ciclos políticos cada vez mais curtos. Alternâncias entre extremos de Esquerdas e Direitas, com pouco espaço para moderados. Alianças que se criam e desfazem em poucos anos ou meses, ao ritmo da moderna sociedade apressada.

Uma única figura atravessou décadas intocável. Nunca teve qualquer cargo oficial e, no entanto, foi sempre a sombra de cada novo líder. Uma poderosa ministra da Influência. De impressionante beleza comprada e idade indefinida. Ava Carina, o Anjo Azul. É dela o convite a Laura Ganjavi para integrar uma pequena equipa que resgate a importância que a leitura e a escrita tiveram no passado. Mas a proposta tem condições.

O Meu Primeiro Apocalipse é uma vertigem entre drama e sarcasmo. Somos levados a um admirável novo mundo cheio de velhos vícios. E, em pano de fundo angustiante, o anúncio do iminente fim do planeta. Desta vez, sério e sem solução. Assim sendo: escrever para quê, e para quem?

302 pages, Kindle Edition

Published May 12, 2026

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About the author

Rodrigo Guedes de Carvalho

13 books274 followers
RODRIGO GUEDES DE CARVALHO nasceu no Porto, a 14 de Novembro de 1963.
Licenciado em Comunicação Social, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, profissionalizou-se na RTP. Actualmente é subdirector de Informação da SIC. Em 1997 recebeu o Prémio Especial do Júri do Festival FIGRA, em França, pela reportagem A condição humana, sobre as urgências hospitalares.
Em 1992 estreou-se na escrita, com o romance Daqui a Nada, vencedor do Prémio Jovens Talentos da ONU, conhecendo uma reedição pela Publicações Dom Quixote, em 2005. Nesse ano lançou o best-seller A Casa Quieta e assinou o argumento da longa-metragem Coisa Ruim, co-realizada pelo seu irmão Tiago Guedes. É ainda autor de A Mulher em Branco (2006), Canário (2007), O Pianista de Hotel (2017), Jogos de Raiva (2018) e Margarida Espantada (2020).

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Community Reviews

5 stars
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4 stars
39 (39%)
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32 (32%)
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11 (11%)
1 star
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Displaying 1 - 20 of 20 reviews
Profile Image for livros100fim.
340 reviews17 followers
June 22, 2026
Portugal, 2066. Mais drones do que pássaros, água racionada e toda a gente com Eyephones nos olhos. O futuro próximo como espelho do presente.

Trata-se de uma sátira inteligente e desconfortável. Rodrigo Guedes de Carvalho pega nos vícios que conhecemos bem, a manipulação das massas, a ascensão da direita, o culto da juventude, o egoísmo dos governantes, o facilitismo da linguagem, a destruição ambiental por interesse imediato, e projecta-os cinquenta anos à frente. O resultado é reconhecível demais para ser ficção confortável.

A Ava Carina é a personagem que fica. Nunca teve cargo oficial mas atravessou décadas intocável. É a sombra por trás de cada líder, a ministra da Influência que não pode ser criticada, que bajula ou despede, que molda o que as massas pensam, acham e escolhem. É o poder que cooptar quem ainda pensa, com condições. O poder real raramente tem nome oficial.

A Laura Ganjavi é o contraponto. Jornalista, escritora, a voz que ainda observa, analisa e mantém a integridade mesmo quando o mundo à volta desistiu disso. Acredito que é o alter ego do próprio autor. A forma como Rodrigo Guedes de Carvalho se insere na história através desta personagem é subtil mas completamente intencional. Faz sentido quando percebemos o que está a fazer.

Mas a Laura aceita o convite da Ava, com condições. E é aí que o livro fica genuinamente incómodo. Porque resistir de fora é fácil. Manter a integridade dentro do sistema que criticas é outra conversa completamente diferente. E muito mais honesta.

Em pano de fundo, o fim do planeta. Desta vez sério e sem solução. E a pergunta que o autor deixa no ar é real: num mundo a desmoronar-se, onde cada vez se lê menos e a linguagem se empobrece a olhos vistos, escrever para quê? E para quem?

Muito actual para ser ficção. Gostei!
@livros100fim
Profile Image for Sónia.
650 reviews55 followers
September 1, 2026
Um livro que nos faz pensar em certos aspectos assustadores da actualidade, constituindo uma espécie de ensaio sobre a sociedade de hoje em dia. No entanto, não funcionou da melhor forma comigo, talvez por já ter lido "Olho da Rua", de Dulce Garcia, que tem bastantes semelhanças com esta obra. No entanto, está vários "furos" acima. Quem leu um e leu outro não pode deixar de registar bastantes semelhanças nas temáticas abordadas.

Lê-se mas, enquanto leitora, não me deixará grande marca.
Profile Image for Rúben Meireles.
25 reviews1 follower
June 13, 2026
Primeiro livro que leio do Rodrigo. Excelente primeira experiência, com um romance que é mais na verdade um ensaio bastante pertinente de uma projeção do que a sociedade portuguesa e mundial se irá provavelmente tornar desde hoje até mais ou menos daqui 40 anos, através dos dados que podemos analisar atualmente do estado atual de coisas. Política, sociologia e naturalmente, a psicologia e comportamentos humanos, transversais a tudo isto, são objetos de sátira mordaz, tal como a algumas "personagens" da nossa sociedade atual (tenho uma opinião de "quem é" a Ava Carina, mas deixo para os leitores aferirem ;) ), com críticas explícitas e implícitas a extremismos (de ambos os lados da balança), mostrando que a nossa espécie tem muita coisa boa e má, mas tem sobretudo um incrível dom para a autodestruição, para onde todos, a este ritmo, caminhamos alegremente. Ou para isso, ou novamente para a caverna. O que acontecer primeiro.
4,5 Estrelas.
Profile Image for Ana .
278 reviews36 followers
June 23, 2026
Eu adoro o Rodrigo mas este livro não me disse absolutamente nada :(
5 reviews
July 20, 2026
A ideia do livro é muito boa e o futuro que o autor imagina é, ao mesmo tempo, exagerado e assustadoramente possível. Há várias críticas interessantes à tecnologia, à política, à forma como consumimos informação e à perda de importância dos livros e da leitura.

Gostei sobretudo dessa parte: o livro faz-nos pensar e tem momentos bastante inteligentes, muitas vezes com uma ironia que funciona muito bem.

Ainda assim, nem sempre me senti totalmente envolvida na história. Em alguns momentos, pareceu-me que as ideias eram mais importantes do que as próprias personagens, e isso tornou a leitura um pouco mais distante.

O final foi, para mim, a parte mais fraca. Achei-o confuso e fiquei sem perceber totalmente o que o autor queria fazer com aquele desfecho. Talvez fosse essa a intenção, mas acabou por me deixar mais perdida do que impactada.

Não foi um livro de que não gostei, mas também não me marcou tanto quanto esperava. Tem uma premissa interessante e boas reflexões, só acho que podia ter sido mais claro e mais envolvente.
Profile Image for Bruna | Finish This Book.
207 reviews13 followers
July 1, 2026
Infelizmente, esta foi uma leitura que não funcionou para mim.

Comecei o livro à espera de um thriller intenso, com uma narrativa mais focada no suspense e na tensão. No entanto, rapidamente percebi que a proposta era bastante diferente daquilo que tinha imaginado.

A história aposta muito mais na crítica social, recorrendo a metáforas para abordar temas como preconceito, julgamentos e comportamento humano. Embora reconheça a intenção do autor, senti que essa abordagem não conseguiu prender a minha atenção.

Também não consegui criar uma ligação com os diferentes POVs, o que tornou a leitura ainda mais difícil. Em vários momentos senti que a narrativa se arrastava e acabei por perder o interesse na história.

No geral, foi uma leitura cansativa e que ficou aquém das minhas expectativas. Acredito que possa funcionar melhor para leitores que procurem uma obra mais reflexiva e alegórica, mas, para mim, acabou por não resultar.
Profile Image for Monica Mil-Homens.
616 reviews34 followers
June 25, 2026
3.5
Gostei muito deste livro! Foi uma estreia com o autor e jornalista e não podia ter ficado mais agradada.

Achei genial a forma como Rodrigo Guedes de Carvalho consegue escrever sobre assuntos tão atuais e sérios com a leveza de quem sabe exactamente do que está a falar. O sarcasmo está muito bem conseguido e, aliado à dramatização de um possível fim do mundo, acaba por nos pôr a pensar naquilo que estamos a fazer ao planeta e, no limite, na possibilidade de deixarmos de ter planeta e, consequentemente, vida humana para quem escrever.

É um livro que consegue ser divertido sem deixar de ser incómodo. E talvez seja precisamente essa mistura que o torna tão interessante, faz-nos sorrir, mas também nos deixa aquela sensação de que, se calhar, o apocalipse não está assim tão longe quanto gostaríamos de acreditar. Uma Distopia sim, mas muito próxima de casa.
Profile Image for Andreia Lima.
60 reviews2 followers
August 6, 2026
Livro diferente de todos os outros que li do Rodrigo Guedes de Carvalho, mas não é por isso que gostei menos.

É uma distopia ambiental, e uma sátira à comunicação social, jornalismo e mundo editorial.

É desconfortável de ler, principalmente o início quando somos confrontados com a possível realidade ambiental em 2066, que deixa muito a pensar, principalmente o que podemos fazer de diferente no dia a dia. Mas temos sempre este cenário de sátira à volta de uma personagem que nos deixa a pensar se será assim tão distante da realidade futura do jornalismo, comunicação social e mundo editorial.

No entanto, quando descreve a história das 3 personagens principais (as "3 marias") numa narrativa a 2 tempos, temos o estilo que tanto gosto do autor em descrever as relações humanas imperfeitas.

É sem dúvida um livro que nos deixa a pensar em muitos aspectos da realidade dos dias de hoje. Será que queremos que o mundo caminhe a passos largos para um apocalipse?

Vou recomendar de certeza ⭐️
Profile Image for Gonçalo.
8 reviews
August 24, 2026
este é um livro em que consigo perceber na plenitude aquilo que o autor quer dizer, mas em que, a certa altura, comecei a desejar que ele parasse de o dizer. não por falta de vontade de me confrontar com a realidade, antes pelo contrário…

a ideia de imaginar um futuro marcado pelo colapso ambiental (um futuro onde os guarda chuvas são objetos mitológicos), pela desinformação, pela polarização e pela nossa crescente incapacidade de olhar para os problemas que exigem mais do que alguns segundos de atenção antes do inevitável swipe, é interessante, e, pior ainda, bastante plausível. o problema, para mim, esteve na forma como essa crítica é constantemente martelada ao longo do livro.

a critica ao nosso comportamento perante o estado do mundo é pertinente. a crise climática, a desinformação, a obsessão com a aparência, as redes sociais e a capacidade de pensar para além do imediato, para lá da simplificação (bandeira de ava carina) são assuntos que merecem ser pensados. o que me incomodou foi sentir que o livro, ao criticar a simplificação, acaba ele próprio por simplificar a forma como essa crítica nos é apresentada.

um livro sobre um futuro em que já não sabemos olhar para além do imediato acaba, paradoxalmente, por me pedir muito pouco tempo entre a pergunta e a resposta.

Profile Image for João Faia.
134 reviews13 followers
May 31, 2026
O Meu Primeiro Apocalipse é um daqueles livros que mistura ficção, ensaio e crítica social de uma forma bastante particular. Foi inicialmente estranho ler uma narrativa em que o autor escreve sobre si próprio, mas rapidamente percebi que essa escolha faz parte da identidade da obra.

Apesar de passar por alguns lugares-comuns do género, o livro destaca-se pelas reflexões que provoca sobre temas extremamente atuais, como a inteligência artificial, a política e a forma como a sociedade se está a transformar. Muitas das ideias apresentadas são inquietantes, por parecerem bastante possíveis.

Bruna e Soraia foram uma agradável surpresa. Funcionam como contraponto ao tom mais sério da narrativa, acrescentando humor, sátira e alguma leveza a um discurso que, por vezes, pode tornar-se pesado. Gostei particularmente de perceber, no final, qual era a verdadeira finalidade destas personagens.

A história desenvolve-se de forma lenta, mas consistente. A estrutura é lógica e bem construída, desenrolando-se gradualmente como um fio de lã que vai revelando novas camadas ao leitor. Mais do que a ação em si, o foco está nas ideias e nas questões que o livro levanta.

No geral, gostei da leitura. É uma obra com uma crítica social mordaz, personagens curiosas e muitas reflexões.
8 reviews
June 28, 2026
A sinopse é bastante convidativa e, como estou na missão de conhecer mais livros portugueses, decidi adquirir este livro.

“O Meu Primeiro Apocalipse” é um livro com uma premissa muito interessante e uma reflexão social bastante atual. A visão de um futuro de Portugal marcado pelo crescimento da extrema-direita, pela presença cada vez maior da inteligência artificial e pela perda do hábito da leitura leva o leitor a pensar sobre o rumo da sociedade e sobre temas que já fazem parte do nosso presente.

O meu maior problema com o livro não está nas ideias, mas sim na forma como a história é contada. Grande parte dos acontecimentos mais importantes já ocorreu antes do início da narrativa e vai sendo revelada através do relato da protagonista durante uma entrevista de emprego. Pessoalmente, teria preferido acompanhar esses acontecimentos em tempo real. Gosto de viver a história ao lado das personagens, de as conhecer antes dos momentos mais marcantes, em vez de descobrir tudo através das suas memórias. Isso fez com que alguns momentos que deveriam ter um grande impacto emocional, como a morte de determinadas personagens, não me afetassem tanto quanto poderiam.

Apesar disso, reconheço o mérito do autor na construção desta distopia e na forma como utiliza a ficção para refletir sobre problemas muito atuais. É um livro que levanta questões pertinentes e que certamente encontrará leitores que apreciem este tipo de narrativa mais introspectiva e reflexiva.

No meu caso, o estilo de escrita e a estrutura da narração não foram aqueles que mais me envolveram, mas foi uma leitura que me ajudou a perceber melhor o tipo de histórias que procuro e o que mais valorizo enquanto leitor.
4 reviews
May 26, 2026
O Rodrigo emociona-me sempre e é muito fácil deixar-me levar pela sua prosa inteligente, fluída, elegante e envolvente.
No caso deste livro, além da emoção, experimentei também outros sentimentos e, de forma quase permanente, o sorriso. O sorriso perante o humor sarcástico com que o autor aborda temas profundos, tais como a alienação digital e a forma como o mundo está subjugado aos interesses económicos.
Ava Carina é a personificação desse mundo, é ela que tudo controla ( penso que já se podem ver algumas Avas Carinas em 2026...) e é ela que dá a Laura Ganjavi ( o nome Laura tem uma grande carga simbólica) a missão de resgatar a palavra escrita neste mundo distópico de 2066.
É aqui feito um importante alerta em relação ás consequências da falta de leitura, principalmente a incapacidade de construir ideias e argumentos.
Com muita sensibilidade, o autor leva-nos a refletir sobre a humanidade, sobre nós, as nossas fragilidades e a nossa desesperança perante o extremismo político, a crise climática e o poder da desinformação. Lutar e estar atento é cada vez mais difícil nesta sociedade anestesiada pela tecnologia, por algoritmos e vaidades.
Este mundo futuro á beira do colapso não me parece muito diferente do presente e até, em muitos aspetos, do passado. É como se houvesse um diálogo entre as três dimensões temporais que se interligam como camadas de um todo. O que é ainda mais assustador, porque somos nós sempre os protagonistas. Ignorantes do apocalipse iminente, " hoje, toda a gente acredita que tem ainda tempo". E sempre assim foi...
Talvez o final transmita a mensagem que a escrita consegue suspender o tempo e continuar a fazer sentido.
Recomendo vivamente!
Profile Image for Vânia Caldeira.
200 reviews4 followers
June 29, 2026
Gosto sempre muito dos livros do RGC. Aqui sinto uma voz diferente ainda que com a mesma visão límpida e jornalística do que se passa no mundo. Mas ao contrário de outros livros (alguns dos meus favoritos) em que descreve com profundidade a dor da perda ou com extrema lucidez a realidade da depressão, aqui há uma voz distinta. A da ironia na crítica social. Perante todo o tema do livro talvez tenha sido apenas a forma que o autor achou, que nos tempos eu correm, mais acessível é para se fazer ouvir. E resulta. Podia ser um futuro distopico aquele que é descrito. Mas tem demasiadas semelhanças com muito do mundo actual.
É uma história sobre a perda progressiva da atenção. Aos livros, ao mundo, aos outros. E o descalabro que isso causou nos recursos naturais, na política, no jornalismo, na humanidade.
Profile Image for Paula Garcês.
33 reviews
June 7, 2026
"Há demasiado tempo que isto anda tudo num pantanal que não conhece meio-termo, meias-palavras, meia posição para um lado e meia para o outro. Nada de podermos ter simpatia só a dois terços por algo, ou de podermos abraçar causas onde também vemos algumas imperfeições."
Profile Image for Patrícia Ré.
8 reviews
August 4, 2026
O livro do R.G.C. que mais me custou a começar, mas depois... Que bom que foi lê-lo. E quantas comparações com o nosso tempo se conseguem fazer. Quantas verdades em formas de histórias. Gostei muito! Aconselho, como todos os livros dele.
Profile Image for Rosarinho .
263 reviews1 follower
May 27, 2026
É sempre um grande prazer ler RGC.
Este livro é um manifesto.
É importante ler este livro.
É necessário ler este livro.
4 reviews
August 30, 2026
É mais um ensaio com visão do futuro por parte do autor do que um romance propriamente dito.
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