Poemas negros foi lançado em 1947 com ilustrações do artista Lasar Segall e prefácio de Gilberto Freyre. Esta edição recupera a primeira, apresentando ao leitor 39 poemas marcados por envolvente musicalidade e apelo aos sentidos. Entre o engenho e o navio negreiro, Jorge de Lima apresenta a paisagem nordestina, as lavadeiras na lida, o ar “duro, gordo, oleoso” da madorna, sem deixar de lado a bisavó que “dançou uma valsa com D. Pedro II”. Carregado de contrastes, este livro situa o poeta no debate sobre a produção literária de temática negra, no Brasil e no mundo, conforme argumenta o posfácio de Vagner Camilo. Cosac Naify
Jorge Mateus de Lima, was a Brazilian politician, poet, and writer. His most famous works are the novels "A Mulher Obscura" and "Calunga"; and "A Túnica Inconsútil" and "A Invenção de Orfeu" (poetry). He was in a list and would win the Nobel Prize in 1958, but he died in 1953. He was the son of a wealthy merchant and moved to Maceió in 1902, with his mother and siblings. In 1909 he moved to Salvador, where he began studying medicine. Completed the course in Rio de Janeiro in 1914, but was designed as a poet to his name. That same year he published the first book, Alexandrine XIV. He returned to Maceió in 1915 where he devoted himself to medicine, and literature and politics. When he moved to Alagoas to Rio in 1930 set up an office in Cinelandia, also turned to studio painting and meeting point for intellectuals. There was meeting people like Murilo Mendes, Graciliano Ramos and Jose Lins do Rego. In this period he published about ten books, five of poetry. Also served as state representative from 1918 to 1922. With the Revolution of 1930 was brought to settle down permanently in Rio de Janeiro. In 1939 he devoted himself also to the arts, participating in some exhibitions. In 1952, he published his most important book, the epic Invention of Orpheus. In 1953, months before he died, he recorded poems for the Archive of the Spoken Word Library of Congress in Washington, the United States of America. Between 1937 and 1945 had its application to the Brazilian Academy of Letters refused six times. For Ivan Junqueira, the Academy has committed an unforgivable injustice to the author, whose literary work was exceptionally well received by critics and public. The scholar does not believe that the poet was carried forward to the edge of the literature of his time and he says, when referring to the greatest poem of the author - Invention of Orpheus, "... even today, more junk spent 50 years of its publication, there is no Brazilian poet that he did not remember. "
Minha veia politicamente correta me impediu de gostar de certos poemas em sua plenitude, mas o posfácio do Vagner Camilo pontua todos esses problemas que o livro realmente tem e o encerra de forma brilhante.
Confesso que não gosto de poesias com exceção de épicos. Durante minha infância eu era dado a ler poesias, mas talvez o gosto nunca realmente existiu. Em todo esse livro apenas um me fez me sentir uma pequeno contentamento com sorriso e justamente o mais rimado e sem pretensões de inserir denovo e denovo linguajar com o objetivo de abrasileirar demais e fazer o poema se sentir como algo extremamente natural e da terra. Não, foi o poema que foi natural e brasileiro sem fazer esforço e entrega simples, sem ter termos arremessados até virar uma mistureba para agradar aos críticos literários desejosos de algo exótico. O poema foi Cachimbo do Sertão.
Durante a leitura me vi lembrando da zoeira satírica do vídeo "Semcultura - Roots Mandioca Roots" do grupo humorístico Hermes & Renato. Foi impossível evitar que tal lembrança dos tempos da quinta série entrasse durante a leitura do livro.
Fora o poema "Cachimbo do Sertão" os pequenos trechos em prosa da "A mulher obscura" foram o melhor em minha opinião, algo autobiográfico sobre Jorge de Lima e seu óbvio fetiche por mulheres negras. Afirmo que as poesias escritas por ele durante a juventude são melhores, sem a pretensão dessa coleção.
Um poemario sin duda hermoso y muy doloroso. Un libro que enseña sobre la cultura afro-brasileira, religión y la percepción de la mujer negra. En sus páginas no hay más que la realidad de los esclavos, contado de una manera tan hermosa que resulta ser dolorosa.
Este libro lo leí con pie de páginas porque hay muchos términos técnicos, así que recomiendo que lean una versión igual para que no se pierdan en la lectura y consigan disfrutarla y entenderla tanto como yo lo hice.
Lo único que no puedo parar de pensar luego de que terminé el libros es que, sin duda, de haber estado vivo de Lima en los premios Nobel del 58, habría ganado.
70% of this book was mind blowingly great. 45% of these poems will stay with me forever. As for the remaining part of the book was not good and really dull, but it doesn't diminish the shine of the other parts
Esse livro é a prova viva de que o português brasileiro é a versão mais bonita da língua portuguesa — graças às influências africanas, indígenas e dos imigrantes europeus do século XIX.
Eu decidi ler esse livro por causa do vestibular da Unicamp deste ano e admito que me surpreendi muito. Ainda que a linguagem usada pelo autor seja bastante rebuscada e os hipérbatos muito frequentes (principalmente no final do livro), os poemas são belíssimos e alguns me emocionaram muito. Um a que me apeguei em especial é "A ave", presente na seção "A túnica inconsútil". Recomendo a leitura a todos.
"...Pra donde que você me leva, poesia-uma-só? Pra donde que você me leva, mãe-d'água de uma só cacimba, Janaina de um só mar, Pedra-Pemba de um só altar?" (p96)