Que criaturas são estas? O que procuram? E o que quer que lhes tenha acontecido, também nos poderá afetar?
Quando uma vila submersa pelo tsunami de 2030 volta a emergir devido à seca, é descoberto um grupo de seres humanoides, a quem apelidam de aguados, com guelras no pescoço e olhos camaleónicos, e que sobreviveu todos estes anos debaixo de água.
Para apaziguar o pânico e a curiosidade da população, o Governo envia uma equipa de jornalistas na qual se inclui Olívia Reis, repórter promissora que regressa ao trabalho após um período dedicado à maternidade.
Enquanto o país se interroga sobre o potencial perigo que estas criaturas representam, os jornalistas tentam ultrapassar as barreiras impostas pelas forças de segurança e pelos cientistas, determinados em revelar a verdade e Olívia terá de mergulhar nos segredos escondidos por todos os que os rodeiam. Mas ao ser confrontada com o mar e o mistério que ele esconde, será ela capaz de responder às questões que lhe assombram as noites?
Raquel Fontão volta a demonstrar uma enorme capacidade para construir histórias envolventes e completas. Em E do Mar Vieram, a autora cria uma atmosfera de tensão e suspense de forma magistral, recorrendo a descrições muito vívidas que ajudam a dar vida a este mundo e às suas criaturas.
Li este livro praticamente de uma assentada. Sentia-me constantemente com os olhos esbugalhados e o coração acelerado, e num thriller/terror com elementos fantásticos isso é exatamente tudo o que procuro. Os vários cliffhangers espalhados pelos capítulos tornam a leitura extremamente viciante e fazem com que seja difícil pousar o livro.
Gostei muito desta história. É apelativa, interessante e desperta constantemente a curiosidade do leitor. Houve vários momentos em que não queria que acabasse, simplesmente porque queria continuar a descobrir mais sobre este universo e sobre os seres que o habitam. Nesse sentido, teria gostado de conhecer um pouco mais do passado e da origem de alguns elementos da narrativa.
Ainda assim, senti alguma falta de uma contextualização mais aprofundada relativamente a certas experiências e sofrimentos da protagonista, um aspeto que poderia ter enriquecido ainda mais a ligação emocional à personagem.
Apesar disso, o final pareceu-me muito bem conseguido: expectável no melhor sentido da palavra, coerente com tudo o que foi construído e bastante satisfatório ao encerrar a história.
Tenho a certeza de que este não será o último livro que vou ler da Raquel. Fiquei com muita vontade de explorar mais da sua obra e acompanhar os seus próximos lançamentos.
Se há livro que merece uma adaptação para série, é este 👀 o ambiente é rico, complexo e cinematográfico, o ritmo é ótimo e não dá para poisar enquanto não se acabar de ler. Gostaria de saber um bocadinho mais de backstory das personagens que entram neste mundo com a protagonista, mas essa é apenas uma preferência pessoal: a história é da protagonista, as experiências que importam são as dela. O final é excelente. ✨
Quando uma vila submersa pelo tsunami de 2030 volta a emergir devido à seca, é descoberto um grupo de seres humanoides, a quem apelidam de "aguados" que sobreviveram anos debaixo de água. De uma forma a apaziguar o pânico e a curiosidade da população, o Governo envia uma equipa de jornalistas na qual se inclui a reporter Olívia Reis, que regressa ao trabalho após um período dedicado à maternidade. Determinados em revelar a verdade, Olívia e os restantes terão de mergulhar nos segredos que o mar lhes oferece e na procura de respostas que assombram aquela zona.
Entrei neste livro completamente às cegas e sem saber muito com o que esta história iria me levar, mas à medida que a história se foi desenrolando, deparei-me com uma narrativa cheia de mistério e com muitos segredos sombrios que podem consumir alguém devido ao mal que está implantado... Esses segredos que se encontram bem enterrados, só vêm ao de cima através da mão humana que insiste em mexer em coisas que não deviam de ser mexidas, revelando consequências inimagináveis.
A Olívia é uma personagem com várias camadas, uma protagonista que ficou marcada por um trauma que à medida que a vamos conhecendo, sabemos que ainda está ali algo ainda por resolver... Algo misterioso e sombrio, mas que se mantém escondido, tornando-se assim num desafio de descobrir o que está a acontecer na cabeça dela.
A autora conseguiu aqui criar uma narrativa inquietante e envolvente em que o mistério é o principal ingrediente... Ela também consegue provar que o género de terror consegue ter várias nuances, sendo assim diversificado e proporcionando ao leitor uma experiência de leitura completamente diferente.
Confesso que senti que houve coisas para explicar até mesmo depois de ler a última frase, o que fez com que criasse teorias sobre a forma como acabou... Mas mesmo assim foi um livro viciante que gostei muito, tendo me surpreendido bastante com a sua originalidade!
✨ Mais um livro de terror( este com um pouco de distopia e sci-fi) da autora Raquel Fontão, ao qual não ficamos absolutamente nada indiferentes. Obrigada Raquel, por escreveres tão bem, e mais uma vez viva o terror em português! Ao longo da leitura, alguns temas tomam destaque, como a superação , a saúde mental, a maternidade, o medo e o luto. ✨ É um livro que nos sufoca, não só pelo ambiente físico claustrofóbico onde se passa o enredo, mas por todos os sentimentos e emoções que nos afloram em cada página .. sentimentos esses que vão desde curiosidade pela história, receio pois pressentimos que algo de bom não vem ai, agonia por algumas partes muito descritivas, e quanto à personagem principal senti um misto de empatia, mas ao mesmo tempo revolta pela sua aparente apatia, mas sobretudo pela sua não redenção. Mas o que eu faria no lugar dela? Bem, honestamente não sei... contudo penso que não ia seguir aquele caminho.
Adorei! Li-o num dia! Eu soube desta novidade em Abril, coloquei no calendário e desde aí, tenho estado em contagem decrescente até o poder comprar. Estava sempre a pensar: nunca mais é dia 25/5! É uma mistura de terror com sci-fi. Já sabemos quando a autora vai ter livro novo, vai vir algo muito bom, especialmente com os seus finais tão característicos: quando pensamos que está tudo bem e afinal...