Uma estudante apaixonada por Neruda; Uma menina solitária que sonha conversar com passarinhos; Um velho que perde o grande amor de sua vida.
Tão distintas eram as situações em que se encontravam os corpos que parecia improvável haver qualquer relação entre eles. Cada pessoa parecia carregar uma morte única.
Partilhavam o mesmo corações que cresceram além da medida humana e um sorriso marcando as gélidas faces. Em Portento, um pequeno país latino-americano de proporções municipais, algo inexplicável começa a pessoas passam a morrer sorrindo.
Enquanto a ciência falha em explicar, resta aos vivos encarar o enigma e investigar sua causa. Estariam as pessoas sucumbindo ao encanto da arte? A Presidenta Nena Garcia decreta o fim das manifestações artísticas, e surgem os atentados poéticos.
Um romance sobre o excesso — de beleza, de amor, de dor. Uma narrativa em que a vida e a morte se confundem, revelando que talvez o milagre seja justamente viver com um coração capaz de se expandir para além da razão. Mais vale morrer encantado ou viver embrutecido?
Posso dizer, sem exageros, que este é o melhor livro que li em 2026. Me emocionei em vários trechos e cada página percorrida me levou ao país de Portento. Amei!