As bells ring out across Gotham City, blood runs in its streets. Doctorgeist’s plan has come to fruition, and his legion of loyal followers unleash the evil inside their rotting hearts upon friends, neighbors, and strangers alike. But there’s an evil lurking deep in Batman’s heart as well, one that Doctorgeist himself discovered long ago—and the only way to save Gotham might be to set it free once and for all…
Rafael Grampá began working as an illustrator at the age of 14. He began by illustrating self-help books – what he calls the “how to raise your problematic teenagers sort”. During this period, he also did t-shirt designs, caricatures, children’s party decorations, coats of arms and logos for butcher shops and surf shops. He worked as an art director at the Brazilian motion graphics studio LOBO in 2003 where he worked with clients such as Cartoon Network, Nickelodeon, Creme Savers, Banco Real, Grendene , Diesel and others. Recent freelance work includes the concept design for ESPN-NBA spots, for Wieden+Kennedy NY, directed by Blacklist’s CISMA, and the visual ID for RESFEST/10 Brasil, that includes a opening and a toy.
Depois de dois anos, Rafael Grampá termina o seu trabalho, e eu não tenho dúvidas de que todos os hiatos e pausas foram significativos para reestruturar sua história e incluir coisas novas que ele possa ter pensado durante o caminho.
Bom, indo por partes, eu acredito que o roteiro não conseguiu explicar a ideia de aura. No final das contas, existe uma mistura científica com espiritual para explicar indivíduos dotados de poderes, mas acaba virando uma massaroca que não diz muita coisa, como histórias que querem misturar diversas mitologias e conceitos diferentes, como Supernatural ou Percy Jackson, no mesmo universo. O problema é que a história aqui se leva tão a sério nesse conceito que acaba ficando meio ridícula.
Mais um conceito interessante da história que pode ser observado e discutido é a dúvida entre o Batman ser algo forjado por lavagem cerebral ou criado pelo próprio Bruce. Não acho que o roteiro tenha sido feliz em explorar essa ideia, mas, no fim das contas, a realização de que, independente de qual tenha sido a origem do Homem Morcego, é Wayne quem decide o que ele vai ser daqui para frente. E, falando em criar o próprio caminho, aqui existe a consolidação de que Bruce, no fim das contas, se deu conta dos problemas que a sua casta social gera para o povo mais pobre, inclusive fazendo uma autocrítica sobre as suas ações mais recentes, tornando o Batman um herói do povão, vindo direto das forjas das sarjetas e do lixão. Inclusive, Bruce não parece se importar com essas pessoas sabendo a sua identidade, já que agora ele se identifica com elas; de maneira poética, elas também são o Batman.
Agora, a parte mais desagradável do Batman de Grampá são os limites da violência nos quais ele se encontra. Eu gosto da liberdade que o selo Black Label dá para os autores serem violentos com seus personagens, mas aqui Bruce toma ações que parecem não matar seus inimigos por puro acaso ou sorte. Em certos momentos, o Batman pode estar apenas se defendendo ou passando por infortúnios acidentais contra os inimigos, mas a maneira como o autor escolhe demonstrar isso no quadrinho valida muito o discurso "bandido bom é bandido morto", como os fanáticos pelo Batman de BvS costumam seguir.
Aproveitando que eu falei do Batman como um herói dos pobres, eu gostaria de ressaltar como esse é um tema importante para Grampá, desde que ele trabalhou com Frank Miller em A Criança Dourada. Acredito que ainda veremos isso ser repetido pelo autor até ele achar a sua história definitiva de "Riot". E não me entendam mal, é sempre bom ver porrada na cara de fascista, mas acho que houve uma pequena exaustão nessa história. Gotham se torna praticamente um The Purge, onde o Clube Concórdia é um paralelo claro de supremacistas e os fanáticos religiosos são purificadores de classes. Além disso, acrescentando as referências de filmes, eu não duvido que os Rejeitados de Gotham sejam uma referência aos Rejeitados pelo Diabo. Tanto essas cenas quanto a trama secundária da Virgem com o Madreposa me fizeram desejar um quadrinho de terror desenhado pelo Rafael no futuro.
Partindo para outros personagens, eu gostei muito do Gordon durante toda a trama, mesmo ele ficando meio apagado em relação à trama do ressentimento que sofre por ter feito uma possível agressão contra a esposa grávida, talvez causando um aborto. Isso o torna o personagem mais delicado de se trabalhar; faltou proveito, mas o que tivemos foi bom.
Já os vilões Crytoon e Little Joker estão mais perdidos que cego em tiroteio. Eles estão aqui mais como uma promessa de uma possível continuação do que qualquer outra coisa. Inclusive, essa minissérie implora por uma continuidade a todo momento, ao explorar conceitos como as crianças de Arkham sendo os vilões regulares do Batman e o pequeno Coringa sendo um possível Robin. E nisso eu aplaudo o Grampá; ele criou todo um universo próprio que não é apenas alternativo, mas quase totalmente independente do Batman original.
A pior coisa do quadrinho são os monólogos incessantes do Batman e o quão "edge" todos os diálogos são. Parece um quadrinho de super-heróis genérico dos anos 90. É ruim, muito ruim, tanto quanto a ideia do Batman Demônio. Eu acho que não combina muito com a ideia da Gárgula; na verdade, acho que trai o que o próprio Batman grita no quadrinho: "EU SOU A GÁRGULA". Além disso, ressalta a ideia de que a única possibilidade de um Batman existir é através do medo, ignorando que esse personagem ainda é um herói.
Enfim, o quadrinho é indiscutivelmente bonito, e eu espero voltar a esse universo, mas também espero que o Rafael melhore a sua escrita, porque ainda é o maior ponto fraco dele.
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Honestly, I don’t understand why Batman: Gargoyle of Gotham isn’t talked about more. Maybe the yearly release schedule hurt it, especially with Absolute Batman taking so much of the spotlight.
This is such a weird and unique Batman story. Dark, surreal, brutal, and completely different from a traditional Batman book. And Grampá’s artwork is absolutely insane — probably one of the biggest reasons I enjoyed this so much.
I also got some slight Monster vibes from it, probably because I had just finished Urasawa’s Monster. The experiments on children, psychological manipulation, and the idea of turning children into monsters definitely reminded me of it.
I really liked the Ratz too. Since Ratz isn’t just one person but a group of street kids, I couldn’t help but see them as a kind of parallel to Batman’s Robins — Dick, Jason, Tim, and the others. I thought that was a really cool idea.
The whole Dark Aura mystery surrounding Bruce was also really interesting, especially the reveal that his aura was being harvested and used for the experiments. And the ending with Crytoon asking Bruce to keep Little Joker (Joe) safe was probably my favorite part. Seeing all those other children in Arkham, who look like early versions of familiar Batman villains, was such a great final touch.
Absolutely crazy Batman story. Dark, violent, weird, and beautifully drawn. Definitely one of the most unique Batman books I’ve read.
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Finalzinho fraco depois de TRES anos esperando essa historia acabar...
Descobrimos que na verdade o vilao era o aprendiz do professor que achávamos estar morto, e o psiquiatra que achamos que era o vilão na verdade estava ajudando Gotham
Temos aqui um coringa bebê estranho, uma equipe de Robins sendo formada de maneira meio cliché e uma luta final contra os ricos e poderosos em uma Gotham ardente.
No fim, de ponto alto vemos Batman descobrindo que na verdade ele precisa ser Bruce, e pode ter ajuda na sua luta, um pouco de esperança
E um final tal qual Batman Arkham Knight com ele virando uma Gargula de medo puro
This was a damn fine series. Great art. Great writing. Great character designs. We need more books like this. Very creative and just out of this world art. A damn masterpiece!