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Gramática Expositiva do Chão

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Nesta obra, a poesia de Manoel de Barros busca os resíduos rejeitados pela sociedade de consumo, 'o que pode ser carregado como papel pelo vento', e expõe as entranhas das palavras, o dentro e o fora, qual um quadro de Picasso.

53 pages, Paperback

First published January 1, 1966

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About the author

Manoel de Barros

53 books105 followers
Manoel Wenceslau Leite de Barros is a Brazilian poet. He has won many awards for his work, including twice the Prêmio Jabuti, the most important literary award in Brazil. Today he is renowned by his critics as one of the great names of contemporary Brazilian poetry, and by many authors he has been considered the greatest living poet from Brazil, like the poet Carlos Drummond de Andrade recognized Manoel de Barros as the biggest poet of Brazil.

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Displaying 1 - 5 of 5 reviews
Profile Image for Adriana Scarpin.
1,780 reviews
April 20, 2016
Palavras de Lúcio Ayres Fragoso, professor de física em São Paulo, compadre do preso, a título de esclarecimento à Polícia

para começar ninguém jamais garantiu que coisa era aquele bicho

o mal-traçado?
o trintão dorminhoco?
o irmão desaparecido de Chopin?
o homem de borracha?

conheci-o
em seu escritório
jogando bilboquê

era sempre arrastado para lugares com musgo
por meio de ser árvore podia adivinhar se a terra
era fêmea e dava sapos

via o mundo como a pequena rã vê a manhã de
dentro de uma pedra

pela delicadeza de muitos anos ter se agachado
nas ruas para apanhar detritos - compreende
o restolho

a esse tempo lê Marx

tem mil anos

tudo que vem da terra para ele sabe a lesma

é descoberto dentro de um beco
abraçado no esterco
que vão dinamitar

antes de preso fora atacado por uma depressão mui
peculiar que o fizera invadir-se pela indigência: uma de pressão tão grande dentro dele como a ervinha rasteira
que num terreno baldio cresce por cima de canecos enferrujados pedaços de porta arcos de barril...

era de profissão "encantador de palavras"

ninguém o reconheceria mais

resíduos de Raskolnikof encardiam sua boca de
Pierrô muito comida de tristeza

e sujo
Profile Image for BuriBooks.
1 review
May 21, 2023
Ler Manoel de Barros é conectar-se com o real e o cotidiano das coisas. O autor dá vida aquilo que não possui e faz nascer aquilo que ainda é um embrião. O poema sobre o chão ilustra muito bem isso.

"O chão reproduz
do mar
o chão reproduz para o mar
o chão reproduz com o mar"

Essa é a primeira estrofe do poema. O autor em sua imensidão poética concebe o chão em sua raiz do que é. O chão é tudo aquilo que caminha em cima dele.
Profile Image for sweetslittlejean.
115 reviews
December 28, 2022
Há réstias de dor em teus cantos, Poeta, como um arbusto sobre ruínas tem mil gretas esperando chuvas…

Os indícios de pessoas encontrados nos homens eram apenas uma tristezas nos olhos que empedravam.
Profile Image for Matheus Cunha.
28 reviews
February 26, 2025
Barroso terreno modelável para criação sob a subversão da rígida ordem permeada pela natureza do distinto efeito
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