Quando já não conseguiam conversar, Maria Flor e Emanuel Aragão trocaram cartas por 180 dias. O amor ainda é possível? é um livro íntimo e potente sobre o amor e o amar nos dias de hoje.
O que fazer frente às dificuldades que atravessam a vida a dois, quando a conversa já não encontra lugar no cotidiano? Diante desse cenário, o casal Maria Flor e Emanuel Aragão recorreu a um gesto antigo: escrever. Ao longo de seis meses, trocaram cartas na tentativa de dizer o que se acumulou em silêncio, e de sustentar, pela linguagem, um espaço de escuta possível.
Assim nasceu O amor ainda é possível?, um livro capaz de transformar a experiência íntima em reflexão compartilhada, atravessando temas como desejo, exaustão, filhos, redes sociais, rotina, tempo. Entre confissão e elaboração, intuição e análise, as vozes de Flor e Manu se misturam e se entrelaçam, dando forma a um texto em que o íntimo e o particular se abrem ao universal – e em que a pergunta que o atravessa encontra, nos leitores, novas ressonâncias.
antes de mais nada, duas coisas: 1) este é um livro corajoso e 2) eu o li em velocidade recorde.
ver um casal que está junto e parece "fazer dar certo" há 11 anos botando pra foder em praça pública, cutucando feridas e expondo fragilidades que permeiam e desanimam a vida a dois, sobretudo quando o rolê envolve filhos, parece um sonho de consumo para pessoas em relações longevas.
eu sei que isso foi o que me fez querer ler o livro kkk. de alguma forma, eu esperava encontrar uma espécie de espelho [e redenção (?)] para as minhas próprias questões no meu relacionamento já que, achava, elas tinham grandes chances de serem parecidas. spoiler: não são e também não redimem nenhum dos envolvidos em momento algum [d̶e̶s̶e̶s̶p̶e̶r̶o̶].
há verdades duras nas cartas e ressentimentos que transbordam apesar do esforço de ambas as partes de não remexer em caldos que desandaram, pelo menos não com a veemência [ou seria a beligerância? rs] que, se pá, eu adotaria. existe muita maturidade nisso. não sem algum incômodo, senti que a Maria Flor se volta com mais querência e/ou facilidade para o resgate do amor, do afeto mágico, do fazer sentido da relação, enquanto o Emanuel estuda e racionaliza muito tudo.
enfim. tenho certeza de que muita gente simplesmente não apelaria à sandice de trocar cartas como um recurso para atravessar uma crise e, só por isso, já acho que essa leitura vale a pena.
Extremamente lindo e dolorido. Sinto que se tornará um livro que revisitarei a medida que for envelhecendo, amadurecendo e me relacionando com diferentes pessoas.