Nascidas num ninho vazio à beira da ribeira de uma cidade, duas irmãs-pássaro cresceram sem bando, aprendendo quem são uma através da outra. No dia em que finalmente aprendem a voar, a sua união é posta em causa e acabam por se separar irremediavelmente. Longe do ninho, uma das irmãs, guiada pela curiosidade e bondade, cria a sua própria comunidade e floresce no encontro com os outros. Na solidão do ninho, a outra irmã volta-se pra dentro, desligada do exterior e do seu próprio corpo. Força-se a ser humana, questionando a própria realidade, identidade e o sentido da sua existência. Mesmo separadas, permanecem ligadas por um afeto que resiste a tudo, porque há laços que nem o voo consegue quebrar.
Uma história contada num mundo de fantasia, mas que me fez sentir os sentimentos mais reais. Verdades duras e cruas vêm ao de cima, e começamos a compreender o que temos vindo a reprimir, tanto de bom como de mau em nós. recomendo vivamente.
Com duas irmãs-pássaro como protagonistas, Carmo escreve uma história que parece simples, mas que vai ganhando camadas à medida que avançamos. Fala de família, de identidade e de pertença, e também de luto e de saúde mental, sempre com delicadeza.
O que mais me ficou foi o ninho e o voo. O ninho é aquilo que nos protege, mas que também pode prender-nos. O voo exige coragem para sair do que conhecemos. É um livro que nos faz perguntar o que é realmente ser livre, e se isso passa sempre por partir.
O início é mais calmo e contemplativo, e o final tem um ritmo bem diferente. Para mim, isso fez parte da experiência.
Um livro sensível, que se lê depressa e fica a ecoar depois de fechado.
Ava é destemida. Avelina, recatada. Uma gosta de explorar, a outra de observar.
Mas quando chega o momento do primeiro voo, inevitavelmente, os seus caminhos separam-se.
E é aqui que começa uma história que, apesar de nos falar de duas pequenas aves, poderia ser a história de qualquer família.
A jornada destas duas irmãs, é uma história de resiliência, amor e afectos.
Cada uma aprende a descobrir a sua própria identidade, a encontrar o seu lugar no mundo. Mas, por mais diferentes que sejam os seus caminhos, existe sempre um laço que as une.
A união é testada. A independência ganha espaço. A solidão pode transformar-se em isolamento.
Esta história tocou-me imenso e confesso que me surpreendeu bastante.✨
A escrita da Carmo é leve, doce e reconfortante. É como se nos abraçasse a cada frase, envolvendo-nos numa ternura que permanece muito depois de terminarmos a leitura.
E, no meio de tantas emoções, fica uma certeza: independentemente do distanciamento físico, existem laços que nenhuma distância consegue quebrar.
“Longe da vista, perto do coração.”
A aceitação das diferenças é um dos temas predominantes desta história. Através de Avelina e Ava, somos convidados a reflectir sobre a individualidade, a liberdade de seguir caminhos diferentes e a importância de respeitar as escolhas daqueles que amamos.
O final foi extremamente emotivo e reflexivo.
Este livro é muito mais do que uma história sobre duas aves.
É uma reflexão sobre nós. Sobre a vida. Sobre as nossas famílias, as nossas diferenças e tudo aquilo que realmente importa.
Porque amar também é permitir que aqueles que amamos voem. Mesmo quando isso significa deixá-los partir.✨
Obrigada, Carmo, por me fazeres chegar esta história tão linda, tão delicada e tão cheia de significado.🤍
À primeira vista, parece uma história simples, mas depois percebemos que há muito mais para descobrir. Através de duas irmãs-pássaro, Carmo cria uma narrativa sensível e simbólica, que explora temas como identidade, pertença, aceitação, saúde mental, luto e família.
O que mais me tocou foi a dimensão introspetiva, nomeadamente, o simbolismo do ninho e do voo, que nos leva a refletir sobre aquilo que nos acolhe, mas que também nos pode limitar, sobre os medos que nos condicionam e a coragem necessária para ir além do que conhecemos.
Uma leitura melancólica, com um ritmo mais pausado no início, em contraste com as últimas páginas, onde muita coisa acontece - o que exigiu mais alguma concentração. Ainda assim, foi uma história interessante, que me fez refletir: será que precisamos de voar para sermos livres, ou existem outras formas de encontrar o nosso lugar?