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Afrocalipse

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260 pages, Kindle Edition

Published June 9, 2026

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Mário Lúcio Sousa

8 books18 followers
Mário Lúcio Sousa (Lúcio Matias de Sousa Mendes) nasceu no Tarrafal, ilha de Santiago, Cabo Verde, em 1964. Licenciado em Direito pela Universidade de Havana, foi deputado ao Parlamento Cabo-Verdiano e embaixador cultural do seu país antes de se tornar Ministro da Cultura, cargo que desempenhou de 2011 a 2016. Condecorado com a Ordem do Vulcão, ao lado de Cesária Évora, foi o artista mais jovem de sempre a receber tal distinção no seu país. É autor das seguintes obras: Nascimento de Um Mundo (poesia, 1990); Sob os Signos da Luz (poesia, 1992); Para Nunca Mais Falarmos de Amor (poesia, 1999); Os Trinta Dias do Homem mais Pobre do Mundo (ficção, 2000), prémio do Fundo Bibliográfico da Língua Portuguesa; Vidas Paralelas (ficção, 2003); Saloon (teatro, 2004); Teatro (coletânea, 2008); O Novíssimo Testamento (romance, 2010), Prémio Literário Carlos de Oliveira; Biografia do Língua (romance, 2015), Prémio PEN Clube Português de Narrativa e Prémio Literário Miguel Torga.

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24 reviews1 follower
July 13, 2026
"Todas as pessoas passarão a sentir o que é a dor do parto e a epopeia de criar, só assim não matarão os filhos dos outros"
Profile Image for Vera Sopa.
829 reviews84 followers
June 21, 2026
Adoro a escrita escorreita, ágil, numa linguagem rica e requintada, muito eloquente e poética nesta sátira humorística de Mário Lúcio Sousa. Não sei o suficiente sobre os ditadores em que se inspirou como Kumba Yalá da Guiné Bissau, Mobutu do Zaire ou Bokassa da República Centro-Africana mas sei um pouco mais sobre quem foi José Eduardo dos Santos em Angola, com um enriquecimento brutal na exploração de recursos em detrimento do país e do povo.
“A roubalheira profissional hierarquizada no Estado.”
O desgoverno, a violência, a manipulação, a ganância e a loucura muito comuns em abusos de poder em “o legado da violência dos inocentes.”
Com brejeirice tanto em que refletir ao abordar assuntos sérios e graves. 50 anos após o fim do Colonialismo, muitos continuam a viver na miséria e para o qual também são responsáveis. Nesta versão ficcional as mães é que vão reverter a história com persistência, resiliência, muita lucidez e humor. Uma limpeza. Amei as mães pela paz.
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