Benjamim vive as emoções como ninguém. A sua forma de ver a vida, de pensar a vida, de sentir a vida, é desconcertante. A existência também o é.
Ao atravessar as páginas deste livro, vamos conhecer um caminho de emoções, de gargalhadas, de lágrimas, de medos, de coragens, este é ao mesmo tempo um diário e um caderno de sentimentos, com múltiplas camadas e ainda mais leituras.
Pedro Chagas Freitas escreve. Publicou 22 das mais de 150 obras que já criou. Foi, ou ainda é, jornalista, redactor publicitário, guionista, operário fabril, barman, nadador salvador, jogador de futebol, e muitas outras coisas igualmente desinteressantes. Orienta desorientadas sessões de escrita criativa por todo o país e arredores. Gosta de gatos, de cães e de pessoas. Não gosta de eufemismos e de bacalhau assado. Tem mais de 100.000 fãs na sua página de Facebook.
Há livros que se lêem. E há livros que nos lêem a nós. 💛
Benjamim vê o mundo de uma forma única, intensa e profundamente humana. Ao lado de Louise e da professora Úrsula, embarcamos numa história que parece simples à primeira vista, mas que esconde camadas de emoção, reflexão e significado. Entre momentos ternos, perguntas difíceis e sentimentos que todos já experimentámos, este livro convida-nos a olhar para a vida com outros olhos.
O que mais me marcou foi a forma como Benjamim, Louise e a professora Úrsula se cruzam na história e no impacto que têm uns nos outros. Há uma ligação muito bonita entre estas três presenças, feita de emoção, sensibilidade e significado, que dá ainda mais profundidade à mensagem do livro. Foi daqueles livros que me fizeram parar várias vezes para refletir, sublinhar passagens e simplesmente sentir. 🥹
A escrita do Pedro continua a ser, para mim, um dos seus maiores talentos. Mas, neste livro, a mensagem vai ainda mais longe. Não estamos apenas perante um romance emocionante; estamos perante uma obra que nos desafia a pensar, a sentir e a olhar para a vida sob diferentes perspetivas, através de temas profundamente humanos e atuais. Tudo isto sem perder a sensibilidade e a proximidade que tornam a leitura tão especial. ✨
✔️ Para quem é: • Leitores que gostam de romances com significado. • Quem procura histórias que façam refletir sobre a vida e as emoções. • Fãs da escrita sensível e intensa de Pedro Chagas Freitas.
❌ Para quem não é: • Quem procura apenas uma leitura leve e descomprometida. • Leitores que prefiram histórias rápidas e focadas apenas na ação.
Há livros que terminam na última página. Este continua muito depois disso.
Porque é uma história que emociona, faz pensar e deixa marcas que permanecem muito depois da leitura terminar.
É sem dúvida um livro que deveria ser lido por todas as pessoas, uma vez que leva-nos a refletir e a compreender a urgência de sermos verdadeiramente " Humanos ". A sermos sensíveis, a sentirmos amor, a sermos emotivos, a sermos realmente únicos e imperfeitos,... Mas principalmente leva-nos a perceber que os dias mais importantes são aqueles em que não acontece nada e ao mesmo tempo esse nada preenche tudo! ♡♡
3,5* Antes de abrir Benjamim e os Dias Cheios de Nada, já conhecia um bocadinho o Benjamim. É o menino que atravessou um transplante e meses de hospital e cuidados intensivos sem nunca perder a capacidade de nos surpreender. As suas afirmações e perguntas, carregadas de uma sabedoria inconspícua e de um certo absurdo, chegam-nos diretamente do território da infância: «Amanhã posso ter um dia cheio de nada?», questiona ele, e com razão. É que nós, adultos, passamos a vida a tentar atafulhar os dias de coisas, e onde ficamos nós no meio delas?
Pedro Chagas Freitas sempre fez do aforismo uma marca da sua escrita, e talvez por isso me tenha interessado particularmente perceber o que uma experiência tão liminar faria às suas palavras. O resultado é uma obra híbrida, difícil de classificar, uma espécie de fábula distópica com traços de ensaio e literatura terapêutica. O cenário criado é uma metáfora interessante para os nossos tempos: uma sociedade autoritária que começa por restringir a ambiguidade na linguagem, proibindo a ironia até policiar a própria manifestação das emoções. É contra esse mundo que o sofrimento existencial de Louise, mimajneB/Benjamim e da professora Úrsula se debatem, cada qual com o seu percurso. A filosofia do romance gira em torno do riso como resistência à doença, ao medo e a um autoritarismo que se implementa mascarado de higiene de valores, maturidade e segurança. O autor privilegia o tom diarístico e ensaístico dos personagens em detrimento da construção da narrativa, porém demonstra ter talento literário para isso: os motivos narrativos são consistentes e originais. Só faltou esse aprofundamento: mostrar mais os personagens dentro dessa redoma, navegando entre medo e sobrevivência, falhas e consequências. Aliado à capacidade aforística certeira, teria sido uma potencial obra-prima.
Benjamim e os Dias Cheios de Nada é um romance sobre o trauma na doença interna e externa, crianças que nos ensinam e hospitalizações que nos deixam para sempre vivendo dentro das suas paredes brancas, entre pessoas gentis, máquinas que nunca dormem e a incerteza do amanhã. Há dias em que o nada é tudo o que podemos aspirar. Bravo, brevíssimo!, Benjamim.