Jump to ratings and reviews
Rate this book

Como Eu Atravessei a África - A Família Coillard. 2º volume

Rate this book
À Europa, e em geral ao homem que nunca viajou no interior de Àfrica, não é dado compreender o que ali se sofre, quais as dificuldades a vencer a cada instante, qual o trabalho de ferro não interrompido para o explorador. Numa obra sem pretensões literárias e que, nas palavras do seu autor, pretende ser apenas a fiel reprodução de um diário de viagem. Volume II.

279 pages, Paperback

First published January 1, 1881

2 people are currently reading
20 people want to read

About the author

Alexandre de Serpa Pinto

7 books2 followers
Ilustre explorador do continente africano, Alexandre Alberto da Rocha de Serpa Pinto nasceu a 20 de abril de 1846 e morreu a 28 de dezembro de 1900.

Depois de ter participado em várias expedições, Serpa Pinto foi nomeado para fazer parte, conjuntamente com Hermenegildo Capelo e Roberto Ivens, da expedição portuguesa ao centro de África em 1877, tendo por missão estudar as relações hidrográficas do Congo, do Zambeze e do Cuango. O seu desejo de tentar a travessia de África, em vez de efetuar um simples reconhecimento das regiões interiores, levou a que se separasse dos acompanhantes, tendo atingido o Rio Zambeze em 1878 e completado a travessia em 1879.

Da travessia ficou o notável relato do próprio Serpa Pinto, com o título "Como Eu Atravessei a África". A sua expedição produziu efeitos consideráveis, contribuindo para o conhecimento do continente negro e para o prestígio internacional de Portugal no contexto das nações imperiais da segunda metade do século XIX.

Artigo de apoio em : https://www.infopedia.pt/$serpa-pinto

Ratings & Reviews

What do you think?
Rate this book

Friends & Following

Create a free account to discover what your friends think of this book!

Community Reviews

5 stars
4 (28%)
4 stars
6 (42%)
3 stars
4 (28%)
2 stars
0 (0%)
1 star
0 (0%)
Displaying 1 - 2 of 2 reviews
Profile Image for Ana.
755 reviews113 followers
February 15, 2026
Este segundo volume do “Como eu atravessei a África” narra a continuação da viagem de Serpa Pinto, do Alto Zambeze, passando pelas quedas de Mozioatunia (Victoria Falls), até Durban, na África do Sul.

Achei curioso Serpa Pinto sempre se referir às grandes cataratas pelo seu nome nativo (ou melhor, por um dos seus nomes nativos) e não por aquele que lhe foi dado pelo explorador inglês David Livingstone vinte anos antes, e pelo qual acabariam por ficar mais conhecidas, e que claramente conhecia, pois por mais de uma vez menciona as viagens de Livingstone, ficando evidente que conhecia bem o seu trabalho.

Mozi-oa-tunia, ou Mezi-oa-tuna? Não sei e ninguém o sabe. No país uns dizem um nome, outros outro.
Antes que os Macololos tivessem invadido o país ao norte do Zambeze, os Macalacas chamavam Chongue à grande catarata.
Vieram os Macololos e puseram-lhe um nome da língua sezuto, que eles falavam.
Os Macololos desapareceram e o nome ficou, como ficou aos povos conquistados a língua dos invasores.
Um pouco corrompido, é verdade, mas sempre subsistindo, o sezuto é a língua oficial do Alto Zambeze.
Mezi-oa-tuna quer dizer em sezuto “a água enorme” (…)


Ao contrário do que havia planeado, Serpa Pinto não pôde continuar por terra em direção a Lourenço Marques (atual Maputo, em Moçambique) por causa da guerra anglo-zulu, e a sua aventurosa viagem de ano e meio por terra terminou em Durban, de onde partiu no vapor Danúbio, rumo a Moçambique, daqui para o Egipto, depois Itália, França, e finalmente Portugal.

Tal como no primeiro volume, houve muitos trechos que exigiram um esforço de contextualização, para não me enervar com referências a “os meus pretos”, que no entanto eram, com frequência, intercaladas com “a minha gente” e relatos que não deixam dúvidas quanto à afeição que Serpa Pinto tinha por estes homens e mulheres, e que era recíproca. Mas ainda assim...

Outra coisa que achei interessante foi constatar que a noção de “raça superior”, que eu julgava que naquela época só era aplicada pelos europeus e norte-americanos brancos para se referirem a si próprios, afinal era algo de uso muito mais abrangente:

A sul do Zambeze e ao norte do paralelo 24, a África é dividida de mar a mar, em três grandes raças superiores e distintas.
A leste, os Vátuas ou Landis, cujo chefe é Muzila. Em seguida, os Matebeles ou Zulus, cujo chefe é Lo-Bengula.
A oeste, os Bamanguatos, cujo chefe é Cama.
Muitos grandes e pequenos grupos, de raças inferiores, estão sujeitos a estas três raças dominantes, e incontestavelmente superiores às outras.
(…)
Cumpre-me aqui só falar de Cama, e por isso deixarei em silêncio o que poderia dizer dos outros dois poderosos régulos cujos países não visitei.
E Serpa Pinto dedica de seguida várias páginas à descrição deste povo e do seu líder, que conheceu pessoalmente e obviamente admira.

Tal como aconteceu com o primeiro livro, gostei especialmente desta leitura pela descrição da geografia e dos inúmeros povos e governos africanos, da forma como se organizavam e viviam e, neste volume, do relato em primeira mão do início da conturbada história da região que viria a tornar-se a África do Sul. Serpa Pinto deixou uma obra fantástica, e é pena que não seja mais conhecida.
Profile Image for Sergio Pedro.
17 reviews2 followers
May 13, 2015
Gostei tanto deste livro que as minhas concepções de aventura, exploração e Africanismo foram muito influenciadas por ele.
Displaying 1 - 2 of 2 reviews

Can't find what you're looking for?

Get help and learn more about the design.