Jump to ratings and reviews
Rate this book

Trinta e Oito e Meio

Rate this book
Estas crônicas, reflexões e desabafos, escritos com curiosidade sem fim, mas também com senso de humor, mostram os bastidores da cabeça e do coração de maria ribeiro. a atriz, que confessa, neste livro, o seu interesse (se não mesmo obsessão) pelas histórias dos outros, junta, em 'trinta e oito e meio', textos que escreveu nos últimos anos, e que, com as ilustrações de rita wainer, formam um inesperado diário e um guia de viagem pela sua vida.

168 pages, Hardcover

First published January 1, 2015

10 people are currently reading
174 people want to read

About the author

Maria Ribeiro

44 books23 followers

Ratings & Reviews

What do you think?
Rate this book

Friends & Following

Create a free account to discover what your friends think of this book!

Community Reviews

5 stars
74 (29%)
4 stars
103 (40%)
3 stars
68 (26%)
2 stars
7 (2%)
1 star
2 (<1%)
Displaying 1 - 17 of 17 reviews
Profile Image for Beatriz.
313 reviews99 followers
September 18, 2021
Crónicas maravilhosas: as que são sobre a família, em particular as que têm o pai ou os filhos como protagonistas.

Crónicas de que gostei muito, pela escrita, nem sempre entendendo ou conhecendo as referências: os textos de opinião sobre filmes ou peças de teatro, sempre iniciados e emoldurados em histórias pessoais ternas e uma atitude carismática em relação à vida.

Crónicas que nem aqueceram nem arrefeceram, não sendo terríveis: presentes aqui e ali, como uma nuvem, principalmente aquelas cujo tema é sabe-se lá o quê. Gosto de divagação, mas não sou uma grande fã.
Profile Image for Maria Fernanda.
1 review23 followers
January 30, 2015
reunião das crônicas publicadas na Revista TPM, com ilustrações fofas da Rita Wainer. crônicas gostosas, desses que se lê numa sentada
Profile Image for Manuela  sampaio.
75 reviews7 followers
July 14, 2015
Leitura leve e despretensiosa. Não diria que a Maria Ribeiro é uma grande escritora, mas ela tem boas tiradas e reflexões.
Profile Image for Leonor.
210 reviews
December 27, 2016
Crónicas quotidianas, familiares, mundanas, intimistas, divertidas e com aquele português do Brasil que lhes dá outro ritmo e balanço.
Profile Image for Larissa.
37 reviews2 followers
May 9, 2022
Eu li esse pequeno livro de crônicas autobiográficas em pouco menos que 2 horas. Não tanto por um interesse violento quanto por ser curto e fácil, como um coco gelado antes de voltar para casa em um dia de verão. Aliás, trata-se também de um livro tão carioca quanto o hábito citado, a despeito de a autora desgostar de praias públicas, preferindo a privacidade da casa à beira-mar de sua infância, em Angra dos Reis. A comparação para por aí; o tempo é melhor gasto, sem dúvida alguma, com a hidratação do que com a leitura.

A autora escreve bem, mas entende-se quando diz que Lena Dunham é uma das figuras cujas opiniões toma para si sem questionar: suas crônicas, como o seriado que alçou Dunham, giram em torno do ser mulher BURGUESA, um ser mulher bem específico, de babás que acompanharam filhos e netos (qual é a idade dessa senhora, eu me pergunto, que está a viver de cuidar de criança pequena, um trabalho físico, intenso, há quase 40 anos?), piscinas domésticas e casas de praia.

É um desnudar-se no geral inócuo, de mostrar-se convencional demais por preferir ter visitado Paris 23 vezes a ter ido uma vez sequer à Tailândia, de ter se aceitado como mundana por preferir as Galleries Lafayette à Isabel Marant do Marais. Há mais valor nos textos sobre família por tocarem em dores e amores mais difíceis: afastamento, perdão, mortes, mágoas, companheirismos.

As boas surpresas são no entanto poucas em um livro que já é bem pouquinho, mas ao menos é bem escrito. Eu, mulher burguesa carioca, me identifico com gostar de Balmain, culpa de preferir a Europa, usar viagem pra Disney como metáfora de dureza? Sem dúvidas, mas não vejo valor algum nisso. Ver alguém confessar privilégio de forma involuntária, crendo estar desnudando a alma, causa um pouco de vergonha alheia.
Profile Image for HG.
35 reviews
April 12, 2015
Talvez meu momento pessoal coadunou com as crises e desabafos da Maria. Poucas palavras singelas me tocaram tanto nos últimos tempos. Despretencioso, expositivo, penetrante, bipolar e apaixonante.
Profile Image for Tania Almeida.
2 reviews
June 15, 2015
Maria Ribeiro não me decepcionou. Esperava um livro tão despretensioso e transparente como ela o fez, escancarando seus medos, suas fraquezas e sua nobreza.
Profile Image for Maria Carolina.
2 reviews7 followers
April 16, 2016
"Porque para quem tem o péssimo hábito de pensar em tolices, como o sentido da existência e os buracos negros do universo, ir à feira e tomar sol já aquecem o coração." <3
Profile Image for Diana.
1 review
February 7, 2018
Feminino, intimista, lindo. Atiçou minha vontade de escrever.
Profile Image for Pedro.
83 reviews5 followers
April 24, 2019
Aquela inteligência divertida de quem apetece ficar imediatamente amigo.
Profile Image for Ricardo Diz.
31 reviews
May 24, 2021
Crónicas que foram publicadas no Jornal O Globo e na revista TPM. Falam sobre vários temas como, por exemplo, pai, irmã, filhos, amigos, projetos, roupa, gelado, João Gilberto, Paris, etc.
Profile Image for Asapiz.
13 reviews4 followers
January 1, 2017
A delicious read. Brought me back to my early 20s.
Profile Image for Ana.
468 reviews1 follower
March 14, 2017
I had a love/hate relationship with this little collection.
At first the essays (columns for a magazine), are quirky, sometimes verging on memoir. The ones about her childhood are lovely, enchanting even.

But then she starts having essays about being an actress - which is fair enough as she is one :) - but they start to veer off into name-dropping exercises.

'I love this person and then these other seven people were there and then eight more came along.' It became tiring and dull.

Some of the references were hard to understand, but that's because I'm not Brazilian and not fully in the know with current Brazilian pop culture, so not really a fault, just an observation.

All in all, a very mixed collection.
Profile Image for Henrique.
1,033 reviews29 followers
March 8, 2024
O tempo é o deus em que Maria Ribeiro acredita. Não admira que o próprio nome de seu livro de crônicas seja uma alusão a ele – “Trinta e oito e meio” (Língua Geral, 2015) é, afinal, a idade da escritora, mais conhecida como atriz e apresentadora do programa “Saia Justa” do GNT. Ao longo de 35 crônicas, no entanto, Maria Ribeiro tem todas as idades possíveis. O seu grande tema, o seu leitmotiv, é mesmo a passagem do tempo. Ela se olha no espelho e vê o seu pai e sua mãe, vê aquilo que era deles e que agora é absolutamente seu, e quem sabe será dos seus filhos. Maria Ribeiro junta as pontas da história. E o destino, este brincalhão, faz com que ela perca o seu pai justamente no dia de aniversário do filho.

Nem sempre foi assim. A primeira consciência do tempo que Maria Ribeiro teve foi enquanto ouvia as músicas do “Bloco do eu sozinho”, do Los Hermanos – seus companheiros de Comunicação na PUC. Naquela época, ela ainda estava próxima das angústias dos 20. Já havia amado algumas vezes (a primeira, aos seis anos de idade), já havia deixado de ser a garota magrela e a adolescente roliça, já havia lido “Dom Casmurro”, já havia ficado nua diante de outro homem (mesmo hoje, passado tanto tempo, ainda convive com uma curiosa e incômoda consciência do seu corpo nu). Mas ela chegava aos 25, e foi só aí que percebeu que precisava tomar um par de decisões: comprou um Gol preto, uma aliança de casamento e decidiu fazer um filme – a vida, afinal, é para valer, agora e uma só, sem take 2. Maria Ribeiro descobriu que devia olhar para frente, mas que para isso era bom e útil olhar para trás.

Felizmente, a mão do tempo foi leve com ela. Havia se apaixonado pelo primeiro marido como se ainda tivesse seis anos. Desde que teve o primeiro filho, se tornou outra pessoa: “Há pouco em comum entre aquela impostora que usava meu nome, e a outra, que se tornou mãe”. Ah, os filhos, esses são uma verdadeira máquina do tempo… Não há dia em que ela não aponte lápis 2B ou reencontre atlas geográficos e apostilas de ciência encapadas com contact. Mas ela sabe que, em alguns anos, já não será páreo para tardes no boliche ou campeonatos de videogame com os amigos – isso sem falar nas garotas. Por enquanto, é preciso produzir o máximo de lembrança na pele dos seus garotos.

A vida, afinal, talvez seja isso: “Aos 25, perceber que é preciso fazer escolhas; aos 35 trabalhar e sorver a infância da prole, e aos 45 despedir-se dos pais e ter coragem pra ser o próximo. E se tudo der certo, o fim se dará por volta dos 90, quando já teremos levado os netos pra torcer pelo time do coração e nada então faltará pra vida ter feito sentido”. Claro, mas Maria Ribeiro estaria mentindo se dissesse que não tem medo do porvir. Porém, chegará aos 40 mais conformada (sabe que não é a gênia que seu pai previu, nem a moça elegante que sua mãe educou, tampouco a intelectual que o irmão gostaria). Ela já identificou o material genético de suas carências, ganhando com isso algumas preciosas horas no dia. Já aceitou os seus burguesismos – compra roupa quando está triste e também quando está feliz.

Além do mais, ela já encontrou um “Você”, com quem quer “renovar os votos de fingir que o verão não existe pelos próximos vinte anos”. Em meio às novas chances que o tempo oferece, afinal, às vezes o sonho encontra com a realidade. E sempre é tempo de tentar acertar. “Estou aqui, ainda dá tempo”, diz ela em uma crônica ternamente confessional em que se propõe a conversar mais com a irmã.

É preciso que se diga que Maria Ribeiro também reverencia Rubem Braga e Paulo Mendes Campos. Do contrário nem seria possível explicar textos tão bonitos como os escreve sobre pessoas que são importantes para ela. Verdade que ela sempre gostou de gente, mas o seu marido, os seus filhos, os seus pais, os seus irmãos, a sua afilhada e as suas amigas mereceram as páginas mais tocantes do livro. Há mesmo pessoas que não lhe são tão próximas, como Rodrigo Hilbert e Wagner Moura, que ganharam belos perfis, semelhantes aos que Fernanda Torres fez em seu livro de crônicas.

São textos singelos e sinceros, e Maria Ribeiro tem certo prazer em fazer má propaganda de si mesma – coisa que vem muito a calhar na crônica. É alguém que ama a França, mas, sobretudo, a “possibilidade de olhar pra trás e pra frente ao mesmo tempo”. E almeja: “Espero ter humildade e desapego para acompanhar cada um dos meus tempos no que eles tiverem pra oferecer, e se der para continuar vestindo 38 aí então é a glória”. Porque ela sabe que a vida pode até não ser justa, mas, pelo menos, é funda e bonita.
Profile Image for João |.
265 reviews27 followers
January 14, 2023
"Trinta e Oito e Meio" foi a minha estreia nas crónicas. Conhecia e admirava até então a Maria enquanto atriz e personalidade do mundo artístico. No entanto volto mais uma vez a ficar fascinado ao descobrir a Maria enquanto cronista. Simples, direta, transversal e com um sentido de casa e humanidade gritante, as crónicas leva-nos facilmente para a casa da Maria, para o seu círculo de amigos, para as suas memórias e pensamentos. Este conjunto de crónicas é uma excelente companhia para qualquer hora.
Displaying 1 - 17 of 17 reviews

Can't find what you're looking for?

Get help and learn more about the design.