O melhor do terror japonês em uma experiência literária inovadora.
Dois livros: celular + pasta de arquivos
Na série Não mexa, os piores pesadelos podem estar nos objetos mais simples: uma latinha de bebida, uma revista, ou até mesmo… seu celular, que passa o dia inteiro colado com você.
Em Não mexa neste celular, o leitor tem acesso ao telefone de Kazuma Isshiki, no formato exato de um smartphone. O jovem universitário quer muito arranjar um emprego para conseguir morar com a namorada, mas, durante uma aventura que pode ajudá-lo a conseguir um trabalho, acaba se deparando com algo assustador. No livro, a experiência imersiva intercala texto e capturas de tela de celular, convidando quem lê a adentrar uma história sinistra.
Não mexa neste arquivo apresenta uma narrativa dinâmica, construída a partir de transcrições de entrevistas e registros da avaliação psiquiátrica do autor de um assassinato em massa que choca todo o Japão. Transtornado pela crença de que está sendo constantemente observado por um monstro, o assassino se mostra inquieto, paranoico, e seu estado mental o leva a tomar medidas drásticas. Mas o que seria essa entidade misteriosa capaz de deixar alguém com tanto medo?
Depois de ler os dois livros — celular e pasta de arquivos —, vários pontos suspeitos e ocorrências à primeira vista aleatórias passam a se conectar. Entre plantas baixas, reportagens, imagens sinistras e outros documentos inquietantes, aos poucos a verdade por trás desses casos completamente bizarros vai se revelando. Para descobrir o segredo por completo, basta embarcar nessa experiência literária inovadora e macabra. Apenas lembre-se de que toda escolha tem consequências.
3,9 de 5 na verdade. Eu sou suspeito pra falar, porque eu adoro um terror farofa e esse livro é justamente isso! Sobre o livro, claramente o autor tentou embarcar na onda do Uketsu com a série mapas/desenhos estranhos e tentou emplacar nessa onda de sobrenatural com tecnologia que vem assolando o cinema contemporâneo (e que eu detesto). Sobre a narrativa, realmente a escrita não é grandiloquente e não vá ler esperando um Arthur Conan Doyle, um Edgar Allan Poe ou um Dante Alighieri. Pelo contrário: a escrita foi claramente pensada para o público da geração Alfa que precisa de ajuda para acompanhar tramas mais longas (o texto chega ao ponto de destacar as frases mais importantes para que o leitor dessas gerações consiga acompanhar a história, já que é muito difícil pra eles se concentrarem, tadinhos kkkk…). Senti um cheirinho de IA também para além das ilustrações. Mas sobre a história: como eu falei é um thrillerzinho bem farofa, estilo filmes de terror japoneses do começo dos anos 2000. Achei bem legal a mistura de teoria da conspiração com sobrenatural. Admito que não entendi muito bem o livrinho em formato de celular, por ser desnecessário. A história contada nele podia ser muito bem um simples prólogo, mas, por outro lado, entendo que na guerra editorial vale qualquer coisa pra chamar a atenção dos leitores, principalmente pra um escritor tão desconhecido. Particularmente eu ainda prefiro o Uketsu, mas consegui me divertir bem com o final e acho que a compra valeu super a pena pra ler num domingão sem nada pra fazer. Por fim, tenho que dar os parabéns à Editora Intrínseca por caçar a obra desse escritor que até então só tinha títulos traduzidos para o chinês e o inglês. Olheiro bom esse hein.
ideia criativa, é um livro muito fácil de ler e ficar preso pela história, mas a escrita em si não me agradou muito. é um livro que o foco é 100% a história, os personagens não são muito bem aprofundados e acabam soando cartunescos às vezes, e a escrita é bem "seca". mesmo assim, a história em si se desenvolve de um jeito interessante, e os elementos "paranormais" são bem feitos, até me deixaram meio paranoica se eu lia à noite. nota: 3.5
O design de extrema breguice, chega a ser camp. Acho interessante essa leva de livros japoneses de terror com imagens, mas até o momento nenhum me surpreendeu tanto na escrita quanto na história. A profundidade de uma creepypasta escrita por adolescente no wattpad. Muita nostalgia.
Devo dizer que esse livro é simplesmente INCRÍVEL Ambos A leitura na ordem celular e depois arquivos é a melhor pra conseguir cair direitinho no plot twist no final MUITO BOOOMMMMMM
Os livros vêm em formato físico, com cada volume apresentado como se fosse uma tela de celular, incluindo uma interface que simula a abertura de aplicativos, mensagens, ligações, fotos, vídeos, mapas e outros recursos digitais. Ao abrir as páginas, o leitor "se conecta" a uma interface de smartphone, acessando diálogos de WhatsApp, notificações, fotos, vídeos e até filmagens feitas pelos próprios personagens. Essa abordagem cria uma experiência imersiva, quase como explorar um smartphone real.
A narrativa do primeiro volume, Não mexa nesse celular, acompanha a investigação de um estudante universitário que precisa fazer um trabalho de campo sobre uma lenda urbana no Japão. A lenda fala de um demônio chamado DMEC, que possui mil olhos e amaldiçoa quem entra em uma cidade abandonada no interior do país. O estudante visita o local, grava vídeos, tira fotos e faz anotações, enquanto a história revela uma atmosfera de mistério e terror. O enredo envolve temas de folclore japonês, demônios, fantasmas e elementos paranormais, incluindo referências a violência, tortura e suicídio, o que requer cuidado para leitores sensíveis a esses temas. O final do livro é surpreendente, com uma reviravolta que mantém o leitor intrigado até o último momento.
O segundo volume, Não mexa neste arquivo, continua a história, agora sob a perspectiva de uma médica psiquiatra que investiga os fenômenos relacionados ao mesmo monstro. Ela realiza buscas por objetos, mapas, registros históricos e relatos de vítimas, aprofundando a investigação. Essa narrativa traz uma abordagem mais clínica, com análises de casos e mapas que ajudam a entender a origem e o funcionamento da lenda. Assim como o primeiro, também apresenta um enredo de mistério, terror e investigação, com uma conclusão satisfatória e bem elaborada.
O diferencial desses livros é sua interface interativa, que mistura o formato de um livro com a experiência de navegação em um celular digital. Os textos, imagens, vídeos e diálogos são integrados de modo a criar uma narrativa que prende a atenção e oferece um ambiente de leitura bastante envolvente e inovador. São indicações de leitura para quem gosta de terror, mistério e experiências diferenciadas, especialmente para leitores que apreciam elementos do folclore e cultura japonesa.
Mikito Chinen - Não Mexa neste Celular, Não Mexa neste Arquivo. 👁📂📱👁
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Eles estão me observando.
Eles estão aqui... e ninguém acredita em mim!!!
Não, eu não enlouqueci.
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Só terminei de ler o livro-arquivo.
Meu conselho é: quanto menos você souber antes de começar essa duologia, melhor será a experiência!
Achei que estava lendo apenas a continuação de Não Mexa neste celular. Achei que já entendia as regras daquele universo. Achei que estava tentando resolver mais um mistério!
Achei errado.
Não Mexa neste arquivo não apenas responde perguntas. Ele muda completamente a forma como enxergamos tudo o que aconteceu antes. É um daqueles livros que fazem você parar, olhar para o teto e pensar: Como eu não percebi isso?
Autores japoneses realmente estão em outro nível quando o assunto é suspense psicológico. Eu desconfiei de personagens, criei teorias, tentei montar o quebra-cabeça... mas não suspeitei nem por um segundo da verdade.
E foi aí que percebi... 👁👁👁👁👁👁👁👁👁
Quando terminei a última página, fiquei alguns minutos em silêncio, tentando processar tudo.
Traumatizei. 😂
Se você pretende ler essa duologia, faça um favor a si mesmo: não pesquise nada. Entre às cegas. Descubra tudo no seu próprio tempo.
Minha primeira experiência com literatura japonesa e foi uma BOA primeira experiência. Quando a gente pensa em terror japonês, logo vem à cabeça O Chamado, O Grito e aquela atmosfera de maldição. Tem um pouco disso aqui, principalmente pela presença de uma maldição ligada ao folclore japonês, mas o que mais senti durante a leitura foi mistério. O autor é muito direto (e não digo isso como crítica) . A história não fica enrolando para explicar as coisas e isso deixa a leitura bem dinâmica. E coloquei found footage versão livro no título porque é exatamente essa sensação que tive. O livro é construído a partir de um celular e de um arquivo, então temos aquela mesma lógica dos filmes de found footage gravações, situações em que você pensa “não é possível que essa pessoa esteja gravando isso” e aquele exercício básico de suspensão de descrença. 😂 Porque, assim como em filme e novela, você precisa aceitar certas coisas para entrar na história. E eu entrei. Foi uma leitura bem instigante, principalmente porque a maneira como a história é construída faz com que, no final, a gente também acabe se tornando um personagem dela.
Um livro bem qualquer coisa, a escrita é banal, quase juvenil, me lembrou as fanfics que fazia na adolescência, escrita pobre mesmo. O plot da dra ser Doumeki é previsível, mas só depois de entendermos que existe toda uma sociedade envolvida e que tudo não é atribuído à forças sobrenaturais ou simplesmente esquizofrenia. Aliás, gostei de ser algo que envolva tecnologia e perversidade humana e não entidades do além. Bem esquecível, mas não chega a ser ruim.
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Meu lado teen (sim, meu lado teen) me fez embarcar nessa história apresentada em formatos diferentes, de simular fuçar num celular, de a história poder se apoiar em fotos tiradas por esse telefone (aliás, um bom recurso para o terror) - emulando um detetive amador. Well, a história até que tem seus momentos, mas é… teen hehehe. Mas funcionou como um filme sessão da tarde ;)
3.75/5 (dei 3.5 pra parte 1 do celular e 4 pra 2 do arquivo)
o do celular foi imersivo, bem legal, mas meio mehh, não tao assustador quanto esperava kkk
gostei mais do arquivo, mas achei meio broxante ser tudo um experimento científico sobre vigilância, o observador e o observado etc queria demonios entidades assombração
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A ideia é interessante, porem como o foco estava mais na execução que na qualidade do texto, deixou a desejar! É uma escrita mais juvenil, ou para pessoas não acostumadas a uma leitura mais extensa.