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Onde andará Dulce Veiga?: Um romance B

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Essa obra é a segunda incursão do autor pelo gênero romance. Tendo como coadjuvantes os universos da redação jornalística e da música popular dos anos 1980, esta ficção-verdade desvenda o desejo reprimido e o tesão liberado, a convivência com um mundo opressivo e a maneira de fugir dele.

320 pages, Paperback

First published January 1, 1990

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About the author

Caio Fernando Abreu

59 books235 followers
Caio Fernando Loureiro de Abreu nasceu no dia 12 de setembro de 1948, em Santiago, no Rio Grande do Sul. Jovem ainda mudou-se para Porto Alegre onde publicou seus primeiros contos. Cursou Letras na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, depois Artes Dramáticas, mas abandonou ambos para dedicar-se ao trabalho jornalístico no Centro e Sul do país, em revistas como Pop, Nova, Veja e Manchete, foi editor de Leia Livros e colaborou nos jornais Correio do Povo, Zero Hora, O Estado de São Paulo e Folha de São Paulo.

No ano de 1968 — em plena ditadura militar — foi perseguido pelo DOPS (Departamento de Ordem Política e Social), tendo se refugiado no sítio da escritora e amiga Hilda Hilst, na periferia de Campinas, São Paulo.

Considerado um dos principais contistas do Brasil, sua ficção se desenvolveu acima dos convencionalismos de qualquer ordem, evidenciando uma temática própria, juntamente com uma linguagem fora dos padrões normais.

Em 1973, querendo deixar tudo para trás, viajou para a Europa. Primeiro andou pela Espanha, transferiu-se para Estocolmo, depois Amsterdã, Londres — onde escreveu Ovelhas Negras — e Paris. Retornou a Porto Alegre em fins de 1974, sem parecer caber mais na rotina do Brasil dos militares: tinha os cabelos pintados de vermelho, usava brincos imensos nas duas orelhas e se vestia com batas de veludo cobertas de pequenos espelhos. Assim andava calmamente pela Rua da Praia, centro nervoso da capital gaúcha.

Em 1983 transferiu-se para o Rio de Janeiro e em 1985 passou a residir novamente em São Paulo. Volta à França em 1994, a convite da Casa dos Escritores Estrangeiros. Lá escreveu Bien Loin de Marienbad.

Ao saber-se portador do vírus da AIDS, em setembro de 1994, Caio Fernando Abreu retorna a Porto Alegre, onde volta a viver com seus pais. Põe-se a cuidar de roseiras, encontrando um sentido mais delicado para a vida. Foi internado no Hospital Menino Deus, onde posteriormente veio à falecer.

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14 (3%)
1 star
1 (<1%)
Displaying 1 - 30 of 38 reviews
Profile Image for Adriana Scarpin.
1,737 reviews
February 29, 2016
Em honra dos 20 anos sem Caio Fernando Abreu

Se eu tivesse que escolher um livro para representar os anos 80 do século XX, escolheria esse, não só porque ele represetna uma simbologia deslumbrante daquela década, mas pelo estilo do Caio que comunga fortemente com o cinema, não é preciso que ninguém fale que ele é um cinéfilo, a forma de pensar dele é de quem injeta filmes nas veias e isso aparece nitidamente na escrita dele.
Profile Image for Filipe Fiedler.
13 reviews2 followers
March 31, 2018
Se houve um livro que descreveu bem a busca pela própria identidade que tantos de nós fazemos em nossas vidas foi este. Onde Andará Dulce Veiga conta a história de um jornalista que, próximo aos seus quarenta anos e um ano após uma forte desilusão amorosa, tem a oportunidade de voltar a ver a beleza na vida através de um novo emprego.
Seu trabalho é o que dá nome ao livro: encontrar a outrora famosa cantora Dulce Veiga, que sumiu há vinte anos sem deixar rastros. Tal enredo dá certo tom policial ao livro, mas a obra está muito longe de pertencer ao gênero. A investigação é apenas um plano de fundo que molda a vida do narrador-personagem, enquanto o foco permanece nas divagações do jornalista e suas reminiscências sobre amores passados.
As personagens em geral são superficiais e representam tipos. O narrador opta por não descrever muitos detalhes sobre as histórias delas, preferindo deixar que o leitor infira através dos detalhes as personalidades que cada uma representa. Segundo o próprio autor, em cartas a seus amigos, cada uma delas representa um alter-ego do próprio narrador, auxiliando na busca por sua própria identidade.
O final do livro surpreende positivamente e eu recomendo bastante a todos aqueles que querem conhecer um tipo de literatura brasileira diferente, moderno, mas que marca tanto quanto um clássico.
Profile Image for Samnium.
21 reviews3 followers
March 23, 2025
Dov’è finita Dulce Veiga (1990) di Caio Fernando Abreu – tra i più originali scrittori brasiliani del Novecento, nonché giornalista, drammaturgo e attivista anticonformista – è un romanzo che incarna la sua audacia intellettuale. Apertamente omosessuale in un’epoca di repressione (fu perseguitato dalla dittatura militare brasiliana, 1964-1985), Abreu trasforma in letteratura le sue lotte, esplorando identità, memoria e rinascita attraverso una narrazione che è al contempo giallo esistenziale e autoritratto spirituale.

Ambientato nella San Paolo degli anni ’80, ritratta con vividezza impressionista, la storia segue un alter ego dell’autore: un giornalista disilluso assunto dal Diarìo da Cidade (“forse il peggior giornale del mondo”), incaricato di ritrovare Dulce Veiga, cantante scomparsa vent’anni prima a pochi minuti dal concerto che avrebbe dovuto consacrarla. I sette giorni dell’indagine – scanditi dai capitoli come una settimana catartica– sono anche un viaggio nel passato del protagonista, sepolto sotto strati di rimpianti e silenzi.

Abreu intreccia abilmente ricerca esteriore e introspezione: ogni tassello sulla sorte di Dulce (legata al gruppo Vagine Dentate) risveglia ricordi traumatici del protagonista, fino a una resa dei conti con la propria fragilità. Il tema della trasformazione emerge attraverso simboli pregnanti: il bozzolo di fili grigi che avvolge il corpo del narratore (“come uscire dal bozzolo, così sembrava”) e la frase lapidaria, quasi un manifesto esistenziale: “Devo essere capace di amare il mio schifo più profondo affinché questo mi mostri il cammino dove io sarò intensamente io”.
Il romanzo riflette anche sulla funzione sociale dello scrivere. “Scrivere, riflettei scioccamente, non era come andare in bicicletta, né come fare sesso, caro mio. Si disimpara, ci si arrugginisce, ci si intorpidisce” – ammette il protagonista, per poi scoprire che “scrivere ha di questi misteri. All’improvviso, senza che te lo aspetti, un giorno riesci a risvegliare qualcosa che vive dentro molta gente”.

Se la prima metà del libro è molto coinvolgente per ritmo e caratterizzazione (anche nei personaggi secondari, quali la collega Teresinha O’Connor), la seconda parte perde slancio. L’introduzione di figure superflue e colpi di scena poco motivati (il finale “rivelazione” della Veiga) appesantiscono una trama già incline al melodramma.

Pur nella sua disomogeneità, "Dov’è finita Dulce Veiga" resta un romanzo valido, un autoritratto senza compromessi e un esperimento narrativo che, nonostante le sbavature, lascia un segno: quello di una persona che ha il coraggio di mostrare le cicatrici anziché nasconderle.
Consigliato a chi cerca voci che sfidano i confini della letteratura tradizionale brasiliana.
Profile Image for Newton Nitro.
Author 6 books111 followers
October 27, 2016
Onde Andará Dulce Veiga?: Um Romance B- Caio Fernando Abreu | Cia. das Letras, 1990, 250 pgs | NITROLEITURAS | Lido de 25.10.16 a 26.10.16
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SINOPSE

Essa obra é a segunda incursão do autor pelo gênero romance. Tendo como coadjuvantes os universos da redação jornalística e da música popular dos anos 1980, esta ficção-verdade desvenda o desejo reprimido e o tesão liberado, a convivência com um mundo opressivo e a maneira de fugir dele.

RESENHA

Adoro quando um escritor daquilo que muitos críticos chamam, infelizmente, de “alta literatura” ou “literatura séria”; (termos horríveis e arrogantes, pois parece que os autores de literatura de gênero especulativo ou popular não levama sério o que fazem!), resolve arriscar uma literatura de algum gênero mais definido, e com suas convenções já firmadas.

Essas obras híbridas me fascinam muito, pois curto ver como autores de fora de um gênero quebram as expectativas, ou retrabalham os elementos do estilo de narrativa que tomaram de base para suas obras.

“Onde Andará Dulce Veiga” é a versão Caio Fernandiana do romance de detetive, e a mistura deu tão certo que me deixou melancólico no final, pois com a morte precoce do Caio não teremos mais obras desse calibre para apreciar!

Prosa maravilhosa, é claro, personagens fantásticos, uma trama mirabolante, com bastante drama, e bem “pós-moderninha”, o tempo todo desconstruindo os pilares da literatura de detetive e do estilo cinematográfico dos romances best-sellers.

Caio incorpora tudo que estava acontecendo na cultura brasileira e paulistana do período (final dos anos 80), com os darks e góticos, a paranoia da AIDS, o estilo do rock mais agressivo da época, além de usar a trama para abordar questões de identidade homossexual, traumas do período ditatorial e escrever uma espécie de carta de amor ao cinema dos anos 60 e 70.

E como tem cinema nesse livro; referências cinematográficas encharcam as páginas e invadem até a prosa, com planos, contraplanos, zoons, closes, etc. aparecendo nas descrições.

Me lembrou muito a literatura do Paul Auster, esse noir existencialista pós-moderno em que o protagonista vai se desintegrando ao longo da narrativa.

Maravilhoso, lerei de novo, com certeza!

RECOMENDADO PARA QUEM CURTE:

Literatura Noir bem moderna.

Prosa mais que perfeita.

Literatura anti-detetivesca (que desconstrói os topos básicos da literatura de crime)

Literatura de temática LGBT

Literatura de busca existencial
Profile Image for João Reis.
Author 108 books618 followers
November 4, 2016
Caio Fernando Abreu escreve bem, aprecio o seu estilo próprio e a maleabilidade característica do Português brasileiro, mas a história não me agradou. Abreu perdeu-se em divagações, demasiadas recordações soltas, muitas referências culturais a literatura, música e cinema (algo que odeio num livro, pois parece-me sempre pretensioso, a armar ao culto), diversas pontas soltas no enredo que escapam mesmo a uma lógica quase onírica de narrativa. Talvez fosse melhor contista.
Profile Image for Moureco.
273 reviews3 followers
October 18, 2013
Correndo o risco de ser injusto com outros livros lidos em 2013, e já foram tantos, este 'ONDE ANDARÁ DULCE VEIGA' é dos livros que mais prazer me deu ler neste ano, até ao momento! A impressão que me deixa é profunda e assombrosa!
Profile Image for Pedro.
829 reviews333 followers
May 5, 2023
Una novela intensa y maravillosa, que ilustra bien ciertas realidades de las ciudades de Brasil (o de San Pablo, o del mundo) en la década del ’90. Aún los temas más duros son tratados con tanta calidad literaria y humana, que en lugar de espantar logra atrapar aún más al lector.
Profile Image for Craig.
18 reviews1 follower
June 17, 2014
O tom do livro era impressionante. A Márcia vira símbolo duma geração abandonada pelos pais imponentes por causa da ditadura militar. Gostei que reconheci a referência ao Nelson Rodriguez por ter lido a peça num curso! Também o nome da cidade onde Dulce mora me lembra o meu estado, Minnesota, cuja lema é "L'toile du Nord". Um bom lugar para se aposentar.
Profile Image for Adriano Albuquerque.
3 reviews
October 21, 2020
a edição que li veio acompanhada por cartas que o caio f. direcionou aos amigos enquanto estava no processo de publicação do romance e eu não poderia estar mais agraciado
Profile Image for Caio Leal.
Author 1 book8 followers
June 19, 2024
que saudade que eu tava de te ler, te amo sempre
Profile Image for Thaís Pereira.
10 reviews1 follower
November 25, 2020
O segundo e último romance de Caio Fernando Abreu é um retrato da sociedade paulista da década de 80: assombrada pelos resquícios da ditadura pelo fantasma da AIDS, a solidão gritante, em meio a concrete jungle, e a busca por algo.

O romance policial narra a vida de um jornalista gaúcho, na casa dos 40 anos de idade (alguma semelhança?), que vai se apresentando enquanto nos conta o dia-a-dia no seu novo emprego, a redação de uma jornal paulista. Lá a nossa personagem principal, que também é o narrador, se vê envolto pelo desaparecimento da cantora Dulce Veiga, que não é vista há mais de 20 anos. Dulce, em um dia de show de estreia, simplesmente sumiu. Evaporou. Ninguém nunca mais viu: só restaram as canções, uma filha tresloucada, um ex-marido teatral e lembranças nebulosas.

A busca por Dulce (e a busca de Dulce), para mim, representa a nossa jornada pelo autoconhecimento, pela felicidade, tão comuns nos textos de Caio Fernando Abreu, sempre de escrita crua, intensa, inquieta, doida, real.

O livro - assim como nos adianta o prefácio de José Geraldo Couto - nos revela as referências artísticas, principalmente cinematográficas, do autor. Caio escreve e descreve cenas sob o olhar de quem registra com as lentes, o texto está cheio de jogos de câmeras e de menções à grandes películas. Foi uma alegria descobrir que “Onde Andará Dulce Veiga?” virou filme depois, pelas mãos de um grande amigo de Caio, Guilherme de Almeida Prado.

Quando terminei a leitura, cheguei a escrever que não conseguia para de pensar em Dulce. E no narrador. E no Caio. Sinais de ressaca literária? Talvez. Típico pós-leitura Caianesca.

“Quero encontrar outra coisa.”, eu também, Dulce. Quero tanto.
Profile Image for João Roque.
342 reviews18 followers
October 31, 2014
Caio Abreu não sabe escrever mal.
Mas quero muito mais ler os seus contos que uma obra de ficção como esta...
Profile Image for W. Stephen Breedlove.
198 reviews3 followers
May 31, 2024
“FOLLOW THAT CAR”

As with his Moldy Strawberries, I was mesmerized by Caio Fernando Abreu’s writing in Whatever Happened to Dulce Veiga? Abreu constantly surprised and amazed me with his stunning, witty, lush, poetic, indelibly descriptive prose. Every line, every word of this novel is worth quoting and screams to be read aloud.

The narrator of Whatever Happened to Dulce Veiga? lives in São Paulo. He remains unnamed throughout the novel. At first, he is unemployed, but he gets a job as a reporter for the Diário da Cidade, “possibly the worst paper in the world.” When he gets the news about the job, Abreu has him yell, “’Giddy-up! Onward ho! Yee-haw! . . . Yippee-hi-yo, Silver!’” Abreu’s humor is infectious and often laugh-out-loud funny.

The narrator is assigned to interview a band which goes by the name of Márcia Fellatio and the Toothed Vaginas. His description of Márcia’s voice is priceless: “That ground glass voice, harsh and piercing, churning inside a blender, not ugly or off-key, but uncomfortable in the way it took up space in your brain.” He remembers that Dulce Veiga, who had disappeared twenty years ago, had recorded the song that Márcia sings. Márcia tells him that Dulce Veiga was her mother. And, thus, his life-changing search to find out what happened to Dulce Viega begins.

Adria Frizzi, the translator of Whatever Happened to Dulce Veiga? writes in her afterward, “The story unravels over a week, its pace set by a barely visible but all-encompassing web of signs and messages linked to Afro-Brazilian cults and orixás, or gods, who preside over each day of the week.” This puts an intriguing layer to the story which is helpfully explained by the glossary which Frizzi includes. Each of the seven chapters corresponds to a day of the week and has a provocative title, such as, “Tuesday: The Hard Core of Beauty,” “Thursday: Green Armchair,” and “Sunday: Nothing More.”

At one point, the narrator mentions a woman with whom he is no longer involved. Frequently, he refers to someone named Pedro: “I thought of Pedro.” “I remembered Pedro once again.” “I needed to know about Pedro so badly.” “I hadn’t been to Rio for over a year, since the time I’d met Pedro in the subway.” The narrator also reveals that he regularly checks his neck for lumps.

As Adria Frizzi writes in her afterword to the novel, “a variation on the classic quest story becomes an almost inescapable course: a quest for Dulce Veiga, and ultimately for the protagonist-narrator’s identity—literary, sexual, and otherwise—as an individual and as a narrative voice in search of ways to shape its story.” The narrator’s search for Dulce Viega takes him to “The periphery of the periphery in the periphery of Brazil.”

Later in the story, when the narrator, hot on the trail, is in a cab, I laughed out loud in public when I read, “Then I touched the driver’s shoulder and spoke, at last, the line I had dreamed of for a least thirty years: ‘Follow that car.’” Whatever Happened to Dulce Veiga? is appropriately subtitled A B-Novel.”

The first line of the novel is “I should have sung.” The last line of the novel is “And I began to sing.”

I wish that more of Caio Fernando Abreu’s books were translated into English.

Profile Image for Roberto Almeida.
24 reviews7 followers
January 12, 2025
Oi, estamos em 2025 e o livro completa 35 anos. Eu tenho 43. É o primeiro livro de Caio F Abreu que leio.

Foi como passear pela São Paulo que conheci quando cheguei aqui, em 2007, tão a fim de chafurdar em tudo que essa cidade lindamente escrota tem a oferecer.

Assim como o narrador, sou jornalista e partilho com muita gente a nostalgia de ter o jornalismo como ferramenta para descobrir o mundo, falar com gente interessante, aprender.

Que bonito é esse percurso.

Cada personagem dava um livro, mas a gente sabe muito pouco sobre eles. E tudo bem. Não dá tempo pra se emocionar.

Acho curiosa a formulação que li por aí que se trata de um livro sobre busca por identidade num Brasil dos anos 1980. Tá bem.

Acho pouco botar nessa caixinha. Prefiro entender que é sobre não se identificar com nada e celebrar a vida. É libertador. E que alegria é ler e se divertir. Obrigado, Caio.

De hoje em diante só marco entrevistas com os trânsitos astrológicos atualizados.
Profile Image for Arthur Stockton.
12 reviews
March 13, 2019
It was amazing. One of the best things I've ever read this year. And it's really funny cuz I hated his short-stories Morangos Mofados. His pretentious writing that bothered me before felt right in here. His struggle to achieve some state of art was not in vain, I felt it in every page; it flows, it flows beautifully through every line, through every sentence, through every paragraph, non stop. It combines marvelously with the detective-noir-post-modern narrative. A great book must leave you with some deep emotion, this was pure joy.
Profile Image for Higor Machado.
6 reviews
July 9, 2020
Um percurso intenso e exuberante pelos mais diversos tipos de gentes do lado B da cidade, enquanto Caio explora com o cinismo resiliente típico da sua obra a reconstituição do indivíduo que só é possível se fazendo as pazes com um passado que de tão nostálgico, dói visto em contraste à jornada sempre decadente dos corpos pela vida. Esse reconstruir e transgredir - em busca de outra coisa, e nada além - é regado de referências musicais e cinematográficas dos anos 50 - 80 olhados dos anos 90, que marca ainda mais a atmosfera de decadência frente àqueles Anos Dourados, contudo míticos.
Profile Image for Maria.
42 reviews
March 24, 2024
"Parecia meu nome.
Bonito, era o meu nome
E eu comecei a cantar."

O tom de CFA é tão único. Brasileiro, decadente, doce, amargo, meio esperançoso. Não pude evitar ficar melancólica por sua morte precoce, tão triste, e me perguntar: o que ele estaria escrevendo agora? O que ele teria descoberto sobre a vida? Será que a vida é sobretudo triste? Existe algum lugar para essa "outra coisa"? Lembrou minha vó... Vaga, tão vaga estrela do norte. Onde anda você?

"Mas não tinha nada para pedir.
As coisas vivas, pensei, as coisas vivas mão precisam pedir."
Profile Image for Nayara Almeida.
88 reviews7 followers
June 23, 2024
Ler a ficção de Caio junto, mas principalmente depois das cartas, é uma experiência singular de descoberta do autor. Tenho a impressão que se tivesse lido apenas os contos e o romance, sem conhecer a personalidade estonteante, dinâmica, carismática do Caio, não teria me dado conta de como a sua prosa é realmente muito ousada ede como a sua obra é uma leitura muito sincera do seu tempo. Um tempo muito angustiante que se prolonga até os nossos. De alguma maneira, parece mesmo que não saímos de lá.
Profile Image for Matheus Salviato.
7 reviews
February 3, 2021
Caio Fernando, em “Onde andará Dulce Veiga” eleva-se ao patamar de melhor escritor brasileiro. Bebe de fontes riquíssimas, cria um universo encantador e frenético, gera reflexões pessoais absurdas e tudo isso em uma narrativa cinematográfica contemporânea. Uma das coisas mais árduas é se contentar ao acaba-lo, porém a catarse resultada de toda aquela busca por si, tem um final épico, arrepiador de barbas, colírio às retinas.
Profile Image for Mari.
6 reviews1 follower
April 5, 2020
Pra quem leu por anos (repetidamente) os contos de Caio, o romance deixa a desejar. Não transmite a mesma paixão em desvairio, a mesma intensidade, o mesmo desespero e ânsia de sentir. Admito que me entediei diversas vezes.
Profile Image for b.ikle.
18 reviews
February 15, 2021
No início tive dificuldade de me interessar pelo protagonista e pela Dulce, que ele tanto admirava, mas que não me despertava nada. A narrativa, porém, poética e essencialmente brasileria me cativaram do começo ao fim. Terminei mais cedo do que planejei, muito envolvida com a história.
Profile Image for diario_de_um_leitor_pjv .
782 reviews144 followers
April 14, 2022
"Mas eu tinha que ficar contente. E quando você quer, você fica. Comecei a ficar, aquele poderia ser o primeiro passo para emergir do pântano da depressão e autopiedade onde refocilava há quase um ano" (pp. 15)
Profile Image for laila*.
223 reviews7 followers
March 11, 2024
this felt like 2008 global coffee shop horror in such a wonderful way&&:

starting w john fante and ending w clarice lispector was so intersection-of-my-life implosion ((cut&&dry, rinse repeat&&&do again)💥💥
Profile Image for Victor  Barbosa .
54 reviews1 follower
February 12, 2020
Minha primeiro experiência lendo uma obra do Caio F. e estou completamente encantado.
Profile Image for Sofie.
485 reviews
June 28, 2025
Specifically in this book, Abreu's writing reminds me of the sensations of Aphasia, but now seeing my review for that one, I am not really sure what exactly is the parallel. Unfortunately this book did not do anything for me. A lot of characters and too little depth -- difficult, really, to come any closer than that, in this, my description of the lack of depth ...
Profile Image for robxyz.
244 reviews5 followers
November 29, 2022
Anni fa ero nelle prime file di un teatro milanese a godermi un concerto di Caetano Veloso, un'esibizione notevole oltretutto: era la tournèe seguita alla registrazione dell'album "Prenda minha". Caetano attaccò il primo brano recitando la frase "Dominio publico, Jorge Ben, Fernando Abreu, Racionais MCs, Marinheiro só, Miles Davis" e quando ho notato in libreria il nome di Abreu su questo libro mi sono fiondato con entusiasmo a sfogliarlo, un po' come se Caetano avesse voluto suggerirmi un autore suo conterraneo degno di interesse, una cosa per intenditori, insomma. Tipo quando sei all'estero e qualcuno del posto ti suggerisce un localino seminascosto dove si mangia bene invece di spedirti in uno dei ristoranti spennaturisti del centro. Peccato che io avessi capito male la frase e che Veloso abbia invece detto "Fernanda Abreu", una cantante e non lo scrittore Caio Fernando; com'è facile prendere abbagli. E poi magari il localino etnico ti dà in omaggio una stupenda notte di veglia in compagnia del manufatto di porcellana. Comunque non mi sono pentito dell'acquisto, nonostante l'equivoco iniziale: trovo positivo che si diffonda la letteratura brasiliana integrando con autori contemporanei l'offerta al lettore andando oltre l'imprescindibile e grandissimo Jorge Amado. La storia offerta in queste pagine raccontata in prima persona dal protagonista parla di un giornalista quarantenne che ha visto tempi migliori alle prese con un nuovo impiego al giornale: primo incarico, intervistare una star emergente dell'ambiente musicale post-punk. Ma questa giovane cantante, si scopre subito, è strettamente legata ad un'altra artista misteriosamente scomparsa tanti anni prima, Dulce Veiga appunto, e il cruccio del protagonista diventa ben presto scoprire cosa ne sia stato di lei. Nel mezzo, compaiono diversi flashback ad arricchire di dettagli sempre più precisi il quadro dei legàmi che vincolano l'orizzonte del giornalista alle vicende e al destino di Dulce Veiga fino all'epilogo finale, che però è secondo me la parte meno convincente e riuscita del romanzo. Divinità Orixà, invocazioni e riti di Candomblé, Batuque onnipresenti impregnano la moderna dura freddezza della metropoli con echi e ombre di misticismo di retaggio arcaico. Una buona lettura, nonostante la traduzione che non mi convince pienamente e forse non sempre rende al meglio la prosa e lo stile di Abreu, soprattutto ora che ho potuto procurarmi l'originale in portoghese a sostegno della mia sensazione durante la lettura in italiano.
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