Em um Brasil Imperial banhado por três sóis e vigiado por nove luas, um pacto entre feiticeiros rivais dá início a um jogo mortal. Seis campeões improváveis — incluindo um justiceiro mascarado que caça monstros nas sombras do Rio de Janeiro, uma alquimista centenária e gêmeos vigaristas — são lançados em uma disputa que testará os limites de suas habilidades e lealdades. No centro de tudo, um artefato antigo e indecifrável: o Cadeado de Vidro. Enquanto enfrentam desafios que mesclam o fantástico e o mundano, segredos há muito enterrados vêm à tona, forçando alianças inesperadas e traições dolorosas. Com uma trama vibrante que entrelaça fantasia, humor afiado e reviravoltas arrebatadoras, O Cadeado de Vidro é uma saga sobre poder, destino e os laços que se formam quando o impossível se torna realidade. Estarão eles preparados para desvendar os mistérios do cadeado e, mais importante, sobreviver ao jogo?
Foi uma grande surpresa para mim ser agraciada pelo algoritmo a fim de encontrar este livro. Não vou me deter nos caprichos e cuidados dedicados à compra (já que isso é bem conhecido), mas vou focar apenas no que realmente importa: o conteúdo.
Para contextualizar, eu havia acabado de ler “Babel”, e o último livro nacional que li foi “A Mão e a Luva”, de Machado de Assis. Então, estava com expectativas altas. Porém, o choque que levei logo nas primeiras páginas foi notável. O senso de humor nunca foi um elemento relevante nos livros da minha estante, muito menos um humor tão… brasileiro. Aqui invoco até o conhecido termo “humor de quinta série”. Demorei para me ambientar, confesso.
Porém, em algum momento — talvez na parte da biblioteca — eu estava completamente fisgada. Quão incrível foi entender o contexto de piadas impossíveis de traduzir, encontrar criaturas folclóricas que me aterrorizavam na infância e personagens descaradamente brasileiros! O livro é uma experiência realmente singular. Estou ansiosa para embarcar em novas jornadas nesse Brasil com três sóis.
Gostei muito do livro. Uma história sólida e coerente do começo ao fim, quase nada é por acaso ou "porque sim". Personagens interessantes, e a forte presença do folclore brasileiro foi a cereja do bolo. Excelente! Só dou 4 estrelas por causa de algumas pequenas conveniências no roteiro, mas principalmente por erros evidentes de português. Comprei o livro e se espera pequenos deslizes, mas não erros simples de concordância e ortografia. Isso definitivamente não diminui a grande e divertida história que li, só consegui largar o livro quando terminei de ler ele por inteiro.
Eu gostei bastante desse livro, ainda que eu não estivesse botando muita fé. Fui surpreendida positivamente por uma história bem escrita. Os personagens são bem marcantes, com destaque pro "justiceiro". Também não é aquele enredo onde você meio que prevê o destino de cada um.
A ambientação também é ótima e é o que mais me atrai em livros brasileiros, pois muitas vezes você realmente conhece os lugares citados no livro e isso traz toda uma imersão bem interessante.
O Cadeado de Vidro é um livro que realmente me impressionou. Confesso que não sou o maior fã de literatura nacional, pois já tive muitas decepções, apesar de ter iniciado minha jornada com clássicos como A Droga da Obediência (Os Karas), A Fábrica de Livros e a Série Vagalume. O cenário é o Brasil Imperial, exatamente no reinado de Dom Pedro II — há até um 'pseudo' Barão de Mauá que podemos identificar. Mas isso é apenas o plano de fundo. A história foca na disputa entre dois feiticeiros poderosos, Gorgondel e Armigal, que, impossibilitados de duelarem diretamente, propõem um torneio. É uma dinâmica que lembra Jogos Vorazes ou o Torneio Tribruxo, mas com uma interação que foge totalmente desses moldes, pendendo mais para a contestação e estratégia. Toda a trama — começo, meio e fim — é muito bem escrita. O desenvolvimento dos personagens é impressionante para um livro tão curto; vamos aprendendo sobre cada um deles conforme a história avança. O final é um verdadeiro 'truque de mestre': surpreendente, mas honesto, com as pistas plantadas debaixo dos panos ao longo de toda a narrativa, sem recorrer a deus ex machina. Se você gosta de fantasia, autores nacionais, uma trama bem amarrada e um livro físico de qualidade (que livro cheiroso, hein!), O Cadeado de Vidro vai te prender do início ao fim. É leitura obrigatória.
I first saw this book in an Instagram ad. I didn’t think much of it the first time, but you know those ads that keep appearing out of nowhere? It was exactly like that. Every time I’d open Instagram, I would see an ad for this book, and every time, I felt more intrigued by it. Until one day, I decided to just give it a shot and at least read the synopsis… and what a great choice that turned out to be.
I really liked what I read, so I decided to buy the book with fairly mild expectations.
The book itself came with an envelope that contained some collectible cards featuring the characters, a letter and a thank-you message, which was pretty nice.
The art on the cover was beautiful, and all the artwork between the acts was very well designed, conveying the moments and emotions that the characters were going through flawlessly.
The first time I opened the book, it immediately got me hooked. It starts with an argument between two powerful mages who couldn’t settle their own disagreements. To settle things once and for all, they decided to make a pact: a competition.
Each of them would select three humans to represent them in this task, and at the end, whichever mage won would have to grant their champions’ innermost wishes - the wishes they had stated when they agreed to join the mage’s crew. As for the mage who lost, they would be bound to eternal servitude to the winning champion.
The assignment was simple in theory. Open a padlock.
But oh boy, oh boy, it couldn’t be more complicated than that.
Between different approaches, arguments, fights and even betrayals, it was clear that as the time ran out, things were getting more desperate for the champions, forcing them to question their own morality.
Until the unexpected happened and everything suddenly took a turn.
This is a must-read for anyone who is into fiction and likes a bit of action, mystery and very well-written plots.
The end is very satisfying, and it didn’t disappoint in any way. It’s a very easy book to read and also a very cozy reading experience. I personally love lighting a candle and having a cup of coffee while reading, and this book was the perfect companion to that.
The story is very well written. It got me hooked all the way to the end, and it would always left me thinking about the story throughout my day. The world is so rich, and I can’t wait to dive deeper into this universe as the series goes on.
Que surpresa divertida. Me deparei com esse livro num anuncio do instagram, e como eu nunca tinha antes lido uma fantasia brasileira resolvi dar uma chance. Um livro que foge dos cliches e se aproveita bem de tropos conhecidos, como o Mão Branca sendo um vigilante justiceiro, Vencesca a bruxa má, e etc. Além de trazer - e muito - da cultura brasileira pro livro. Lucas traz anedotas conhecidas, personagens malandros com o jeitinho brasileiro, criaturas do folclore e muito mais, voce REALMENTE sente que o livro se passa no Brasil, mas um Brasil unico, com todo um ecossistema magico. A história é levissima, terminei o livro em cerca de 1 semana, li rapidinho, e foi uma leitura super divertida. O final é bem diferente do que eu esperava, e pretendo continuar lendo os livros desse universo pra descobrir o segredo que fica em aberto no final.
Um ótimo livro, uma ideia brilhante e cheio de reviravoltas, a sequência dos plots do final deixam o livro muito interessante, achei que a construção de mundo foi muito simples, imaginando que o brasileiro médio já tem bastante conhecimento das lendas, gostei muito dos artigos do contrato serem o início de cada capítulo, me lembrou muito duma com as citações de livros do universo
Que livro incrível, a gente começa a ler e não quer parar até terminar, universo muito bem construído, a parte final é de tirar o fôlego, da até medo de piscar e perder alguma coisa, que final surpreendente!