Sinopse Uma obra que narra muitos casos extraordinários de coragem e heroísmo dos portugueses e dá a conhecer as armas de ambos os lados combatentes.
A História de Portugal encontra-se repleta de actos de bravura e heroísmo que são demonstrados em situações que desafiam a lógica. O que tornou isso possível e com que armas se confrontou um tão escasso número de portugueses contra exércitos substancialmente superiores? O estudo comparativo do armamento utilizado esclarece as razões pelas quais foram assumidos certos riscos. Porém, a superioridade das armas lusas não explica tudo. Sem dúvida que a razão principal reside na coragem, qualidade, fé e convicção dos homens que defendiam as suas vidas, bem como a sua lusa identidade.
«Não houve outra nação a par da portuguesa que, com tão poucos homens, tivesse escrito páginas tão significativas na História da Humanidade.»
Rainer Daehnhardt é um reconhecido pesquisador, nascido a 7 de Dezembro de 1941 e é descendente de uma família de diplomatas e militares alemães radicados em Portugal desde 1706. Estudou na Alemanha e em Portugal, especializando-se no "estudo da evolução do Homem através da arma e sua utilização". Presidente da Sociedade Portuguesa de Armas Antigas - Portuguese Academy of Antique Arms - desde 1972, representa Portugal em congressos internacionais. É membro da Rowland Society, da Gesellschaft für Historische Waffen und Kostümkunde de Berlim e da Arms and Armour Society de Londres. É membro honorário da ASAC (American Society of Arms Collectors), entidade máxima americana do género que em 25 anos de existência elegeu o autor como 3º membro honorário estrangeiro. Participou em dezenas de congressos internacionais de historiadores de armas antigas. Foi convidado por entidades governamentais norte-americanas para fazer uma série de conferências sobre a evolução da armaria, em diversos estados americanos, tendo discursado por exemplo no Smithsonian Institute de Washington, no Metropolitan Museum, Harvard, Nova Iorque e Arizona Historical Society, Texas e Califórnia. É autor de dezenas de livros e centenas de artigos, na sua maioria ligados à armaria antiga, à História de Portugal ou à sua preocupação com a evolução da Humanidade. Na Zéfiro publicou as obras Portugal Cristianíssimo - A Missão Templária nos Descobrimentos, Homens, Espadas e Tomates e foi co-autor de O Perdão dos Templários, Codex Templi e Portugal - A Missão Que Falta Cumprir.
Confesso que hesitei antes de escrever esta opinião, pois este género literário não corresponde, de todo, aos meus interesses. Assim, este comentário poderá ser um pouco injusto.
No início, as primeiras três ou quatro histórias revelaram-se envolventes e agradáveis, captando a minha atenção. No entanto, à medida que avancei na leitura, senti uma repetição excessiva, tornando-se previsível. **Spoiler**: o enredo segue quase sempre a mesma fórmula — os portugueses, retratados como extraordinários, conseguem vencer os inimigos mesmo quando enfrentam desvantagens numéricas esmagadoras, por vezes na ordem das 100 ou 1000 vezes.
A leitura foi, para mim, morosa e pouco entusiasmante, uma vez que relatos bélico-históricos não estão entre as minhas preferências literárias. O aspeto mais positivo foi a presença abundante de imagens, que tornam a leitura mais rápida e visualmente apelativa. Ainda assim, devo reconhecer que, apesar de não apreciar o tema, aprendi algumas curiosidades interessantes.
Se procuram descrições detalhadas de batalhas e vitórias portuguesas, acompanhadas de um discurso vigoroso enaltecendo feitos heróicos, então recomendo este livro. Para mim, infelizmente, não funcionou.
This book was on my reading list for some time, my father had already told me about it, I had seen it at the book fair although never at the right time at the right price. The book is divided into two parts, the first - The Men - much more interesting with stories of courage from Portuguese men at the time of the discoveries and the second - The Weapons - with a list of the weapons of the time, a bit dry. About the book itself, this is an exaltation to the courage of the Portuguese who fought and won in many situations where they were at a disadvantage. The "tomates" in the title are therefore not the tomatoes in the salad but those of courage and daring. I found this book very interesting, it is noted that the author loves the history of Portugal and the country and, therefore, he may not be impartial in his assessment of the facts, taking no merit from the book and the Portuguese who in his heydays were great madmen capable of great deeds.
Maybe one of the best books of all time, in my opinion.
Livro muito interessante que relata batalhas épicas na história de Portugal, nelas é relatado atos de absoluta coragem militar e engenho dos Portugueses em muitos dos confrontos. O autor possui uma invejável coleção de armas, onde na segunda parte do livro, faz uma contextualização histórica de forma genérica das mesmas, sobre a superioridade tecnologica e o porquê em tantas batalhas e com numeros epicamente inferiores aos inimigos, os Portugueses foram capazes de sair vitoriosos. De leitura acessível
Não foram apenas as grandes personalidades e os grandes acontecimentos que fizeram a época da expansão Portuguesa, os desconhecidos, o voluntário, pequenos episódios, muitas vezes com grande componente de coragem, amor à pátria, tiveram também eles uma importância tão ou maior na improbabilidade de uma nação com tão poucos recursos ter chegado tão longe. Este livro abre-nos um pouco a janela para estes factos com uma linguagem de fácil leitura, aprazível e com algum humor à mistura.
As armas, a vontade, o engenho, os líderes que nós como povo já tivemos mas que se perdeu nos séculos, e que hoje certamente utilizados com diferentes objectivos, nos dariam outro futuro.
Relatos impressionantes e tão inacreditáveis que chegam a parecer sketches. Não apenas sobre os grandes navegadores que todos conhecemos, mas sobretudo sobre os heróis anónimos do terreno. Portugueses que, quase sempre em desvantagem numérica, mostraram ao mundo o que significa desenrascar. Além disso o autor mostra-nos várias fotos de artigos dos descobrimentos da sua coleção pessoal digna de museu.
Espetacular!!! Uma leitura muito fácil, com a descrição de alguns episódios da nossa História que me fizeram ter orgulho do que fomos e um niquinho de vergonha do que somos hoje... O problema é mesmo a segunda parte do livro, o estudo comparativo do armamento utilizado embora esclareça as razões pelas quais foram assumidos certos riscos, torna aborrecida e massuda a leitura.
Came across this book by chance and gave it a go. + Easy read + The author is very knowledgeable in PT History and has an enviable collection of modern and discovery epoch weaponry - Ultra nationalist - very episodic does not explore a single topic deeply enough - lack of references to back his authors - Historiography and mythology are a thin line here
Uma história que valoriza os nossos feitos de armas com base em factos e registos. Justifica a superioridade em regiões que éramos menos mas que conseguimos dominar. Feitos heróicos para nos orgulhamos. Julgo que esses portugueses ficaram por lá e enviaram os charlatães para a metrópole.
Há já algum tempo que este livro estava na minha lista de leitura, já me tinham falado dele, já o tinha visto na feira do livro embora nunca na altura certa ao preço certo, entretanto vi que um amigo no Goodreads o tinha e cravei-o emprestado. O livro está dividido em duas partes, a primeira – Os Homens - muito mais interessante com histórias de coragem dos homens portugueses na altura dos descobrimentos e a segunda – As Armas - com uma listagem das armas da época, um bocado secante (a quem emprestou o livro: tinhas razão). Devo referir que tanto a introdução e dedicatória do autor como o prefácio do Arquitecto e Ten. Coronel do Exército Português Armando Canelhas davam pano para mangas ou melhor para camisas inteiras: pátria, monarquia democracia, Deus, União Europeia, perda de soberania, perda da moeda... tudo em meia dúzia de páginas. Para mim o mais estranho foi ver um autor com um nome tão “estrangeiro” falar com tanta alegria e admiração da coragem do povo português. Sobre o livro em si, este é uma exaltação à coragem dos portugueses que batalharam e ganharam em muitas situações em que estavam em desvantagem. Os “tomates” do título não são por isso os tomates da salada mas os de ter coragem e ousadia. É verdade que há coragem mas também me parece haver muita estupidez natural como a de D. Diogo de Anaia Coutinho que conseguiu capturar um mouro nas barbas do inimigo e levá-lo para o castelo e quando lá chegou viu que o capacete, que lhe tinha sido emprestado por um companheiro, tinha ficado no meio dos mouros. Atirou novamente uma corda por cima das ameias, desceu, correu para o meio dos inimigos, encontrou o capacete, voltou a correr, subiu a corda e devolveu o capacete. Como já disse parece-me mais descontracção e estupidez natural que outra coisa ... Mas temos de dar mérito aos nosso antigos tugas que para além de valentes já nessa altura tinham excelentes ideias. Quem se lembraria de fazer, com balas de canhão, o que se faz com pedras achatadas atiradas rente à superfície da água? Ricochete com balas de canhão, que chegavam mais longe e abriam buracos nas embarcações turcas mesmo junto à linha de água e que se afundavam bem rápido, era batalha naval de alto nível . Temos também as nossas próprias “Inês da minha Alma”, Eyria Pereira, “mulher portuguesa que, solteira, se fez ao caminho da Índia em busca de aventura” e D. Maria Ursula d’Abreu e Lencastro que, com 18 anos, se alistou no exército como Balthasar de Couto Cardoso e serviu na Índia tendo combatido com valentia inúmeras batalhas. A vida destas mulheres dava com certeza um bom livro. Vou ainda mencionar Duarte de Almeida, conhecido como o “Decepado” que, na batalha de Toro, ao empunhar o estandarte real ficou sem as duas mãos e continuou a segurar o estandarte com os braços e os dentes até se capturado pelo inimigo nem o Black Night dos Monty Python teria feito melhor. Depois temos o contraste em que o autor, com grande tristeza e verdade, nos diz que não sabemos preservar a nossa história. As cotas de malha usadas em batalhas foram cortadas para fazer esfregões e as armaduras reaproveitadas para tachos, panelas e espelhos de fechaduras. Há uma fotografia na pág. 87 que nos mostra uma tampa de panela feita a partir de uma armadura e na legenda diz: “... A chapa fria, que outrora ouvia o bater do coração dum português, acaba por ouvir hoje o saltitar das batatas dum cozido. Triste fim!” Na segunda parte do livro, sobre as armas, fiquei a saber que D. Sebastião mandou abrir vários túmulos incluindo o de D. Afonso Henriques e o D. Afonso V para retirar as espadas e levá-las na sua campanha de África. O resto já se sabe é história, perdeu-se D. Sebastião e perderam-se as espadas, ficou o país sem rei e sem herdeiro ao trono à mercê dos espanhóis. Achei este livro muito interessante, nota-se que o autor adora a história de Portugal e o país e, por isso, talvez não seja imparcial na sua avaliação dos factos, não tirando qualquer mérito ao livro e aos portugueses que nos seus tempos áureos eram uns grandes malucos capazes de grandes feitos.
Very light read with plenty of hilarious stories of the portuguese during the expansion of the empire. A good read to enhance the splendor and innovative ways of the portuguese and their rich history.
Coletanea de episódios da nossa historia, muitos deles surpreendentes, que nos fazem ter orgulho dos feitos portugueses por esse mundo fora. Excelente esplicação sobre o funcionamento de certas armas utilizadas pelos portugueses num tempo em que eramos lideres mundiais em artes belicas.