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Park So-nyo, 69 anos, mãe de cinco filhos, desapareceu.
Ao chegar a Seul para visitá-los, saindo de sua aldeia com o marido, com quem é casada há mais de 50 anos, ela é deixada para trás em meio à multidão em uma plataforma da estação de metrô. Como fez a vida toda, ele simplesmente supôs que a esposa o seguia. Essa é a última vez em que Park é vista.
Começa então a procura, liderada pelos filhos e o marido, que se transforma em uma exploração emocional repleta de remorso e marcada pela triste descoberta de uma mulher que ninguém nunca conheceu.
Narrado pelas vozes de uma filha, de um filho, do marido e da própria mulher desaparecida,Por favor, cuide da Mamãe é, ao mesmo tempo, um retrato da Coreia do Sul contemporânea e uma história universal sobre família e amor.
235 pages, Kindle Edition
First published October 24, 2008









"Aquela mãe ficou na sua cabeça. Ela a fez pensar: até Mamãe... Você não sabia por que levou tanto tempo para perceber algo tão óbvio. Para você, Mamãe era sempre Mamãe. Jamais lhe ocorrera que ela tivesse um dia dado seus primeiros passos ou que uma vez tivesse tido 3, 12 ou 20 anos de idade. Mamãe era Mamãe. Já tinha nascido Mamãe. Até vê-la correndo daquele jeito na direção de seu tio, você ainda não tinha compreendido que ela era um ser humano que nutria exatamente o mesmo sentimento que você experimentava em relação aos seus próprios irmãos, e essa percepção levou à compreensão de que ela também tivera uma infância."
"Descanse um instante. Não fique triste por minha causa. Fui feliz durante tantos dias de minha vida porque tive você."
"— Mamãe, a senhora gostava de ficar na cozinha?
Quando você fez essa pergunta certa vez, sua mãe não compreendeu o que você estava dizendo.
– A senhora gostava de ficar na cozinha? Gostava de cozinhar?
Mamãe olhou para você.
– Não gosto nem desgosto da cozinha. Eu cozinhava porque precisava. Precisava ficar na cozinha para que todos vocês pudessem comer e ir à escola. Como é possível alguém fazer só o que gosta? Há coisas que a gente precisa fazer quer goste, quer não. - Sua mãe olhava para você com uma expressão que dizia: “Que tipo de pergunta é essa?" E resmungou: — Se fizer apenas o que gosta, quem vai fazer o que você não gosta?"
