TW: Referência a Morte
A poesia de Sophia é muito visual, algo melancólica, com uma «pesada consciência da morte» e inúmeras dicotomias. Com o mar sempre presente, deambula pelo desejo de partir, pelo assombro, pelo pânico, pelo deslumbramento. Há, inclusive, uma polaridade entre o lado sombrio e a luminosidade das coisas. E é percetível a importância das casas na sua vida. Nestes poemas, parece condensar o mundo, por isso, temos temas tão diversos como a noite, o jardim, a natureza, os deuses, o amor, a alegria, o luto, o êxtase e a influência de outros artistas.
Além disso, reforçou um pensamento que já partilhei entre amigos: a capacidade de escrever sobre trivialidades, transcendendo-as: a observação aparenta ser simples, mas ficamos a pensar naqueles versos e compreendemos que são feitos de camadas infinitas - talvez pela cadência, talvez pela inquietação da poetisa. Isso é um dom que me inspira.