Livro nº 43 da coleção "os grandes escritores Portugueses actuais". Romance sobre a juventude da Revolução de Abril e a sua evolução. Reflexões e memórias no reencontro entre dois adultos, após 20 anos, aquando do nascimento a Sofia de uma bébé em 25 abril de 1994 em que por coincidência o médico obstreta é o antigo amigo e apaixonado Mário Rosa.
CLARA PINTO CORREIA nasceu em Lisboa, a 30 de Janeiro de 1960. Licenciada em Biologia pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e doutorada em Biologia do Desenvolvimento pela Universidade de Buffalo (EUA). Foi jornalista no semanário O Jornal e coordenadora da secção de ciência do JL. Estreou-se com Agrião! (1983), seguindo-se entre outras Adeus, Princesa (1985), O Sapo Francisquinho (Prémio “O Ambiente na Literatura Infantil”, 1986), Anda Uma Mãe a Criar Filhos para Isto e Não Podemos Obrigá-los a Amarem-se, E Se Me Tivesse a Bondade de Dizer Porquê? (1986), crónicas de parceria com Mário de Carvalho, Campos de Morangos para sempre (1987), Portugal Animal (1991), Ponto Pé de Flor (Prémio Máxima de Literatura, 1990), Domingo de Ramos (1994), Mais Marés Que Marinheiros (1996), Mais que Perfeito (1997), Mensageiros Secundários (2000), A Arma dos Juízes (2002), A Primeira Luz da Madrugada (2006) e Não Podemos Ver o Vento (2011). Morreu a 9 de Dezembro de 2025, em Estremoz.
Livro que se lê muito rapidamente, o que significa que não é um livro pesado, apesar de não ser fácil perceber os contornos da história. Pois se faz de muitas ligações entre personagens aparentemente vindas de vários cantos e origens e cujas histórias se entrecruzam por coincidência, destino ou fatalidade. Tudo começa em 25/04/1994, quando Sofia, nasce a sofia no hospital, sendo esta sofia uma rapariga que em 1975 tinha 16 anos, e o médico é Mário rosa , agora Nóbrega de sousa, que há 20 anos, tinha sido seu amigo e apaixonado por ela. O pai da criança é um armando que ele conhecera nessa altura, sendo que o Dr Mário é casado com uma maria adélia, que foi a enfermeira que em 1976 recebera vinda de angola sozinha e traumatizada, Luísa que era prima do João gouveia (o terrível Jajau) que era o encenador da peça de teatro "O funeral do patrão", e que engravidara merência, uma jovem do interior - Mogadouro - que fora para lisboa tirar o curso de professora primária, e que depois fora para aos confins da serra de barroso, à aldeia de telhado, provavelmente grávida do jajau, sendo amiga de arlette, que depois, na Ota, foi a amante do fernando (que na infância batera no mimalho Jajau), camionista que dera boleia a Mário Rosa e sofia quando estes desertaram da representação da peça na Covilhã e que veio a morrer num acidente porque um motociclista, o armando, ia a toda a velocidade para a Covilhã para boicotar a representação da peça pois era o antigo encenador. Além destas ainda há uma série de outros cruzamentos de histórias. A história começa e acaba em 1994, mas no meio são as recordações do que se passara 20 anos antes a par de um romance inédito que o Dr Mário escrevera e que ficara inédito, e que aquele agora recupera. Ambos percebe-se que não estão muito felizes no presente vivendo muito as recordações do fulgurante e sonhador viver da época revolucionária. Sofia, agora arquiteta percebe que ele estivera apaixonado, e faz-lhe um convite quase expresso para viverem o que 20 anos atrás não tinham vivido. Não se percebe se ele aceitará ou não, provavelmente fica à imaginação do leitor.