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Peter Maynard #2

Requiem per D. Chisciotte

È tornato Peter Maynard, il killer solitario che ascolta Bach, legge Cervantes e beve latte per placare i dolori dell’ulcera. Dopo un lungo esilio in Italia, Maynard viene ingaggiato dal Sindacato del crimine per uccidere un potente boss della malavita newyorkese e pagare il prezzo di un antico regolamento di conti. In una storia in cui niente è come sembra e ogni cosa si confonde, Maynard, il Califfo, deve affrontare sé stesso e una crisi d’identità che lo priva ormai da tempo del suo infallibile intuito. Quell’intuito che per lucidità e acume ricorda tanto Quaresma, l’abile decifratore nato dalla penna di Fernando Pessoa.

143 pages, Paperback

First published January 1, 1967

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About the author

Dennis McShade

4 books18 followers
(English)
For a long time, Dinis Machado hid behind the shadow of an american pseudonym, invented for the Rififi collection, that directed at the invitation of Roussado Pinto, a trilogy of crime stories with a bourgeois hero, a professional assassin, with philosophical worries, prone to monologues and literary citations and that always acted alone, named Peter Maynard, a reference to Pierre Ménard, the Borges character that tried to replicate Dom Quixote. Mão Direita do Diabo, Requiem Para D.Quixote and Mulher e Arma com Guitarra Espanhola we're written in a period of one year, when the author needed 100 euros for the occasion of his daughter's birth.

Pseudonym of Dinis Machado.

(Português)
Durante muito tempo, Dinis Machado refugiou-se à sombra de um pseudónimo americano, inventado para fazer sair na colecção Rififi, que dirigia a convite de Roussado Pinto, uma trilogia de romances policiais com um herói borgesiano, um assassino profissional, com preocupações filosóficas, dado aos monólogos e às citações literárias e que age sempre sozinho, com o nome de Peter Maynard, referência a Pierre Ménard, a personagem de Borges que tentava reproduzir o Dom Quixote. Mão Direita do Diabo, Requiem Para D.Quixote e Mulher e Arma com Guitarra Espanhola foram escritos no período de um ano, quando o autor precisava de angariar 20 contos por ocasião do nascimento da filha.

Pseudónimo de Dinis Machado.

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1 star
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Displaying 1 - 4 of 4 reviews
Profile Image for Duarte Cabral.
219 reviews22 followers
September 20, 2026
À pala de um post do João Zamith no twitter descobri que Dinis Machado a certo ponto escrevera três thrillers criminais sob o pseudónimo de Dennis McShade (que nome incrível, dá para vê-lo envolto em névoas de cigarrada e copo de whiskey na mão). A vontade de experimentá-los foi imediata. Um dia depois, sem gozo, tropeço no segundo livro da trilogia num minimercado mudo e solitário no meio do calorão da vila de Aljezur. O dono vendeu-mo por um euro e eu dei-lhe dois, de tão elétrico que fiquei. Pela cara dele, não percebeu o meu entusiasmo, acho.

Ler o capítulo do meio de uma trilogia sem ler o seu antecessor foi um atrevimento ao qual não me perdoaria em circunstâncias normais, mas não quis cuspir na cara de um destino que tão carinhosamente me atirara esta obra para a mão..

Li o livro de uma assentada de cu virado para o sol na praia. Talvez o thriller noir perca algum do seu aroma no meio do sal e do protetor solar, mas esta foi uma das leituras mais vorazes que fiz o ano inteiro. A voz narrativa de Machado, *cough* perdoem-me, McShade, é tão envolvente que dava para cair no absurdo de ver o smog nova-iorquino projetado na cúpula do meu chapéu de sol. Peter Maynard é um daqueles protagonistas cuja sombra é sempre maior que homem, escrevinhado numa caligrafia torta de ruminações e contradições e com um combo de violência e moralismo que às vezes se perdem um no outro. Para um livro tão magrinho, é de uma generosidade choruda. A quantidade de leituras que lhe podemos projetar é incontável, a principal das quais (pelo menos para mim) é o fascínio recorrente em ver um soberbo autor português a projetar-se num autor arquetipal americano de literatura de género e na sua construção (em segundo grau) de uma personagem tão emaranhada em quimeras e adornada de requintes explicitamente literários, com referências abundantes a Kafka, Joyce e, obviamente, Cervantes.

Mas nada disto importaria sem um mistério central cativante, e este é isso mesmo. Tem tudo aquilo que uma pessoa pode exigir de um noir, desde a paranoia às explosões de violência. O livro acaba com um tiro, daqueles com o cano de pistola apontado para a câmara, e achei esse toque tão fixe que quase senti o livro a explodir-me nas mãos (foi só a minha namorada a atirar-me areia para a cara, a dizer para irmos à água).
Profile Image for Paulo Teixeira.
1,021 reviews14 followers
April 8, 2019
(PT) O segundo livro de Dennis McShade (Dinis Machado), contando as aventuras de Peter Maynard, assassino profissional independente, conta a história de Big Shelley, que alguém do Sindicato pretende a sua eliminação por interferência nos seus negócios. Maynard não gosta, mas é obrigado a fazê-lo a troco de vinte mil dólares. Contudo, na noite em que encontra Shelley para o matar, conta-lhe uma história mais interessante. E ambos fazem novo contrato, mais vantajoso.

"Requiem para Don Quixote" é daquelas gemas raras em que a sequela é melhor que o primeiro livro. Acontece, mas para mim, gostei mais de ler este livro que "A Mão Direita do Diabo". Ambos são bons, mas este é mais intrincado e complicado. Não deixa de ser um policial, não deixa de ser fácil e agradável de ler, e ficas com vontade de mais. Vale a pena, mais uma vez.
Profile Image for Kin.
2,458 reviews27 followers
February 2, 2018
Un paradosso:Il killer filosofo che sbaraglia le trappole dei committenti seguendo l'etica deontologica.Affetto da ulcera da stress, contagia il lettore.
Profile Image for Paulo F. Oliveira.
32 reviews1 follower
October 21, 2010
Maynard is back in a whole new and exciting adventure. This time, the Syndicate having been left behind, he'll be facing the Mafia and the bad men that are part of it. But they're no match for this killer cat. Whole new humor, with Maynardian monologues somewhat extended, a better read and more profound story. It's wonderful to be able to accompany a writer's evolution this well...

A very well written piece of work, with a twist at the end (obvious?) and somewhat disconcerting content (let's just say there's lots of blood).

Cassino is also back, Peter's relation to the arts is better explored and more emphasis is given to it... also, the book reaks of D.Quijote and that's never a bad thing :-)
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