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Uma Mulher em Berlim

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Quem quiser saber como é a vida em tempo de guerra, tem de perguntar a uma mulher. Com início a 20 de Abril de 1945, o dia em que Berlim viu pela primeira vez a face da guerra, a autora deste diário descreve o quotidiano de uma cidade em ruínas, saqueada pelo exército russo. Durante dois meses, afasta a angústia e as privações sofridas, e concentra-se no relato objectivo e racional das suas experiências, observações e reflexões. Apesar dos constantes bombardeamentos, de actos de violação, do racionamento alimentar e do profundo terror da morte, este diário traça- nos uma perspectiva única de uma mulher dotada de um optimismo notável, que não se deixa abater pelas agruras sofridas. Quem ler este diário, jamais o esquecerá.

285 pages, Kindle Edition

First published May 20, 2013

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About the author

Anonymous

791k books3,383 followers
Books can be attributed to "Anonymous" for several reasons:

* They are officially published under that name
* They are traditional stories not attributed to a specific author
* They are religious texts not generally attributed to a specific author

Books whose authorship is merely uncertain should be attributed to Unknown.

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Displaying 1 - 2 of 2 reviews
Profile Image for Krisley Freitas.
125 reviews4 followers
November 24, 2020
Obra fantástica.

O texto é um valioso registro histórico da vida civil em Berlim nos últimos dias da guerra e do imediato pós-guerra: bombardeios, perda de moradia, aflição dos abrigos antibombas, falta de comida, a busca por água, a relação com vizinhos, o temor da aproximação do exército inimigo, a nova realidade de ser um povo conquistado e os inúmeros e recorrentes estupros.

A situação das mulheres após a chegada dos russos é detalhada de forma íntima e bem sincera, com a autora descrevendo seus sentimentos e pensamentos sobre o que estava acontecendo tanto com ela mesma como com as suas vizinhas.

Destaque também para a escrita, de altíssima qualidade e que prende a atenção do início ao fim.

“Senti pela primeira vez o cheiro de um cadáver humano. Em todas as descrições possíveis encontrei a expressão “cheiro adocicado de cadáver”. Acho o adjetivo “adocicado” impreciso e de forma alguma suficiente. Essa exalação não me parece de modo algum um cheiro; é antes algo sólido, roliço, qual um mingau de ar, uma bruma que se acumula diante do rosto e das narinas, muito mofenta e densa para ser inspirada. É algo que nos deixa sem ar. Algo que nos repele como se tivesse punhos.”
Profile Image for Maria Quintinha.
235 reviews5 followers
May 29, 2019
Relato puro e duro de 2 meses de vivência em Berlim, iniciado a poucos dias do fim da guerra. E de como então e sempre, em situação de guerra, cabe às mulheres a sobrevivência, seja de que lado estiverem. Os homens matam ou morrem, as mulheres organizam a sobrevivência, com o corpo, com o que tiverem à mão, guardam memórias, alimentam. Seja qual for o relato de guerra, a comida que assegura a vida torna-se primordial, mais importante que principios e valores. E sempre a violação do corpo como arma, sem diferença de credo, nacionalidade, dogma ou século.
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