Na Páscoa de 1126, em Viseu, o príncipe Afonso Henriques conhece Chamoa Gomes, uma bela rapariga galega por quem se apaixona perdidamente. Contudo, sua mãe, D. Teresa, regente do Condado Portucalense, proibirá o casamento, pois Fernão Peres de Trava, seu amante, não admite o enlace com a sua sobrinha Chamoa. A fúria de Afonso Henriques é imensa. Zangado com a mãe, arma-se a si próprio cavaleiro, na Catedral de Zamora; recusa prestar vassalagem ao novo rei de Leão, de Castela e da Galiza, o seu primo Afonso VII; e começa a liderar os portucalenses de Entre Douro e Minho, que vivem revoltados com a influência do Trava e as decisões de Dona Teresa. Cresce a convulsão no Condado Portucalense, todos são arrastados por ela e envolvem-se num conflito sangrento, que terminará com a inevitável Batalha de São Mamede, em Guimarães. Em Coimbra, a moira Zulmira e suas filhas Fátima e Zaida, prisioneiras de D. Teresa, agitam-se com a notícia de que um guerreiro sarraceno as virá resgatar, enquanto um assassino implacável as tenta matar, a mando do califa almorávida de Marraquexe, que teme que aquelas três mulheres possibilitem a ressurreição do antigo califado de Córdova.
Domingos Amaral (n. 12.10.1967, Lisboa) é formado em Economia, pela Universidade Católica, onde é professor de Economia do Desporto (Sports Economics), tem também um mestrado em Relações Económicas Internacionais pela Universidade de Columbia, em NY.
Domingos Freitas do Amaral nasceu a 12 de Outubro de 1967, em Lisboa. Depois de se ter formado em Economia, pela Universidade Católica Portuguesa, e de ter feito um mestrado em Relações Internacionais, na Universidade de Colúmbia, em Nova Iorque, decidiu seguir a sua carreira como jornalista. Actualmente, é o director da revista Maxmen, desde o seu lançamento, em Março de 2001. Colabora também com o Diário Económico e a revista Grazia. Antes, trabalhou no jornal O Independente durante 11 anos, além de ter colaborado com outras publicações, como o Diário de Notícias, Grande Reportagem, City, Invista e Fortuna. Colaborou também com a Rádio Comercial e com a SIC. É casado, tem dois filhos - uma rapariga e um rapaz - e vive em Lisboa. Enquanto Salazar dormia...(2006) é o seu quarto livro de ficção publicado pela Casa das Letras, depois de Amor à Primeira Vista (1998), O Fanático do Sushi (2000) e Os Cavaleiros de São João Baptista (2004). Fonte:Webboom
Gosto muito de romance histórico e este começou tão bem, mas pelo meio do livro houve algo que mudou. O foco do livro começou a divergir e algumas personagens aparecem sem muito propósito. Já para não falar nas passagens com linguagem de uma vulgaridade desnecessária. O final é altamente irritante com um "continua em ...."
Uma forma muito interessante de contar a nossa a história. Uma escrita clara mas com algumas repetições que por vezes tornaram a narrativa maçuda. Gostei sobretudo de no final ficar esclarecida de quais personagens eram ficção, acho que num romance histórico isso é fundamental.
A escrita é agradável. O tema é interessante, mas o autor repete várias vezes pequenas conclusões e sumários da história, como se o leitor não o tivesse compreendido. É um pormenor que me aborrece um pouco. Gostei de ter conhecido alguns detalhes da vida de Afonso Henriques que me eram desconhecidos e de relembrar a longínqua história do nascimento de Portugal.
Sobre traições, artimanhas, truques e intrigas, conflitos familiares, injustiças, mal entendidos, mas também sobre amizade, sobre amor e sobre paixão, sobre coragem e resiliência.
Desde um Afonso Henriques criança e ingénuo à sua transformação num homem sólido, forte, inteligente, atento e autónomo.
Com acontecimentos reais misturados com personagens fictícias, que até torna a leitura mais cativante e interessante.
No entanto, a escrita do Domingos Amaral (ou a forma como o livro está escrito) não me encantou. A história é simples e bonita, mas a maneira como está escrita, por vezes sem fio condutor e muito repetitiva, torna-a em algumas situações confusa.
Muito interessante. Contada desta maneira, a História, ganha uma dimensão que nunca tinha imaginado. Obrigado, venha o volume 2. Obrigado, Domingos Amaral.
Que desilusão! O tema é interessante, mas a história é muito desconexa e perde-se rapidamente o interesse. O livro está estruturalmente mal conseguido, apesar da escrita do Domingos Amaral ser sempre cativante, tudo o resto está muito "solto".
Muito repetitivo. Só no fim descobri que é o primeiro volume de uma série, e pelo título do segundo volume, sendo um romance histórico sobre a fundação de Portugal parece quase uma versão da guerra das estrelas.
Uma imagem bem diferente de tudo o que li até hoje sobre Afonso Henriques! Em vez do bruto, temos um jovem cheio de garra e teimoso q.b. Um pedaço de história contada de maneira bastante interessante.
Finalmente um livro que despertou o meu interesse pela história de Portugal. Embora algo repetitivo, tem a vantagem de ajudar a fixar, sem esforço, os nomes e as relações entre os vários personagens.
As quatro estrelas da minha avaliação são mais para a ideia do que para o livro em si. Para alguém que, como eu, aprecia ficção histórica, a permissa do livro é excelente, mas o seu desenvolvimento acaba por desiludir. Começando com uma ideia genial, de ficcionar a fundação do Condado Portucalense e a génese da Portugalidade na Península Ibérica em torno de conflitos familiares devidos a amores (o de Afonso Henriques por Chamoa e o de Dona Teresa pelo Conde de Trava), o desenvolvimento da história apresenta (quanto a mim) dois pontos fracos fundamentais: 1. A estrutura da linguagem do narrador não é suficientemente coerente - se por vezes consegue recriar um português com "toque" medieval credível, por vezes acaba por cair na excessiva coloquialidade do português europeu moderno. O autor poderia ter escolhido uma das duas. Assim, a "magia" de uma narração "de época" perde-se quando se usam palavras como "mochila" e não "saco" ou "alforge"; 2. A própria estrutura da narração obriga a inúmeras repetições das conclusões ou do fio da história para que o leitor não se perca. Este facto acaba por aborrecer os leitores mais exigentes e menos distraídos e poderia ter sido evitado fazendo melhor uso das personagens que servem de fio condutor - a "bruxa" poderia ter sido aproveitada para conduzir melhor a acção e ligar mais os destinos das personagens deste primeiro volume. Por outro lado, já vi que está editado o terceiro volume desta saga, o que poderá significar que o autor, repetindo-se, faz "render o peixe" à história produzindo vários livros quando uma estrutura mais escorreita apenas lhe poderia render um. Em suma, uma leitura agradável de praia, que recomendo a quem aprecia ficção histórica. Apesar dos aspectos que considero menos bem conseguidos, tenho curiosidade em continuar a seguir esta saga. Espero que o segundo volume não me desiluda sumariamente.
Fraquinho, fraquinho! Vou começar pelo final, livro que acaba com um "continua no volume 2" tipo série só para te obrigar a comprar o próximo volume parece-me logo uma má estratégia, além que para resultar o livro tinha de ser tão bom tão bom tão bom, que tu não te importavas de cair na artimanha e compravas o próximo porque não conseguias viver sem saber como o mistério era desvendado, neste caso qual a relíquia que o Conde Henrique deixou ao seu filho Afonso Henriques. O que sucede a história é fraquinha, recheada sobretudo de cenas sexuais, que na minha opinião não convencem ninguém. A ideia podia ser gira, construir um romance histórico com as personagens que deram origem ao nosso país, mas pronto é o único ponto positivo. De resto não gostei de mais nada!
O livro acaba por prender mas com avanços e recuos, não é uma escrita homogénea. Porém, o que me desagradou foi, quando cheguei ao final ter: continua no volume [tal]. Atenção, senhor autor e senhor editor: não é bonito que em momento algum desde a compra até ao final haja alusão a que é uma história com continuação noutro volume.
Um olhar para os primórdios de Portugal, sob a perspetiva do romance histórico. Neste livro, somos mergulhados no mundo de intrigas do mundo portucalense, galego, leonês e castelhano, nas lutas entre nobres que viriam a originar a independência do condado que deu origem a Portugal. O grande foco do livro são as tropelias e intrigas levadas a cabo por D. Teresa, mãe de Afonso Henriques, na sua ambiciosa tentativa de, aliada a famílias nobres galegas, criar um reino da Galiza que unisse territórios galegos e portucalenstes.
É, também, a história de um jovem Afonso Henriques, filho desprezado, de vontade férrea, que se afirma no meio das intrigas e começa a desenhar a ideia de ser monarca de um território independente, enquanto se perde de amores por uma jovem nobre galega que é entregue para casamento a outro nobre. As complexidades da diplomacia nobiliárquica medieval, com a sua intricada teia de relações familiares onde o casamento é uma arma, forma o corpus principal deste romance ambicioso. Mas, para manter o interesse do leitor, Domingos Amaral junta dois outros ingredientes - a história desafortunada de três mulheres mouras, e um misterioso segredo ligado a relíquias da cristandade. Este elemento soa a colado a cuspo, vai surgindo nalguns capítulos sem que nunca seja deslindado ou passe de alguns indícios, percebe-se que eventualmente poderá ter algo a desempenhar na história, mas neste volume não se percebe bem o que é que está lá a fazer, para lá de colar este romance ao género de mistérios medievalistas.
A história das desventuras das mouras acaba por ser o ponto mais interessante do romance, permite-lhe ir mais longe do que o relato ficcionado de acontecimentos históricos. Este elemento é totalmente ficcional, mas permite ao livro entrar na cultura árabe e moçárabe da Península, bem como criar algumas situações mais aventurosas, ou escaldantes (digamos que na visão deste romance, os tempos medievais eram muito libertinos). Não por acaso, as três personagens ficcionais - uma mulher duplamente viúva, descendente do último califa de Córdova, e por isso perseguida pelos seus rivais árabes, e as suas duas filhas, são as mais complexas e psicologicamente ricas. Já o retrato das personalidades históricas lê-se como algo de superficial, pouco aprofundado, como figuras de cartão a representar o seu papel histórico.
O livro é sólido, com uma forte base histórica reveladora de aturada investigação. No entanto, falha um pouco no aspeto histórico, talvez pelo peso do respeito pelos acontecimentos. O romance abre-se mais nos seus aspetos ficcionais, onde é curiosamente mais bem sucedido a despertar o leitor para a complexidade da vida na Ibéria medieval, nas tensões constantes entre a cultura árabe e a cristã.
O livro baseia-se o tanto quanto possível em fatos reais sendo assim um meio para entender e imaginar os fatores que poderiam ter contribuído para a nossa história portuguesa. Todavia, e isso é o meu gosto pessoal, não consegui simpatizar com a maioria das personagens, incluindo a personagem principal que é Afonso Henriques. Todavia, poderei vir a ler a continuação do livro.
Assim Nasceu Portugal é o primeiro livro de uma trilogia de Domingos Amaral. Já lá alguns livros deste autor e ADOREI todos eles. Domingos Amaral, como escritor, tem duas coisas que eu adoro: uma escrita simples e cativante e retrata factos relacionados com a História de Portugal. Neste primeiro livro, Domingos Amaral explora os princípios da História de Portugal, começando pela infância de D Afonso Henriques, passando pela sua adolescência e início de vida adulta. São explorados diversos factos históricos com algumas pontas de ficção pelo meio. Um livro brilhante que me deixou bastante intrigada para ler os restantes. Recomendo muito esta leitura.
AMEIIIIII, não há palavras para descrever o quanto eu adorei este livro! Foi sem dúvida um dos melhores que eu alguma vez li. Adorei a escrita do autor, super viciante! 🥰🥰
Não consegui acabar, fiquei a cerca de 30%… Muito repetitivo e um número desenfreado de personagens que me pareceram não adicionar qualquer relevância ao livro. 😭
Não adorei, estava à espera de mais história. Factos, mas tinha muita parte de história inventada e achei pouco épica. Mesmo assim uma boa leitura, calma e muito boa para passar o tempo.
Não sendo um grande romance, e com bastante ficção, é interessante e descreve os acontecimentos da época com mestria. Facilmente apreendemos o que é facto histórico ou não.
Nesta obra de Domingos Amaral acompanhamos Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, desde a sua infância até à idade adulta. Conhecemos a sua infância conturbada, sem o afecto da mãe e com a morte precoce do seu pai quando ele tinha 3 anos, criado por Egas Moniz e sua família. A sua difícil relação com a mãe começa desde a infância, já que pouco ou nenhum tempo da sua vida passou com Dª Teresa, que se preocupou mais com assuntos do Condado Portucalense e com o amante do que com o filho, que deixou aos cuidados do preceptor Egas Moniz e aos carinhos da sua esposa Dórdia Viegas. Passou assim a considerar estes como seus pais e os filhos do casal como seus irmãos e conheceu alguma estabilidade familiar até à morte de Dórdia. Acompanhamos também o crescer do espírito impetuoso e combativo de Afonso Henriques, desde muito novo a idolatrar a figura de guerreiro do pai Conde D. Henrique de Borgonha. Desde cedo que pensa em seguir os passos do seu pai e começa a afigurar-se na sua mente o projecto de um reino independente de Castela e Leão, onde governava o seu primo Afonso VII. A sua mãe já tinha pretensões de ser Rainha da Galiza, recuperando terras que estavam sob o domínio de Afonso VII e também ele alimentará essa vontade. Afonso Henriques era também um pouco manipulável, já que era conduzido muitas vezes pela mãe e pelo seu amante Fernão Peres de Trava a fazer algo que mais tarde descobria que servia os interesses do casal e não os seus. Perdia-se também com as mulheres, desde cedo enamorado de Chamoa Gomes, sobrinha de Fernão Mendes de Trava e segundo o autor, uma (se não a única) das causas que levaram Afonso Henriques a lutar contra a mãe, contra o amante dela, contra o primo e contra os sarracenos pela construção de um novo Reino: Portugal. É-nos apresentada também a história interessante de 3 mouras: Zulmira e as suas filhas Fátima e Zaida. Tinham ligação com a família que governou o califado de Córdova e foram motivo para invasões mouras para as recuperar quando ficaram prisioneiras em Coimbra, nunca as conseguindo libertar dessa reclusão de 13 anos em terras cristãs e contribuindo para muitas reviravoltas nos acontecimentos. Um dos aspectos mais interessantes da obra em paralelo com a própria história de Afonso Henriques. A obra termina em 1130, com a promessa de continuação num segundo volume "A Vitória do Imperador".
Adoro romances históricos e este "assim nasceu Portugal" tinha todos os "condimentos" para ser um excelente livro.
Penso que é a quarta obra que li do autor e, francamente, podia ter sido bem melhor... A escrita é muito fluida e empolgante, no entanto houve três fatores para que, em minha opinião, não tivesse sido um "bom" livro:
-em primeiro lugar o "aparecimento" de personagens desgarradas que nada têm a ver com o enredo (parecem "martelados" na narrativa); - o segundo motivo é o recurso despropositado de linguagem vernacula completamente despropositada (surge só porque sim 🙄). Em minha opinião não é preciso utilizar linguagem obscena despropositada apenas para "apimentar" (?) a história (e não me considero puritano ou ascetico, apenas não gosto de vulgaridade só porque sim); - por último (o mais decepcionante) é mesmo o final... A sério!? Terminar um livro com "continua no próximo volume"!??
Enfim, fiquei sem vontade nenhuma de ler os outros dois volumes desta história que tinha tudo para ser magnifica e (apesar de tudo) até nos "agarra" da primeira à última pagina...
Depois de "Napoleão vem aí!" que foi (de longe) a minha maior desilusão com este autor, este "assim nasceu Portugal" foi, sem dúvida, mais um marco "negativo"!
Já agora, posso também dizer que não tenho nada contra o autor que (considero) ter uma narrativa muito fluida e uma prosa escorreita, aliás adorei o livro "a bicicleta que fugiu dos. Alemães" (o primeiro que li de Domingos Amaral) mas, desde entao tem sido sempre a "descer"... Pode ser que o próximo seja melhor!