Publicado pela primeira vez em 1994, mas não no formato tradicional de um livro, James Lins surpreendeu os leitores com os capítulos que apareciam no Estado de S.Paulo, no estilo dos antigos folhetins. Mario Prata – ou seria o próprio James? – criou uma história inusitada e muito divertida. Tudo isso não aconteceu por acaso. Neste livro, Mario Prata narra em primeira pessoa e em tempo real todos os acontecimentos que se seguiram à prisão de James Lins, seu amigo de infância. Os encontros com ele na penitenciária, a reação da mãe e de Teka, grande amor de James, a ex-mulher e os filhos, e toda a polêmica que se criou em torno da autoria do livro que, segundo James, seria dele e não de Mario Prata.
Mario Prata é um escritor, dramaturgo, jornalista e cronista brasileiro. É natural de Uberaba, Minas Gerais, mas viveu boa parte da infância e adolescência em Lins, interior de São Paulo. Em mais de 50 anos de escrita, tem no currículo 3 mil crônicas e cerca de 80 títulos, entre romances, livros de contos, roteiros e peças teatrais. Na carreira, recebeu 18 prêmios nacionais e estrangeiros, com obras reconhecidas no cinema, literatura, teatro e televisão. Mario Prata tem três filhos: Antonio, Maria e Pedro. E três netos: Olivia, Daniel e Laura.
Mario Prata tem uma escrita maravilhosa, bem humorada, com uma narrativa que prende facilmente por ser dinâmica e leve... mas James Lins é um tiro no escuro.
A ideia para o livro começou com uma série de crônicas publicadas no Estadão em que elas seriam, na verdade, um relato sobre James Lins, pretenso playboy do interior do estado de São Paulo. Nessa versão moderna do formato de folhetim, Prata escreveu a vida e obra de James - em homenagem a James Deans - em terras tupiniquins.
O personagem age como o típico representante dessa espécie sendo sedutor, malandro, mentiroso, enfim... um canalha. Crer que tal personalidade seja real é o mesmo que atiçar o ódio de qualquer um que tenha que conviver com tal e suportar ser ludibriado, chantageado e tomado vantagem - o que Prata faz consigo mesmo no livro.
Pode não ser uma leitura fácil para alguns, pois o autor não fez nenuma questão de tornar James alguém simpático. Exatamente como a inspiração da vida real.
James Lins: O Playboy Que Não Deu Cero Mario Prata Planeta 2013
Simplesmente amo os livros do Mario Prata.
E James Lins não foi diferente.
Maravilhoso!!!
Ainda sou surpreendida, apesar de já ter lido quase todos os livros do autor, ainda fico encantada, com a capacidade que ele tem de nos prender a atenção.
Mario é mestre.
Mesmo que o tema, possa parecer esquisito ou banal, ele consegue nos mostrar uma estória de um ângulo inesperado, e assim temos uma perspectiva completamente nova.
Com muito bom humor, ele transforma um safado, escroto e medíocre numa pessoa completamente aceitável e acabamos até tendo uma certa simpatia pelo mau-caráter James Lins.
Adorei...a jogada de deixar que o personagem tome o lugar do autor foi fantástica! Até achei que era verdade e fui dar um google para saber do crime. Hahahaha. Eu mais que recomendo, Leia o quanto antes!!!