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O Império do Fim
Cosme é um velho desmemoriado, à deriva no tempo: o filho de colonos em Luanda, o alferes debaixo de fogo nas Terras do Fim do Mundo, o retornado na Lisboa revolucionária.
Mouzinho, antigo guerrilheiro angolano, julga-se um homem resolvido, coleciona citações e ensina aos mais novos que a guerra colonial também foi de libertação.
Cosme é branco. Mouzinho, negro.
Em tempos amigos de infância e adolescentes apaixonados pela mesma mulher, vivem em lados opostos de uma mesma história de violência: o colonialismo, a guerra, a descolonização e o fim de um império que, sendo ferida, nunca chega a ser cicatriz.
Depois de Revolução (vencedor do Prémio Fernando Namora), Hugo Gonçalves traz-nos um romance magistral sobre a vida colonial e o seu colapso, desmistificando o passado na tentativa de questionar o presente.
Mouzinho, antigo guerrilheiro angolano, julga-se um homem resolvido, coleciona citações e ensina aos mais novos que a guerra colonial também foi de libertação.
Cosme é branco. Mouzinho, negro.
Em tempos amigos de infância e adolescentes apaixonados pela mesma mulher, vivem em lados opostos de uma mesma história de violência: o colonialismo, a guerra, a descolonização e o fim de um império que, sendo ferida, nunca chega a ser cicatriz.
Depois de Revolução (vencedor do Prémio Fernando Namora), Hugo Gonçalves traz-nos um romance magistral sobre a vida colonial e o seu colapso, desmistificando o passado na tentativa de questionar o presente.
416 pages, Paperback
First published September 7, 2026
About the author
Hugo Gonçalves
27 books351 followersHugo Gonçalves (1976) é autor de vários romances. Na Companhia das Letras, estão publicados "Filho do pai", "Revolução" (vencedor do Prémio Fernando Namora e semifinalista do Prémio Oceanos), "Deus Pátria Família" (semifinalista do prémio Oceanos), "Filho da mãe" (finalista dos prémios P.E.N. Clube e Fernando Namora), "O coração dos homens" e "Enquanto Lisboa arde o Rio de Janeiro pega fogo".
Guionista da série "Rabo de Peixe" (Netflix), foi correspondente de diversas publicações portuguesas em Nova Iorque, Madrid e no Rio de Janeiro, cidade onde trabalhou como editor literário.
Jornalista premiado e cronista, é um dos criadores do podcast Sem barbas na língua.
Guionista da série "Rabo de Peixe" (Netflix), foi correspondente de diversas publicações portuguesas em Nova Iorque, Madrid e no Rio de Janeiro, cidade onde trabalhou como editor literário.
Jornalista premiado e cronista, é um dos criadores do podcast Sem barbas na língua.
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Community Reviews
Displaying 1 - 4 of 4 reviews
Review of advance copy received from Publisher
Um romance de uma enorme força, tanto pelos temas que narra como pela voz com que Hugo Gonçalves os aborda. Gostei da acutilância da escrita e da forma como nos transporta para diferentes momentos da nossa história, tornando-os próximos, vivos e profundamente imersivos. Colonialismo, guerra, descolonização, memória e identidade cruzam-se através de personagens que carregam versões diferentes e, por vezes, irreconciliáveis do mesmo passado. Um livro que consegue olhar para a História sem perder de vista as vidas individuais que ficaram presas dentro dela.
September 24, 2026
Excelente livro de Hugo Gonçalves que com pormenor e minuciosidade nos transporta para vários momentos da nossa história, em especial sobre a colonialismo, guerra e descolonização.
Recomendo muito a leitura deste livro!
Recomendo muito a leitura deste livro!
September 8, 2026
Do melhor do Hugo Gonçalves! É impossível parar de ler, ficamos cada vez mais embrenhados na história. Os saltos temporais (e espaciais) entre capítulos estão muitíssimos bem conseguidos. Percebo porque diz que este é o livro em que salta mais fora de pé, mas pode continuar a fazer.
Cada livro novo é melhor que o anterior, evolução de escrita fantástica.
Cada livro novo é melhor que o anterior, evolução de escrita fantástica.
September 27, 2026
Mais um livro fantástico de Hugo Gonçalves! Gostei imenso de ler esta "trilogia" dos livros de Hugo que se passam num Portugal Salazarista.
Admito que pouco conheço sobre a guerra colonial, e tudo o que sei é da época da escola (já lá vão uns bons anos).
Achei a escrita um bocado confusa de início, mas continuando a ler, começa-se a perceber um padrão na forma como a história está escrita. Achei muito bom a forma como momentos vividos por Cosme em que Mouzinho está envolvido são mais tarde vistos do ponto de vista do Mouzinho e demonstra como é fácil existir um bias sobre o personagem principal pois dependendo de que lado estamos a seguir a história, o lado que estamos a observar momentaneamente parece sempre o lado correto.
Senti as personagens muito reais (fora alguns momentos um bocado extra, mas não achei que destoasse), especialmente da parte das personagens femininas.
Personagens que são muito pelos direitos e liberdade mas que não passam além de activistas de sofá, acham-se superiores por estarem a lutar pelos direitos dos outros, mas quando a coisa dá para o torto, protegem-se na cor da pele, e acho que é algo muito humano.
A raiva de outros, que quando de caras com o motivo da raiva, facilmente se perde a vontade e a razão da raiva porque no fim das contas, somos todos humanos, e todos fazemos escolhas erradas, mas nem todos sabemos viver com elas.
Admito que pouco conheço sobre a guerra colonial, e tudo o que sei é da época da escola (já lá vão uns bons anos).
Achei a escrita um bocado confusa de início, mas continuando a ler, começa-se a perceber um padrão na forma como a história está escrita. Achei muito bom a forma como momentos vividos por Cosme em que Mouzinho está envolvido são mais tarde vistos do ponto de vista do Mouzinho e demonstra como é fácil existir um bias sobre o personagem principal pois dependendo de que lado estamos a seguir a história, o lado que estamos a observar momentaneamente parece sempre o lado correto.
Senti as personagens muito reais (fora alguns momentos um bocado extra, mas não achei que destoasse), especialmente da parte das personagens femininas.
Personagens que são muito pelos direitos e liberdade mas que não passam além de activistas de sofá, acham-se superiores por estarem a lutar pelos direitos dos outros, mas quando a coisa dá para o torto, protegem-se na cor da pele, e acho que é algo muito humano.
A raiva de outros, que quando de caras com o motivo da raiva, facilmente se perde a vontade e a razão da raiva porque no fim das contas, somos todos humanos, e todos fazemos escolhas erradas, mas nem todos sabemos viver com elas.
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