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Por Trás da Máscara: Do Passe Livre aos Black Blocs, as Manifestações que Tomaram as Ruas do Brasil

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Um livro fundamental para entender as manifestações de Junho de 2013.

Neste notável e corajoso livro de estreia, desde já leitura obrigatória para o entendimento do Brasil, Flavio Morgenstern cumpre o que o título promete: desnuda sem dó, mais do que as “jornadas de junho” de 2013 em si, o espírito da insurreição e o cenário e os interesses que a incubaram.
Valendo-se de sua consistente cultura política, sólida noção de tempo histórico, leitura (e releitura) arguta do noticiário, memória incorruptível, prosa abundante e humor desconcertante, o autor investiga e destrincha – com técnica original e abordagem inédita – aquela imensa onda de manifestações, tão imediatamente comprada como histórica quanto ainda hoje incompreendida.

574 pages, Paperback

First published June 8, 2015

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About the author

Flavio Morgenstern

2 books12 followers

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Displaying 1 - 11 of 11 reviews
Profile Image for Orlando Tosetto.
42 reviews14 followers
January 14, 2016
Melhor começar falando dos poucos defeitos do livro: as repetições constantes (que, numa segunda edição mais criteriosa, cortariam uns 10% do seu tamanho) e o senso de humor duvidoso, que às vezes escorrega para umas notinhas de rodapé irritantes. Mas isso é pouca coisa mesmo, e não atrapalha nem ofusca o que o livro tem de bom, até mesmo de essencial: esmiuçar as manifestações de 2013 (que estão voltando agora) e explicar, exaustivamente, tim-tim por tim-tim, COMO, POR QUE e POR QUEM essas manifestações são organizadas e cuidadosamente controladas, e A QUEM servem. Leiam. Leiam logo, porque o assunto está fervendo e vai ferver mais ainda.
Profile Image for Rogério Alvarenga.
25 reviews5 followers
November 10, 2016
600 páginas que poderiam ser resumidas em 200 ou menos. Faltou poder de síntese. O Morgenstern escrevera muitos artigos sobre o assunto, mas na hora de montar essa antologia faltou apertar o cinto. Talvez a Record que tenha insistido num mamute gordo... "Faça-o grande e amedrontador!" Infelizmente, corre-se o risco de ter o mesmo destino daquele imemorial bichinho.

A base teórica desse livro para entender e reagir aos fatídicos acontecimentos está na página 554 e se resume, forçosamente, a três livros. São eles: Rebelião das Massas de Ortega y Gasset; Massa e Poder de Canetti; The True Believer de Hoffer. Leiam estes livros para ontem.

Não se intimide pelo tamanho do bicho. Sim, ele pode ser lento, perigosamente lento, e pesado de matar se você respeitá-lo demais. Não faça isso! Leia-o como a um mamute que se quer logo morto. Ataca, pula, desossa e faça proveito da carne nobre – porque há.
Profile Image for Joao Franca.
14 reviews1 follower
February 10, 2016
Essencial para entender as manifestações de 2013 e tudo que está por trás da agitação provocada e incentivada pela esquerda mais radical, usando a população como massa para fazer número.

Depois de ler o livro, você ainda pode "gastar" o dobro do tempo lendo as referências, sites, artigos que o autor indica.

Apesar de (ou devido a) esgotar o assunto, as repetições e diversas citações (Ortega y Gasset, Kuehnelt-Leddihn) tornam a leitura cansativa; poderiam estar como notas de rodapé sem prejuízo. Uma próxima edição poderia ser reduzida.
Profile Image for Marcelo Centenaro.
29 reviews25 followers
July 26, 2015
Para mim, o melhor livro do ano é, sem dúvida, Por Trás da Máscara, de Flavio Morgenstern. Sou amigo e grande admirador do Flavio. Encontrei-o pela primeira vez no lançamento do Guia Politicamente Incorreto da América Latina, de Leandro Narloch e Duda Teixeira, em 2011. Abordei-o na fila. Flavio disse que não costumava ser reconhecido em filas. Muita coisa mudou de 2011 para cá.

Estivemos juntos contra os comunistas que impediram que Yoani Sanchez falasse, em fevereiro de 2013. Estivemos juntos na manifestação de 15 de março contra Dilma. Estivemos juntos em inúmeros eventos em livrarias. Gosto muito de seu estilo e da sua técnica de esgotar os argumentos sobre o assunto de que trata. Invejo sua capacidade de produzir e seu talento. OK, ele é são-paulino. Ninguém é perfeito.

Li Por Trás da Máscara com o mesmo prazer com que aprecio seus artigos. Trata-se, na verdade, de um artigo um pouco mais longo que o habitual. Mas essas quase 600 páginas são sucintas demais.

O mês de junho de 2013 foi particularmente doloroso para mim. Meu pai sofreu um acidente em 31 de maio e faleceu em 2 de julho de 2013. Não pude prestar muita atenção nas manifestações, embora tenha sofrido as conseqüências delas, como todo mundo. Enquanto lia o livro, procurava relembrar o que fiz em cada um daqueles momentos. O detalhismo do Flavio compõe com clareza cada evento daqueles dias conturbados.

O livro começa analisando o que foi o Occupy Wall Street, o movimento de protesto que se instalou no Parque Zuccotti, em Nova York, entre 17 de setembro e 15 de novembro de 2011. A partir de um grupo inicialmente pequeno, composto exclusivamente por militantes, o protesto cresceu enormemente por causa de uma mentira, o boato plantado por um dos organizadores de que haveria um show do Radio Head no parque. Com uma quantidade suficiente de pessoas, realizou-se um ato de caos planejado, a marcha na ponte do Brooklin, que isolou a ilha de Manhattan do restante da cidade. Apesar dos esforços da polícia de evitar ao máximo o enfrentamento, o movimento acabou conseguindo o que queria: imagens de confronto entre policiais e manifestantes. Manipulando as narrativas, conquistou o apoio popular e permaneceu perturbando os cidadãos nova-iorquinos por dois meses. A tática era não declarar qual era sua pauta, quais os seus objetivos. Funcionou.

O principal argumento para o uso da força para desalojar os acampamentos foi a sujeira que produziram. Os manifestantes defecavam em todos os lugares…

Flavio expõe as origens do Movimento Passe Livre, formado por militantes do partidos de extrema esquerda: PSTU, PSOL, PCO e PCB, informação que não se acha na imprensa. Esses grupos não precisam de uma pauta de reivindicações, mas de pretextos para protestar e adquirir poder, forçando o aumento do papel do Estado em supostamente resolver problemas reais ou inventados. Qualquer coisa serve: racismo, ciclo ativismo, LGBTXYZ, liberação da maconha, o que for. Os transportes são um grave problema real das cidades brasileiras e se encaixaram perfeitamente nas necessidades dos militantes extremistas.

A dinâmica das manifestações é descrita com todos os detalhes relevantes. Desde os primeiros atos, houve um grau de violência assustador por parte dos militantes, o que colocou a imprensa e a população contra eles, num primeiro momento. Então, aproveitando-se de alguns erros cometidos pela polícia, exatamente como aconteceu em Nova York, os organizadores conseguiram atrair a simpatia da opinião pública, explorando imagens de confrontos. As pessoas naturalmente tendem a dar razão a quem parece mais fraco.

Flavio lembra de alguns cartazes dos manifestantes, como “Me chama de Copa e investe em mim!”, “Pelo fim do funk alto no busão”, “Só paramos quando o Kinder Ovo voltar a ser R$1,00” e “Vendo Palio 98”. O mais simbólico de todos foi “The jiripoca is going to pew-pew”. São frases auto-referentes que não dizem nada, só expressam o vazio de idéias dos protestos. Flavio propõe mais algumas: “Estou aqui pela mesma coisa do cara do meu lado”, “Piquet foi melhor do que Senna”, “Subsidiem o que eu gosto, proíbam o que eu não gosto” e outras 18 que você encontra no livro.

Um evento chama a atenção na narrativa: a invasão do prédio do Itamaraty, em 20 de junho. Uma multidão havia cercado o Congresso Nacional. De lá, passou pelo Palácio do Planalto e pelo Ministério da Justiça e seguiu, direcionada por empurrões estratégicos, para o Ministério das Relações Exteriores. A segurança desse prédio não é feita por policiais, mas pela Marinha. Os organizadores queriam um confronto contra as Forças Armadas. Diz Flavio Morgenstern:

“Se um único agente das Forças Armadas fosse flagrado dando um croque na cabeça de um manifestante, qual seria a narrativa nos jornais do dia seguinte? Algo melhor do que ‘Exército vai às ruas para reprimir manifestação pacífica’? Nosso país poderia ter-se tornado completamente diferente caso apenas um vidro a mais fosse quebrado. O primeiro que conseguisse se apresentar como liderança do protesto, então, conseguiria ter poderes muito maiores do que os outorgados pelo AI-5.”

Foi esse o risco que corremos em junho de 2013.

O último capítulo trata do assassinato do jornalista Santiago Andrade, atingido por um rojão disparado por dois black blockers, em fevereiro de 2014. Houve muitas mortes causadas pelos protestos, mas essa foi a primeira que claramente partiu dos manifestantes.

Além da narrativa precisa e da análise das causas e conseqüências do movimento, o leitor é brindado com explicações preciosas sobre o pensamento de Elias Canetti, Ortega y Gasset, Eric Hoffer, Ayn Rand, Kuehnelt-Leddihn, sobre a experiência Milgram e sobre a oposição entre os significados originais das palavras democracia e república. Só esses trechos já valeriam o livro.

Senti falta de uma bibliografia no final. Também seria muito útil um índice onomástico (que imagino que aumentaria muito o número de páginas e talvez o custo do livro).

É curioso que, embora tenha sido publicado agora em 2015, o texto certamente estava pronto há mais ou menos um ano. Não há menção aos protestos contra Dilma, que começaram em 1º de novembro de 2014.

Já tem o seu? Não? O que está esperando? Corra para comprar Por Trás da Máscara!
Profile Image for Maria Fernanda.
175 reviews8 followers
July 22, 2019
Este livro cobre minuciosamente cada questão, inclusive secundárias e terciárias, sobre as jornadas de junho. Para ter uma visão completa dos acontecimentos, este livro é essencial.

Concordo com as críticas de que o livro chega a ser massante, ainda mais a partir da segunda metade, onde o autor passa para questões sobre o que é democracia, o que é uma república, porque as pessoas que dizem lutar por democracia na verdade não o estão fazendo, o que é o socialismo, o que é o anarquismo, o que é o liberalismo, quais suas diferenças, e assim segue. Os temas são de interesse, imagino, de todos os que estão lendo este livro, mas após tantas páginas começa a ser um pouco cansativo.

Porém o modo que o autor escreve é simples e acessível o que ajuda na leitura. Também gosto de como o autor e o livro se assemelham, respectivamente, a um professor e a um curso sobre o tema, sempre retomando e conectando os assuntos de cada capítulo e revisando assuntos anteriores. Isso ajuda na compreensão do assunto num todo.
Profile Image for Andreas F.
31 reviews
October 12, 2017
O assunto é bem atual, já que o Brasil passa por uma crise generalizada em todos os seus setores (político, educacional, institucional, identitário...), que é uma espécie de "continuação da novela", porém, pior, pois veio à tona não só o chorume que o "Partido do Povo" e todos os seus correligionários e afins esquerdistas estão metidos até o pescoço (corrupção, mentira e etc...), como também a sórdida tentativa de vitimização e reescrita dos fatos e a lavagem cerebral a que são submetidos os componentes da maré vermelha.

O livro é muito bom e possui um vasto conjunto de notas e referências que podem levar a novos conhecimentos, e a escrita tem certa fluidez e bom humor, o que conta muitos pontos a favor da obra. Ponto não tão positivo: O texto às vezes se torna prolixo de tanto que retorna a assuntos já tratados antes,e assim, poderia-se diminuir sem problema nenhum para a compreensão da obra, umas 50 páginas ou um pouco mais. De resto, com toda a certeza, vale a leitura.
Profile Image for Marcos Junior.
353 reviews12 followers
May 2, 2016
Flávio vai além de mostrar as manifestações de 2013, com seus principais autores; ele apresenta a fundamentação teórica que permite analisar os movimentos de massa. Recorrendo a Ortega Y Gasset, Elias Canetti e outros, ele mostra como os insights desses autores se confirmaram na realidade política, o supremo teste de uma teoria. Mostrando entender a verdadeira dialética, Morgenstern analisa a obra dos teóricos que justificam a ação das massas. A influência de Eric Voegelin se mostra presente pela opção do autor em analisar os personagens dos protestos pelas suas próprias palavras, buscando identificar a consciência de cada um. Um trabalho de fôlego, como raramente se vê no Brasil, onde intelectuais costumam apresentar trabalhos que mais parecem reportagens do que análises teóricas dignas de nome.
31 reviews5 followers
February 21, 2016
Embora compartilhe com o alinhamento político do autor, não consigo sentir a angústia que ele tenta retratar no livro. As inúmeras referências a Olavo de Carvalho também me desanimam. Não gosto nem da Marlene Chauí nem do mencionado Carvalho, mas no mesmo parágrafo chamar um de filósofo e a outra de pseudo-filósofo é pelo menos um ad hominem que desvaloriza um texto que merecia ser melhor avaliado, pelo menos pela habilidade de criar uma boa narrativa e senso político e racional que o autor tem de sobra.

Ia dar 3 estrelas, mas li o significado do Goodreads e achei 2 (it was ok) mais próximo do meu sentimento do que 3 (I liked it). Além disso esse livro não tem nenhum motivo para ter mais que 200 páginas.
Profile Image for Beto Figueiredo.
2 reviews8 followers
August 6, 2015
Uma aula de análise política! Um livro fantástico mas, acima de tudo, um livro NECESSÁRIO! Qualquer pessoa preocupada com o futuro e que não queira ser tratada como gado por partidos e organizações políticas deve ler este livro.
Profile Image for Maximiliano Santiago.
24 reviews1 follower
November 5, 2015
Um livro gigantesco tanto em tamanho físico como em conteúdo. Se você quiser entender o Brasil atual, esse é um grande guia para isso.
O livro tem um mapeamento completo de como se dão os movimentos de massa.
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