Bem-vindo. Você acaba de receber um convite para deixar a arquibancada e entrar na tribuna de um estádio de futebol. Desse lado, você vai conhecer torcedores diferentes, aqueles que vibram apenas com seus próprios interesses, que não têm ídolos ou paixões. Aqui é o território dos donos do jogo. O Lado Sujo do Futebol é o retrato deinitivo do que acontece além das quatro linhas. Um dos livros mais corajosos da história da literatura esportiva, revela informações contundentes sobre as negociatas que empestearam o futebol nos últimos anos. Mostra como João Havelange e Ricardo Teixeira desenvolveram um esquema maioso de fraudes e conchavos, beneiciando a si e seus amigos. Fifa e CBF se tornaram um grande balcão de negócios, no qual são irmados acordos bilionários, que envolvem direitos de transmissão e materiais esportivos. Um grande jogo de bolas marcadas, cujo palco principal são as Copas do Mundo. As páginas a seguir são incontestáveis, amparadas em documentos oiciais retirados de cartórios do Brasil e do exterior, transcrição de conversas gravadas, informações rigorosamente apuradas e criteriosa pesquisa em arquivos de revistas e jornais.
Amaury Ribeiro Júnior é um jornalista investigativo especializado em temática dos Direitos Humanos. Ganhou três Prêmios Esso, dois Imprensa Embratel e um Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. Lançou o livro A Privataria Tucana, que foi finalista de mais um prêmio, o Jabuti. Foi repórter especial do jornal O Globo e da revista IstoÉ, além de ter se destacado no Correio Braziliense e no Estado de Minas. Atua como repórter e produtor especial no Núcleo de Reportagens Investigativas da Rede Record de Televisão, produzindo matérias para os programas Domingo Espetacular, Repórter Record e Jornal da Record, desde outubro de 2010. O primeiro Prêmio Esso conquistado veio em 1996, na principal categoria da premiação, com os jornalistas Aziz Filho, Adriana Barsotti, Consuelo Dieguez e Cid Benjamim, por matéria publicada no jornal O Globo. A equipe reconstituiu a história da Guerrilha do Araguaia. As reportagens abriram caminho para a descoberta de ossadas de alguns guerrilheiros em cemitérios clandestinos e também para que o Estado brasileiro assumisse a responsabilidade nos fatos, com o pagamento de indenizações às famílias. Com a mesma matéria obteve menção honrosa no Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos 1996. Em 1997, ganhou outro Prêmio Esso, ao desvendar uma rede de prostituição infantil, e em 1999 ainda no jornal O Globo, junto a outros jornalistas ganhou mais um Prêmio Esso, com reportagem sobre o Riocentro. Fizeram parte da equipe vencedora Chico Otávio e Ascânio Seleme. Já na IstoÉ, ganhou o Prêmio Barbosa Lima Sobrinho do Imprensa Embratel 2003, com Sônia Filgueiras e a equipe formada por Francisco Alves Filho, Liana Melo e Ricardo Miranda, pela matéria Máfia dos fiscais, sobre a existência de uma estrutura de corrupção instalada na Secretaria de Fazenda do Estado do Rio de Janeiro. A premiação seguinte foi o Imprensa Embratel 2007, na categoria Regional Centro-Oeste, com Eduardo Militão e Fernanda Odilla e participação de Mário Coelho, Ulisses Campbell, Diego Abreu, Lilian Tahan, Ugo Braga, Ana Maria Campos, Riomar Trindade e Denise Rothenburg, pela matéria Instituto Candango de solidariedade e dos rombos dos cofres públicos do DF, publicada no Correio Braziliense. Ainda trabalhando para o Correio Braziliense, foi baleado quando realizava trabalho de investigação jornalística sobre os homicídios ligados ao narcotráfico em Brasília. O fato levou o jornalista a trabalhar no jornal Estado de Minas, onde começou a escrever sobre assuntos políticos. O caso teve repercussão internacional. Foi publicado pelo jornal inglês The Guardian, Freedom House, e recebeu manifestações de apoio do Committee to Protect Journalists, International Consortium of Investigative Journalists. Teve de permanecer sob escolta policial. Em 2010, foi indiciado pela Polícia Federal pelos crimes de violação de sigilo fiscal, corrupção ativa, uso de documentos falsos e por dar ou oferecer dinheiro ou vantagem à testemunha. Negou as acusações, afirmando que "jamais pagaria pela obtenção de dados fiscais sigilosos de qualquer cidadão". Lançou em nove de dezembro de 2011 o Privataria Tucana (Geração, 2011), que investigou casos de privatização ocorridos no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. O livro relata um suposto esquema de corrupção para lavagem de dinheiro público em paraísos fiscais. A Privataria Tucana foi um dos finalistas da 54ª edição do Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, o prêmio mais prestigiado da Literatura Brasileira, na categoria Reportagem. Faz parte do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ). Foi um dos fundadores da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).
Relata as falcatruas que permeiam o futebol brasileiro desde o início da gestão de João Havelange até o final do mandato de Ricardo Teixeira. Altamente instrutivo porém o autor é demasiadamente parcial nas suas opiniões e comete erros técnicos variados. Vale pela informação contida na obra.
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