"Folhas Caídas e Flores Sem Fruto" são, na verdade, dois livros reunidos num só volume, sendo "Folhas Caídas" o primeiro livro a aparecer e "Flores Sem Fruto" o livro que encerra o volume (apesar de, cronologicamente, ter sido este o primeiro a ser composto por Almeida Garret).
Esta organização cronologicamente inversa em "Folhas Caídas e Flores Sem Fruto" deve-se a algo que ressaltou aos olhos dos académicos e que, facilmente, se confirma para qualquer outro leitor: "Folhas Caídas" é de uma beleza e genialidade tais que merece ser destacado face a "Flores Sem Fruto", composição de poemas que denunciam um Almeida Garret dezasseis anos mais novo e, consequentemente, menos "apurado" e marcante (ainda que belo no seus próprios termos).
"Folhas Caídas" afirma-se, assim, como a estrela do volume e, arrisco-me a dizer, da poesia romântica portuguesa, trazendo a qualquer leitor a dor e o amor que fazem parte da condição humana e que tantas vezes hostilizamos.
Belíssimo!