O melhor educador nao e o que controla, mas o que liberta. Nao e o que aponta erros, mas o que os previne. Nao e o que corrige comportamentos, mas o que ensina a refletir. Nao e o que desiste facilmente, mas o que estimula sempre a comecar de novo. Neste novo livro, Augusto Cury esclarece o quao importante Maria foi para a formacao do homem que dividiu a historia, Jesus Cristo.Dentre aqueles que poderiam educar o menino Jesus havia milhares de candidatos, mas uma jovem destacou-se diante do olhar do Autor da existencia. Seu Maria. Ela tornou-se a mulher mais famosa da Historia. A unica exaltada em dois livros sagrados, a Biblia e o Alcorao. Entretanto, sua personalidade continua sendo uma das mais desconhecidas.Quem foi Maria? O que ela tinha de especial? Agora o autor analisa do ponto de vista da Psicologia, Psiquiatria e Pedagogia sua personalidade e em especial os dez principios que ela utilizou na educacao do menino Jesus. Nao e uma analise nem catolica nem protestante, mas investigativa.
Augusto Jorge Cury (Colina, 2 de outubro de 1958) é um médico, psiquiatra, psicoterapeuta e escritor de literatura psiquiátrica brasileiro. Desenvolve em Espanha pesquisa em Ciência da Educação e, após a construção da teoria de Inteligência Multifocal, continua a desenvolver estudos sobre as dinâmicas da emoção e da construção dos pensamentos. Dirige a Academia da Inteligência no Brasil, um instituto de formação para psicólogos, educadores e outros profissionais, e actualmente os seus livros são usados em pesquisas de pós-graduação nas mais diversas áreas das Ciências Humanas. À sua actividade, alia ainda a participação em congressos e conferências em diversos pontos do mundo, onde os seus livros estão publicados.
Fiquei maravilhada com o retrato proposto pelo autor de Maria como mulher culta sábia serena e intuitiva. O último capítulo leva-nos para lá para o último momento mãe e filho partilhados na terra. Melhor do que qualquer filme que já vi. É um livro que nos faz pensar e reflectir. E ainda nos motiva a ser diferente dos demais e a contemplar a Vida.
Eis alguns trechos que mais gostei: “...Educadores respeitados evitam riscos, rejeitam situações nova, não querem ser objeto de rejeição, crítica ou vexame público. Para Maria, ao contrário, sua vida se tornou um contrato de risco... A história de Jesus foi tecida por paradoxos. Ele foi amado e odiado, aplaudido e vaiado, recebido com entusiasmo e rejeitado com inigualável fúria... Anunciava o enigmático reino de Deus, mas vivia de um modo simples, com amigos simples. Mostrava um poder incomum, mas vivia como um ser humano... Jesus não poderia ser educado por uma mãe que temesse a vida. Ele cresceu destemido, sem receio de dissecar a alma humana, expor suas hipocrisias, denunciar a maquiagem que cobria o moralismo religioso, um moralismo que não sabia perdoar, que excluía as pessoas, que parecia “sepulcros caiados”, belos por fora, mas insensíveis e inumanos por dentro... Ao longo da história os piores inimigos de Deus sempre foram seus defensores radicais. Era possível prostituir-se na mente, nas intenções, nas ações, mas não fisicamente. Era aceitável estar infectado por dentro, mas não era admissível uma demonstração exterior. A sociedade era e sempre foi hipócrita!... O Mestre dos mestres afirmou um sábio princípio psicossocial que é uma verdade indiscutível até os dias de hoje: ‘Nenhum profeta será bem recebido em sua própria casa’. A inveja surge normalmente entre os iguais. É um vírus que nunca morre. Quando um entre os iguais desponta, o vírus da inveja que está incubado multiplica-se incontrolavelmente... Jovens educados em ambientes superprotegidos só conseguem brilhar se as situações forem previamente conhecidas... Quem não sabe agradecer é servo da insatisfação. Quem não é ousado em agir é escravo da passividade. Os que vivem nos extremos desse pêndulo ajudam muito pouco a si mesmos e aos outros... Parece que o Deus que escolheu Maria tem especial apreço aos que sabem agradecer e aos que são ousados em mudar... Sobreviver às intempéries da vida sem reclamar é um dos maiores segredos dos que superam as vicissitudes. É preciso bravura emocional quando tudo dá errado para não se achar desafortunado, malsucedido, destinado a ser um derrotado. É preciso audácia para fugir quando necessário e ousadia para enfrentar quando for imperativo... A intuição surge através de um mergulho intrapsíquico, quando abrimos ao máximo as janelas para procurar compreender multifocalmente uma pessoa... Uma pessoa não intuitiva é unifocal, reage sempre da mesma maneira diante dos mesmos estímulos. Enxerga os fenômenos por um mesmo ângulo... Uma mente reflexiva é aberta ao debate interior. O debate interior determina o alcance das respostas, ainda que elas não sejam imediatas... Maria esvaziava-se dos seus preconceitos para enxergar o menino como ele era e não como ela queria que ele fosse. A mãe descobria o filho e o filho descobria a mãe. Tinha os livros de Moises, os salmos e os ensinamentos de Salomão para usar na educação do menino Jesus, mas tudo indica que os fundamentos de sua educação foram baseados na sua capacidade de meditar. Cada situação era um novo momento, exigia uma nova luz... Muitos pais erram porque são proibitivos ou permissivos. Não são intuitivos. Se Maria não soubesse se interiorizar e meditar, daria respostas prontas e agiria como qualquer fariseu ou educador de seu tempo... Intuitivo, não dava respostas prontas, sempre instigava as pessoas a pensarem. Quem estudar os evangelhos a luz da psicologia ficará impressionado como Jesus era um mestre em perguntar... Ter esperança nas frustrações e enxergar além dos horizontes das dificuldades são atributos a ser procurados por todos nós... Estamos produzindo milhões de pessoas falsamente sociáveis. Num momento uma pessoa tem atos de gentileza, noutro, quando ameaçada ou pressionada, explode agressivamente. Precisamos de uma educação que gere prazer em servir, que gere deleite na solidariedade... Jesus era uma pessoa de convicções sólidas. Entretanto, excetuando sua crítica a hipocrisia religiosa que valorizava o exterior e negava o conteúdo, sempre demonstrou um respeito incondicional pelos outros... A diferença entre a individualidade e o individualismo é gritante. A individualidade preserva o ‘eu’, alicerça a estrutura da personalidade, consolida nossa maneira de ser, pensar, enxergar o mundo e a nós mesmos. O individualismo, por sua vez, é uma característica doentia da personalidade. Representa viver para si, procurar o sucesso somente para se satisfazer, explorar a sociedade sem dar quase nada em troca... Jesus certa vez disse: ‘Felizes os pacificadores porque eles serão chamados filhos de Deus’. Não disse que os filhos de Deus são os que fazem orações o dia todo, os que têm atitudes angelicais, os que são isentos de falhas, mas os pacificadores. Suas palavras deixaram maravilhada a multidão que o ouvia... Quem se ama com um amor instável será flutuante na relação com os outros. Num momento será afetivo, noutro isolado e ainda em outro agressivo. Seu afeto será desconexo. Só se pode amar quem se conhece. Quem não se conhece não se ama profundamente. E quem não se ama não consegue amar o outro... Felizes são os que procuram vidas dilaceradas, corações partidos, almas feridas, para, de algum modo, aliviálos. O prazer de contribuir com o outro é um dos mais finos paladares da existência... Jesus foi provavelmente o primeiro ser humano sem fronteiras, um ser humano universal, que abraçou os diferentes, correu riscos por pessoas que viviam à margem na sociedade. Ele se apaixonou dramaticamente pela humanidade... O grande vilão da emoção é o excesso de pensamentos, principalmente os que antecipam o futuro... Normalmente, quando alguém passa por grandes tempestades e não sabe proteger sua emoção, arrasta todos ao seu redor. Seja por se negar a viver, seja por negar o direito de os outros viverem, ou, então, por projetar nas pessoas mais íntimas seus conflitos e golpeá-las com ansiedade, reações impulsivas. Raros são os que sofrem com maturidade... Conviver é a arte da dança. Uma dança em que não se aprende nunca todos os passos... Jesus era um especialista em se doar e mais especialista ainda em não esperar dos outros a mesma resposta. Ele amava e desejava que as pessoas o amassem, mas não esperava ansiosamente o retorno. Entre desejar e esperar o retorno há um grande abismo. Quem espera a mesma moeda de troca nas relações sociais contrai uma altíssima dívida emocional, frequentemente impagável. Quem espera pouco, acumula crédito emocional... Não basta não esperar retorno dos outros, é necessário usar a segunda ferramenta: procurar entender o que se esconde na base das reações das pessoas... Jesus compreendia a complexidade da existência. Entendia que não há quem faça os outros infelizes se primeiramente não estiver machucado... Seus gestos incomuns não o libertaram por fora, mas o fizeram livre no secreto do seu ser. Sua atitude não o livrou da morte, mas do ódio, das mágoas, das angústias sociais... A vida fica mais dócil quando abandonamos a necessidade neurótica de querer mudar os outros, de exigir o que eles não podem dar. As relações conquistam outro sabor quando entendemos os limites uns dos outros... A pior maneira de ajudar o outro a mudar é pressioná-lo por mudanças. Criam-se traumas que bloqueiam a sua reflexão, tornando-o frio e distante. A melhor maneira é elogiá-lo, valorizá-lo, enfim, conquistar primeiro o terreno da emoção, depois o da razão... O grande desafio é ter consciência da nossa pequenez. É compreender que, por mais que saibamos, todo o conhecimento que adquirimos é uma pequeníssima fração do todo... Compreender que a vida é incompreensível é o primeiro passo para desenvolver uma inspiração criativa... Jesus extraia grandes emoções dos diminutos eventos... De que adianta um sorriso externo se não há júbilo por dentro? De que adianta as conquistas sociais se não há um estado de relaxamento interior?... Quem contempla a natureza cria raízes emocionais. É mais estável e profundo. Seu prazer não está na transitoriedade dos bens materiais nem na receptividade social, mas nas coisas que o dinheiro não compra... O poder e a fama são grandes testes. A grande maioria que os conquista é conquistada por eles, é controlada pelos seus tentáculos... O poder e a fama cegam a racionalidade, impedindo reflexões profundas sobre a efemeridade da vida... Toda escolha tem consequências. É necessário perder para ganhar. É necessário abandonar para ter. Quem quer ganhar sempre não aprendeu a viver... O excelente educador é o que abraça quando todos rejeitam. Como? Contando as suas próprias rejeições. É o que aplaude os que jamais subiram ao pódio. Como? Revelando seus fracassos. É o que encoraja os que querem desistir. Como? Revelando os momentos em que ficou inseguro. É o que ensina a chorar contando as suas próprias lágrimas... O que os pais são, e não o que querem ser, é o que mais influenciará o que seus filhos serão. Sem perceber, desenham no inconsciente de seus filhos os traços de sua personalidade. Haja vista que muitos filhos reproduzem os comportamentos que mais detestam dos pais... Somos todos imperfeitos, mas temos a necessidade neurótica de ser perfeitos. Grandes teólogos, lideres políticos, intelectuais, jamais mostraram suas fraquezas, revelaram suas angústias e admitiram chorar. Preservam um perfeccionismo quase psicótico, que asfixia a inteligência... Para Jesus, a força vinha do contrato com as fragilidades e não com a negação delas. Para ele, somente é grande quem enxerga sua pequenez, somente é saudável quem assume sua doença...”
Fabulosa história que traz luz a humanidade de Maria juntamente a Jesus. Mostra-nos o quanto havia cumplicidade no amor fraterno. Vale a pena a leitura de capa a capa.
Educar é viajar no mundo do outro sem nunca penetrar nele. É usar o que pensamos para nos transformar no que somos. O maior educador não é o que controla, mas o que liberta. Não é o que aponta os erros, mas o que os previne. Não é o que corrige comportamentos, mas o que ensina a reflectir. Não é o que observa apenas o que é tangível aos olhos, mas o que vê o invisível. Não é o que desiste facilmente, mas o que estimula sempre a começar de novo. Um bom educador abraça quando todos rejeitam; anima quando todos condenam; aplaude os que nunca subiram ao pódio; vibra com a coragem de disputar dos que ficaram nos últimos lugares. Não procura o seu próprio brilho, mas faz-se pequeno para tornar os seus filhos, alunos e colegas de trabalho grandes. Que educador daria conta desta missão?
DETESTEI este livro!!! O autor escreve em 10 páginas o que poderia ser escrito em uma única página, recorrendo a repetições, superlativos e citações. De tudo que li, acho que apenas duas ou três frases chamaram a minha atenção. Total perda de tempo.