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Bom dia, inverno
Durante oito meses, Tamara Klink viveu sozinha num pequeno veleiro preso no mar congelado do Ártico Groenlandês. Depois de uma longa preparação e de atravessar o oceano desviando de icebergs, ela ancorou em um fiorde escuro sem saber se estava pronta para o que iria encontrar.
O que acontece quando ficamos sozinhos, sem ter para quem sorrir? Quando passamos longos dias sem ver o Sol? Quando somos o ser vivo menos apto a sobreviver no lugar onde estamos?
Depois de se tornar a pessoa mais jovem da América Latina a cruzar o Atlântico em solitário, a navegadora e escritora Tamara Klink se lançou numa nova navegaçã em vez de atravessar o espaço, dessa vez atravessaria o tempo. Isolada em um fiorde na Groenlândia na época mais fria do ano, ela pôde observar o inverno polar transformar o mar em terra e os dias em noites infinitas.
Em Bom dia, inverno, os ouvintes são convidados a conhecer de perto os perigos e as alegrias dessa viagem extremamente arriscada. Nessa experiência de isolamento radical, em meio a auroras boreais e visitas inesperadas de raposas, focas e outros animais selvagens, o silêncio se torna palco para reflexões profundas sobre a liberdade, a cultura, o futuro do planeta e o modo como escolhemos viver.
O que acontece quando ficamos sozinhos, sem ter para quem sorrir? Quando passamos longos dias sem ver o Sol? Quando somos o ser vivo menos apto a sobreviver no lugar onde estamos?
Depois de se tornar a pessoa mais jovem da América Latina a cruzar o Atlântico em solitário, a navegadora e escritora Tamara Klink se lançou numa nova navegaçã em vez de atravessar o espaço, dessa vez atravessaria o tempo. Isolada em um fiorde na Groenlândia na época mais fria do ano, ela pôde observar o inverno polar transformar o mar em terra e os dias em noites infinitas.
Em Bom dia, inverno, os ouvintes são convidados a conhecer de perto os perigos e as alegrias dessa viagem extremamente arriscada. Nessa experiência de isolamento radical, em meio a auroras boreais e visitas inesperadas de raposas, focas e outros animais selvagens, o silêncio se torna palco para reflexões profundas sobre a liberdade, a cultura, o futuro do planeta e o modo como escolhemos viver.
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First published January 1, 2026
About the author
Tamara Klink
10 books188 followersAos 23 anos, Tamara concluiu sua primeira viagem solo pelo Mar do Norte no pequeno veleiro de 26 pés comprado pelo preço de uma bicicleta, a Sardinha. Em 2021, durante três meses, Tamara cruzou o Oceano Atlântico, tornando-se a brasileira mais jovem entre homens e mulheres a realizar o feito em solitário.
Em 2021, Tamara publicou dois livros: "Um mundo em poucas linhas" (poesia) e "Mil Milhas" (literatura de viagem) pela editora Peirópolis.
Em 2021, Tamara publicou dois livros: "Um mundo em poucas linhas" (poesia) e "Mil Milhas" (literatura de viagem) pela editora Peirópolis.
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Community Reviews
Displaying 1 - 30 of 264 reviews
June 18, 2026
Aos 27 anos, Tamara Klink fez algo inimaginável: embarcou em seu pequeno barco “Sardinha 2”, velejou para o Ártico, encontrou um lugar calmo e parou. Uma pausa do ritmo desenfreado em que vivemos, da necessidade de lidar diariamente com o outro e da sequência de compromissos que parecem nos atropelar. Ela simplesmente aguardou a água ao seu redor congelar. O inverno chegou, as horas diárias de sol chegaram a zero. E ficou meses vivendo uma experiência que poucos conhecerão.
A sorte é que contamos com a gentileza de Tamara, que decidiu compartilhar esses momentos de isolamento total. Os seus companheiros nessa aventura foram o silêncio, os pensamentos e alguns animais que eventualmente passavam pelo cenário ao seu redor. Nada mais. Ela encheu o barco com suprimentos para 2 anos de viagem (caso algum imprevisto acontecesse) e precisou recriar uma nova rotina.
E não se engane achando que a obra vai focar apenas nas dificuldades práticas enfrentadas pela autora para conseguir cumprir esse desafio. Em paralelo aos aspectos mais aventureiros, encontramos reflexões muito interessantes que Tamara registrou durante o período. Por quais mudanças a mente vai passando quando estamos sozinhos, sem a necessidade de agradar algum outro? Não há mais obrigação de se mostrar apresentável para a sociedade, de sorrir, de falar… há uma internalização intensa. Uma viagem sem sair do lugar.
Tamara escreve de forma delicada e verdadeira. O que para nós se mostra como uma decisão impensável, para a autora é quase uma necessidade, natural pela forma com que ela se relaciona com a natureza. Me surpreendi com essa leitura e tenho certeza de que ainda teremos muitos novas aventuras para embarcar junto com essa mulher tão corajosa e inspiradora.
Nota 9/10
May 31, 2026
ai como eu amei amei amei esse livro! eu devorei como há tempos não fazia. a escrita da tamara é uma delícia, adorei como ela descreve seus sentimentos, o ambiente em que estava, o frio! me deu um aconchego no coração, me deu mais vontade de fazer o mesmo, de descobrir o mundo, de ver a natureza. eu posterguei a leitura porque eu não queria que acabasse. e fiquei triste de não ter mais páginas pra eu ver o local como ela via.
vou tentar ler tudo que ela ja escreveu, e vou ler tudo que ela vai escrever.
vou tentar ler tudo que ela ja escreveu, e vou ler tudo que ela vai escrever.
August 27, 2026
ADOREI! Apesar de ser um livro sobre a jornada da Tamara com a Sardinha, o barco dela, no inverno Groenlandes, me fez refletir muito sobre consumo, aquecimento global, internet, como registramos as coisas (me deu vontade de escrever, anotar reflexoes, tirar fotos só pra mim), as coisas pequenas no nosso dia a dia que nao prestamos atençao porque estamos focados em trabalho, redes sociais, querer passar uma impressao pro outro. Me fez pensar tambem em solidão, em como vemos estar sozinha como uma coisa ruim, mas a Tamara mostra como é libertador estar sem as expectativas do olhar do outro em cima de voce. E tambem sobre ser mulher, sobre como nao somos incentivadas a explorar, a arriscar, porque o risco e perigo sempre sao maiores pra nós.
Além de ser um livro que faz voce refletir sobre muitas coisas, o background todo é a viagem dela pra Groelandia a bordo do barco Sardinha 2. Tenho muita vontade de conhecer a Groelandia (em terra firme claro, nao de barco), e eu sei que é um lugar com clima extremo, mas esse livro me fez ver a Groelandia com outros olhos, como um lugar selvagem mesmo, onde o clima nao é convidativo, os animais sao perigosos e a caça aos animais, apesar de natural, tem tons de selvageria também.
Me identifiquei muito com a Tamara sobre o desejo de ir a algum lugar muito distante só porque sim, e questionar esse desejo e os sacrificios que precisamos fazer pra conseguir chegar nesses lugares muitas vezes sem motivo racional nenhum pra querer ir pra lá. Tenho essa ideia doida de querer zerar os polos da terra, já estive em Svalbard no Artico e em Ushuaia, ultima ponta da America Latina. Meu sonho é viajar pra Antartida. Simplesmente porque sim. Me vi muito nos questionamentos que ela tem em frente as dificuldades de estar de barco ali na Groelandia.
Recomendo demais, um livro de exploraçao e navegaçao, mas que tambem tem varias reflexoes.
Além de ser um livro que faz voce refletir sobre muitas coisas, o background todo é a viagem dela pra Groelandia a bordo do barco Sardinha 2. Tenho muita vontade de conhecer a Groelandia (em terra firme claro, nao de barco), e eu sei que é um lugar com clima extremo, mas esse livro me fez ver a Groelandia com outros olhos, como um lugar selvagem mesmo, onde o clima nao é convidativo, os animais sao perigosos e a caça aos animais, apesar de natural, tem tons de selvageria também.
Me identifiquei muito com a Tamara sobre o desejo de ir a algum lugar muito distante só porque sim, e questionar esse desejo e os sacrificios que precisamos fazer pra conseguir chegar nesses lugares muitas vezes sem motivo racional nenhum pra querer ir pra lá. Tenho essa ideia doida de querer zerar os polos da terra, já estive em Svalbard no Artico e em Ushuaia, ultima ponta da America Latina. Meu sonho é viajar pra Antartida. Simplesmente porque sim. Me vi muito nos questionamentos que ela tem em frente as dificuldades de estar de barco ali na Groelandia.
Recomendo demais, um livro de exploraçao e navegaçao, mas que tambem tem varias reflexoes.
May 28, 2026
Achei que o jeito que ela seguiu nesse livro é menos cansativo do que em “Nós, o Atlântico em Solitário”, sem tantas partes técnicas de navegação e da construção da Sardinha.
Gosto muito mais quando ela detalha as pequenas coisas do dia a dia e os encontros com a natureza. As reflexões sobre mudanças climáticas, as histórias sobre espíritos maus e, de novo, a forma como ela lida com a solidão feminina — mas uma “solidão escolhida, voluntária e querida. Que nos liberta e nos obriga a nos aproximar de nós mesmas”. Difícil não favoritar, já que é um dos temas que mais gosto de ler.
Gosto muito mais quando ela detalha as pequenas coisas do dia a dia e os encontros com a natureza. As reflexões sobre mudanças climáticas, as histórias sobre espíritos maus e, de novo, a forma como ela lida com a solidão feminina — mas uma “solidão escolhida, voluntária e querida. Que nos liberta e nos obriga a nos aproximar de nós mesmas”. Difícil não favoritar, já que é um dos temas que mais gosto de ler.
September 13, 2026
Existe uma mágica na não-ficção que é muito única e torna esse gênero um dos mais interessantes: a mágica da realidade.
Pensar que uma menina mais nova do que eu viveu tudo isso com tanta delicadeza e sabedoria é impressionante. Parece impossível! Mas Tamara tem esse dom de transformar o impossível em realidade, e faz isso de um jeito tão sincero e com tanta entrega que até parece fácil.
Me vejo e me encontro em muitas de suas reflexões, mesmo nunca tendo experienciado nada remotamente parecido com uma invernagem de seis meses na Groenlândia! Ela traduz seus pensamentos de forma tão tangível que pouco importa a singularidade de sua experiência: qualquer um consegue se identificar.
Enfim, este é o tipo de leitura cuja voz da narradora é tão potente que hesita em ir embora. A voz de Tamara continuará ecoando nesta cabecinha por um tempo.
Pensar que uma menina mais nova do que eu viveu tudo isso com tanta delicadeza e sabedoria é impressionante. Parece impossível! Mas Tamara tem esse dom de transformar o impossível em realidade, e faz isso de um jeito tão sincero e com tanta entrega que até parece fácil.
Me vejo e me encontro em muitas de suas reflexões, mesmo nunca tendo experienciado nada remotamente parecido com uma invernagem de seis meses na Groenlândia! Ela traduz seus pensamentos de forma tão tangível que pouco importa a singularidade de sua experiência: qualquer um consegue se identificar.
Enfim, este é o tipo de leitura cuja voz da narradora é tão potente que hesita em ir embora. A voz de Tamara continuará ecoando nesta cabecinha por um tempo.
May 19, 2026
Leitura leve, rápida e agradável. Tamara escreve bem. :)
Mas se está começando agora a ler a obra dela, começaria por "Nós", traz mais reflexões sobre como ela decidiu velejar, o que é super rico e inspirador.
Mas se está começando agora a ler a obra dela, começaria por "Nós", traz mais reflexões sobre como ela decidiu velejar, o que é super rico e inspirador.
August 3, 2026
Não li os outros livros da Tamara e, mesmo achando incríveis as histórias das primeiras travessias, eu fiquei mais curiosa com o projeto de invernagem do que com as navegações em si e acho que foi isso que me fez ler esse livro. Tive que driblar uma vontade de implicar com a escrita, com suas onomatopeias e algumas escolhas que achei um pouco pueris, mas a narrativa foi me conquistando aos poucos, pela autenticidade e honestidade do relato, e fui me apaixonando por essa narradora. O tom é muito acertado, entre o relato puro de um feito extraordinário e as reflexões que nascem desse tempo passado sozinha e que dizem respeito ao patriarcado, ao feminismo, ao meio ambiente e que ela parece apontar sem grandes pretensões, apenas como um convite a pensar. O livro é interessante porque parte de um relato muito específico e termina se transformando em um convite aberto, não para invernar por oito meses na Groenlândia, é claro, e sim para empreender qualquer jornada de autoconhecimento que consista em não olhar pra trás. Principalmente para as mulheres, é um convite pra um mergulho em si e na solidão que não parte de uma autoajuda e sim de uma experiência extraordinária cujo grande paradoxo é entregar pra ela justamente as coisas mais simples da vida.
May 17, 2026
terminei sorrindo, que livro lindo!
September 8, 2026
A escrita da Tamara é realmente muito sensível, e seus feitos são extraordinários. Que mulher foda, tem minha admiração! Mas confesso que arrastei um pouco essa leitura por conta de toda a polêmica recente que rolou. Deu uma canseira, sabe? Tentei não deixar que isso influenciasse a minha experiência com o livro, mas, no final, acho que estive sim um pouco contaminada pelas críticas, ou talvez tenha sido só o cansaço de ouvir tanto sobre o assunto. Comecei a ficar com um certo bodezinho de vê-la aparecendo toda hora nas redes sociais, mesmo entendendo que isso também faz parte do trabalho dela. Talvez porque parte do encanto que ela me provoca está justamente nesse traço mais “antissocial”, nessa vida meio estranha, misteriosa e alternativa (no sentido de “outra”, diferente mesmo) que ela leva. Aí essa chuva de posts acabou quebrando um pouco (pra mim) esse encanto, e o impacto dessa postura crítica que ela assume em relação às próprias redes, à aceleração do tempo e da vida etc. Mas todo mundo é meio contraditório às vezes, né? Normal. Tudo certo.
June 28, 2026
Existe algo nas histórias de expedições que me encantam de uma forma que não sei explicar.
Conheci a Tamara através do Nós: O Atlântico em Solitário e amei saber quem ela é e a coragem que ela teve de fazer cada uma das suas viagens, mas se tinha algo que eu senti falta no último livro foi saber mais detalhes de absolutamente tudo. Só que justamente pelo tipo de viagem que ela tava fazendo, sozinha em alto risco, eu pensei que não tivesse como. E por isso esse veio como um prato cheio, afinal, foram muitos meses com o Sardinha 2 parado e ela apenas vivendo, existindo, sobrevivendo, registrando. O relato de quase 1 ano dessa experiência é tão fluido que faz tudo passar tão rápido, e assim como parece ter passado rápido pra ela, ela faz com que a gente sinta que realmente foi mesmo. Amei demais e minha admiração por ela só cresce!
Conheci a Tamara através do Nós: O Atlântico em Solitário e amei saber quem ela é e a coragem que ela teve de fazer cada uma das suas viagens, mas se tinha algo que eu senti falta no último livro foi saber mais detalhes de absolutamente tudo. Só que justamente pelo tipo de viagem que ela tava fazendo, sozinha em alto risco, eu pensei que não tivesse como. E por isso esse veio como um prato cheio, afinal, foram muitos meses com o Sardinha 2 parado e ela apenas vivendo, existindo, sobrevivendo, registrando. O relato de quase 1 ano dessa experiência é tão fluido que faz tudo passar tão rápido, e assim como parece ter passado rápido pra ela, ela faz com que a gente sinta que realmente foi mesmo. Amei demais e minha admiração por ela só cresce!
May 6, 2026
Minha master inspiração, aparentemente sempre vai ser cinco estrelas <3
Obrigada por me lembrar sempre que medo não é falta de coragem
Obrigada por me lembrar sempre que medo não é falta de coragem
June 12, 2026
“As cidades, a pressa, a internet nos fazem esquecer que a vida acaba - é talvez por isso que a gente renuncia às sensações. O sentido da vida é sentir. Eu não precisava estar aqui para entender isso, mas foi aqui que entendi.”
a jornada da Tamara é impressionante, linda e admirável, mas o que acontece dentro dela mesma é mais bonito ainda. tantas reflexões e passagens especiais, adorei! 4,5 ⭐️
a jornada da Tamara é impressionante, linda e admirável, mas o que acontece dentro dela mesma é mais bonito ainda. tantas reflexões e passagens especiais, adorei! 4,5 ⭐️
June 7, 2026
viajei horrores com a diva 🙏😩 simplesmente apegada na raposa helena, no casting da minha cabeça ela é igual a minha bebê zelda.
mtmt bom
mtmt bom
October 4, 2026
AMEI!
comecei a leitura apenas pela curiosidade de acompanhar uma viagem solitária de uma mulher no Ártico.
o que eu não esperava é que, durante todo o livro, me identificaria com a autora por também estar vivendo uma jornada profissional ambiciosa, sacrificante e historicamente masculina. brilhante, Tamara! 🌟🌟🌟🌟🌟
comecei a leitura apenas pela curiosidade de acompanhar uma viagem solitária de uma mulher no Ártico.
o que eu não esperava é que, durante todo o livro, me identificaria com a autora por também estar vivendo uma jornada profissional ambiciosa, sacrificante e historicamente masculina. brilhante, Tamara! 🌟🌟🌟🌟🌟
August 5, 2026
O melhor livro desse ano.
O livro que a gente lê sem saber que precisava e quando termina, descobre que a vida agora tem uma nova lente que não exista antes
Terminei a leitura, mas ela ainda não acabou
O livro que a gente lê sem saber que precisava e quando termina, descobre que a vida agora tem uma nova lente que não exista antes
Terminei a leitura, mas ela ainda não acabou
August 1, 2026
Gosto muito da Tamara e da leveza da escrita dela, mas esse livro não me pegou de jeito nenhum.
Mesmo curto e simples de ser lido, fiz uma leitura mais lenta por não ter ficado com tanta curiosidade assim do que iria acontecer, acho que a narrativa ficou um pouco confusa e não soube criar uma engrenagem potente. O conceito e a felicidade de ficar tanto tempo livre e longe de pessoas é muito fácil de entender, mas durante o livro sinto que todos os melhores momentos foram os de preparativo ou os que ela encontrou outros humanos durante a invernagem.
A Antártica é gigantesca, potente e dá medo e não sinto que esse livro passou essa sensação, tirando algumas partes específicas.
Mesmo curto e simples de ser lido, fiz uma leitura mais lenta por não ter ficado com tanta curiosidade assim do que iria acontecer, acho que a narrativa ficou um pouco confusa e não soube criar uma engrenagem potente. O conceito e a felicidade de ficar tanto tempo livre e longe de pessoas é muito fácil de entender, mas durante o livro sinto que todos os melhores momentos foram os de preparativo ou os que ela encontrou outros humanos durante a invernagem.
A Antártica é gigantesca, potente e dá medo e não sinto que esse livro passou essa sensação, tirando algumas partes específicas.
May 26, 2026
Sempre uma delícia ler os livros da Tamara! Sou fã desde “Nós - O Atlântico em solitário” e estava ansiosa pra ler esse livro, como ela aborda a solidão de uma forma tão gostosa, no aprender a gostar realmente de ficar consigo mesma.
Teve trechos que me pegaram mt, principalmente “Meu tempo agora parece infinito. Até que me lembro que viverei essa invernagem uma única vez. (…) São bonitos por que tem fim.” Jurooooo 🥹
É a tradução de aproveitar o momento presente, como se fosse realmente um presente.
Pra quem gosta de leituras assim, leve e inspiradoras, simplesmente leiam!!!!
Teve trechos que me pegaram mt, principalmente “Meu tempo agora parece infinito. Até que me lembro que viverei essa invernagem uma única vez. (…) São bonitos por que tem fim.” Jurooooo 🥹
É a tradução de aproveitar o momento presente, como se fosse realmente um presente.
Pra quem gosta de leituras assim, leve e inspiradoras, simplesmente leiam!!!!
September 17, 2026
Tamara Klink narra sua aventura de invernar na Groenlândia a bordo de um veleiro e sua companhia apenas.
Cada problema enfrentado, cada dúvida e cada aparecimento de uma companhia inusitada (uma raposa, uma foca, um caçador groenlandês) vira um capítulo cheio de reflexões nesse livro.
Ela viveu uma experiência riquíssima que a ensinou o que realmente é valioso na vida, e, para o nosso deleite, escreveu esse livro tão bem ambientado que é impossível não ser transportado pro mar congelado da Groenlândia.
Concluí que em nenhum outro lugar eu poderia estar tão feliz. Depois pensei melhor: eu me sentia tão bem que tanto fazia onde estava. Nada poderia me fazer mais feliz, porque esse era o auge da felicidade. Também achei engraçado imaginar o que as outras pessoas poderiam estar pensando — “Coitada da Tamara, sozinha lá no gelo” —, quando estar aqui, desse jeito e nesse momento, é um prazer puro e absoluto.
Ponho a cadeirinha no gelo vinte passos ao sul do barco. O céu está azul, com umas nuvenzinhas leves de algodão-doce, soltas, mais baixas que o alto das montanhas, e amigáveis. Vejo os cumes pelos quais já andei e não sinto calor nem frio, apenas paz, uma paz profunda e perfeita. Fecho os olhos e sinto que minha vida toda valeu a pena por este momento. Quero viver muitos anos, mas a morte não me assusta.
Sinto o que o personagem Sidarta descreve como o nirvana. É uma epifania. É como se eu não tivesse contorno, como se meu corpo fosse todo o universo e não houvesse nenhum sentimento pontual, apenas um conjunto de sensações passageiras sem hierarquia. O tempo já não existe. E nenhum objeto, nenhum reconhecimento, ninguém poderia valer mais do que essa sensação.
Cada problema enfrentado, cada dúvida e cada aparecimento de uma companhia inusitada (uma raposa, uma foca, um caçador groenlandês) vira um capítulo cheio de reflexões nesse livro.
Ela viveu uma experiência riquíssima que a ensinou o que realmente é valioso na vida, e, para o nosso deleite, escreveu esse livro tão bem ambientado que é impossível não ser transportado pro mar congelado da Groenlândia.
Concluí que em nenhum outro lugar eu poderia estar tão feliz. Depois pensei melhor: eu me sentia tão bem que tanto fazia onde estava. Nada poderia me fazer mais feliz, porque esse era o auge da felicidade. Também achei engraçado imaginar o que as outras pessoas poderiam estar pensando — “Coitada da Tamara, sozinha lá no gelo” —, quando estar aqui, desse jeito e nesse momento, é um prazer puro e absoluto.
Ponho a cadeirinha no gelo vinte passos ao sul do barco. O céu está azul, com umas nuvenzinhas leves de algodão-doce, soltas, mais baixas que o alto das montanhas, e amigáveis. Vejo os cumes pelos quais já andei e não sinto calor nem frio, apenas paz, uma paz profunda e perfeita. Fecho os olhos e sinto que minha vida toda valeu a pena por este momento. Quero viver muitos anos, mas a morte não me assusta.
Sinto o que o personagem Sidarta descreve como o nirvana. É uma epifania. É como se eu não tivesse contorno, como se meu corpo fosse todo o universo e não houvesse nenhum sentimento pontual, apenas um conjunto de sensações passageiras sem hierarquia. O tempo já não existe. E nenhum objeto, nenhum reconhecimento, ninguém poderia valer mais do que essa sensação.
August 5, 2026
Inverno, amo você. Adoro suas cores, seu silêncio, adoro quem sou quando estamos a sós. Amo a liberdade que você me dá, a força que me faz sentir, a alegria, o medo e a coragem que redescobri graças a você. Adoro ser apenas um ser vulnerável, sedenta por continuar vivendo, apesar de todos os limites que você me impõe, de todo o mal que me faz sem eu perceber.
Você não sabe quem sou, mas eu atravessei o oceano a sua procura. Esperei paciente que seu mau humor acabasse e suas tempestades se transformassem em silêncio. Nesse barco, que você mantém refém, encontrei perigo e abrigo, prisão e paraíso, nele fugi de tudo que não fazia parte daqui. Fui velha e criança, bicho e humana, mil coisas e mil gestos possíveis num pequeno corpo finito. Eu te amo, estupidamente, como uma crente fiel, e você nem existe. Você se acha invencível, mas não é uma coisa, é uma sombra — por causa das escolhas da minha espécie, você diminui, mas se repete. Guardião das sombras, me mostrou o valor da luz e do calor. E você me dá espelhos: seu rosto é o meu reflexo. Eu gostaria que ficássemos juntos para sempre, mas sei que nosso encontro está no fim, porque o sol te expulsa e apaga seus rastros brancos nas montanhas, no céu e no mar. Não quero que você vá embora, mas não aguento mais me preparar para sua partida. Não posso mais te ver abrir e fechar suas malas, fazer a neve cair mais uma vez, congelar a superfície dos rios que já estavam líquidos, e dar de novo um adeus que é apenas um até já.
Você não sabe quem sou, mas eu atravessei o oceano a sua procura. Esperei paciente que seu mau humor acabasse e suas tempestades se transformassem em silêncio. Nesse barco, que você mantém refém, encontrei perigo e abrigo, prisão e paraíso, nele fugi de tudo que não fazia parte daqui. Fui velha e criança, bicho e humana, mil coisas e mil gestos possíveis num pequeno corpo finito. Eu te amo, estupidamente, como uma crente fiel, e você nem existe. Você se acha invencível, mas não é uma coisa, é uma sombra — por causa das escolhas da minha espécie, você diminui, mas se repete. Guardião das sombras, me mostrou o valor da luz e do calor. E você me dá espelhos: seu rosto é o meu reflexo. Eu gostaria que ficássemos juntos para sempre, mas sei que nosso encontro está no fim, porque o sol te expulsa e apaga seus rastros brancos nas montanhas, no céu e no mar. Não quero que você vá embora, mas não aguento mais me preparar para sua partida. Não posso mais te ver abrir e fechar suas malas, fazer a neve cair mais uma vez, congelar a superfície dos rios que já estavam líquidos, e dar de novo um adeus que é apenas um até já.
June 11, 2026
4.2
para quem acompanha a Tamara, ou pelos seus livros, ou pelo seu instagram, ou pelos podcasts e entrevistas e palestras sabe que ela tem o dom de por experiência em palavra, como uma poeta ela nos coloca ao lado dela para sentir. talvez esperasse um pouco mais de "bom dia, inverno" mas por egoísmo mesmo, percebo enquanto leio o último parágrafo do livro, seria impossível ter aquela experiência vivida por Tamara por oito meses em tamanha completude. continuo gritando aos sete ventos para que todos alcancem a Tamara, sua escrita tem intenção, tem cuidado e nos leva a caminhos que nem sabemos serem tão nossos a serem seguidos. viva !!
para quem acompanha a Tamara, ou pelos seus livros, ou pelo seu instagram, ou pelos podcasts e entrevistas e palestras sabe que ela tem o dom de por experiência em palavra, como uma poeta ela nos coloca ao lado dela para sentir. talvez esperasse um pouco mais de "bom dia, inverno" mas por egoísmo mesmo, percebo enquanto leio o último parágrafo do livro, seria impossível ter aquela experiência vivida por Tamara por oito meses em tamanha completude. continuo gritando aos sete ventos para que todos alcancem a Tamara, sua escrita tem intenção, tem cuidado e nos leva a caminhos que nem sabemos serem tão nossos a serem seguidos. viva !!
August 16, 2026
“A solidão que nos liberta, que nos abriga, que nos aproxima de nós mesmos. Solidão escolhida é amor próprio.
Pois o amor não está em prémios, objetos, prestígio, números numa conta, lista de países viajados. Ele mora nas sensações. (…) O sentido da vida é sentir.
Esse Inverno me ensinou que a gente pode ser feliz sozinha, mas a solidão torna os sentimentos uma superfície plana. A companhia torna as sensações mais intensas- e brilhantes.”
Pois o amor não está em prémios, objetos, prestígio, números numa conta, lista de países viajados. Ele mora nas sensações. (…) O sentido da vida é sentir.
Esse Inverno me ensinou que a gente pode ser feliz sozinha, mas a solidão torna os sentimentos uma superfície plana. A companhia torna as sensações mais intensas- e brilhantes.”
September 5, 2026
que livro fantástico. tamara além de uma grande mulher é uma escritora incrível. fui lendo e dizendo "meu deus sim, é isso mesmo" pra todas as reflexões dela sobre solidão, sobre ser mulher e sobre o meio ambiente. como alguém que ama estar sozinha e sua própria companhia ela meio que viveu meu sonho aqui, nunca imaginei que iria desejar congelar por 8 meses quase sem luz solar no ártico mas romantizei muito e preciso.
June 23, 2026
que leitura encantadora! sem dúvidas, minha favorita de 2026 até agora. cogitei seriamente rever minha regra estrita de "não viajar para passar frio" para vivenciar as paisagens que a tamara descreve de forma tão vívida e sensível. quem sabe em algum momento!
July 21, 2026
Terminar um livro com vontade de ler de novo.
August 31, 2026
Gosto dos livros da Tamara porque parece uma amiga me contando uma história. Que livro bonito!
“Pensei que, quando crescesse, teria mais respostas para as perguntas que me trouxeram até aqui. Mas sempre surgem novas. Crescer não nos dá mais respostas, nos dá mais lembranças.”
“Pensei que, quando crescesse, teria mais respostas para as perguntas que me trouxeram até aqui. Mas sempre surgem novas. Crescer não nos dá mais respostas, nos dá mais lembranças.”
September 27, 2026
Amei! A travessia, narrada de forma tão leve e fluida, por si só ja faz da Tamara uma pessoa única e corajosa. Mas o livro vai além: traz inúmeras reflexões existenciais e sobre a nossa forma de viver, daquelas que a gente leva à mesa de bar e à terapia. É como se, de alguma forma, também participássemos da transformação da Tamara e levássemos um pedacinho dela com a gente, mesmo depois de terminar o livro.
July 8, 2026
Livro inspirador, a vontade de que alguns capítulos fossem mais longos e elaborados é parece um pedido muito egoísta pra alguém que relatou o livro todo como foi importante fazer essa jornada sozinha.
September 16, 2026
“Concluí que em nenhum outro lugar eu poderia estar tão feliz. Depois pensei melhor: eu me sentia tão bem que tanto fazia onde estava. Nada poderia me fazer mais feliz, porque esse era o auge da felicidade. Também achei engraçado imaginar o que as outras pessoas poderiam estar pensando - "Coitada da Tamara, sozinha lá no gelo" —, quando estar aqui, desse jeito e nesse momento, é um prazer puro e absoluto.”
Meu livro favorito de 2026, inspirado em uma invernagem que todos em sã consciencia seriam contra. Obrigada, Tamara, por me inspirar a construir a minha própria felicidade absoluta.
Meu livro favorito de 2026, inspirado em uma invernagem que todos em sã consciencia seriam contra. Obrigada, Tamara, por me inspirar a construir a minha própria felicidade absoluta.
September 15, 2026
Achei maravilhoso, amo viajar com os Klink. Dessa vez não foi diferente. Admiro demais a Tamara, e amo que ela deixa a gente viver tudo isso com ela.
July 12, 2026
quero jogar meu telefone na privada e dar descarga
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