Quando Gutenberg inventou a imprensa, ninguém imaginou que ajudaria a espalhar desinformação e a mergulhar a Europa em guerras religiosas. Quando a rádio chegou às casas das pessoas, ninguém previu que se tornaria numa das armas preferidas dos piores regimes da História. Hoje, perante as plataformas digitais que alimentam a desinformação, a polarização e a crise das instituições, continuamos a fazer a mesma pergunta ingénua: como é que isto aconteceu?
A pergunta certa é outra: porque é que está a acontecer outra vez?
Em Caos e Progresso, os autores defendem que o que vivemos hoje não é uma anomalia, mas uma nova vaga de um ciclo com três fases (deslumbramento, caos e progresso) que se repete a cada grande revolução da informação.
A razão para isto acontecer não está na tecnologia, mas no nosso cérebro, que evoluiu ao longo de milhões de anos para sobreviver num mundo de informação escassa. Cada revolução na informação apanha-nos impreparados. Precisamos de tempo e de adaptações culturais e institucionais para conseguir lidar com ela.
Os autores não se ficam pela explicação: propõem também estratégias para atravessarmos esta transição com o mínimo de danos possível. A História mostra que sobrevivemos às vagas anteriores e que conseguimos criar sociedades melhores. A questão mais importante é de quanto tempo vamos precisar desta vez.
É economista, consultor de estratégia e deputado na Assembleia da República. Doutorado em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto, já trabalhou, como consultor de estratégia nas áreas das telecomunicações e digital, em mais de 20 países e 4 continentes.
É um dos mais empenhados divulgadores do liberalismo em Portugal, defendendo sempre que a prosperidade nasce da liberdade e que o Estado deve servir as pessoas, e não o contrário. Foi nesse âmbito que presidiu à Iniciativa Liberal, entre 2018 e 2019 – período em que o partido alcançou pela primeira vez a Assembleia da República –, e que fundou o Instituto +Liberdade – de que foi o primeiro diretor-executivo –, dedicado à divulgação do pensamento liberal e à promoção da literacia financeira.
Autor de vários artigos, palestras e livros, Carlos Guimarães Pinto alia como poucos o pensamento académico à experiência prática, fazendo do sentido de humor e da ironia ferramentas que diferenciam as suas intervenções no Parlamento e na vida política nacional.