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Escrever à Mão

O ato de escrever à mão surgiu em épocas e civilizações distintas sem resultar, ao que parece, da transmissão desta competência cognitiva entre elas. Isto é, a invenção da escrita eclodiu, de forma natural, após a transformação do cérebro humano ao longo de alguns milhões de anos. Eis senão quando, na nossa era, a escrita à mão está à beira de extinguir-se ou, pelo menos, de se ver reduzida a uma excentricidade ou a objeto de museu.

Este livro pretende fixar a memória do que tem sido a arte de escrever à mão, valorizando a caligrafia como registo identitário de quem escreve, capaz de transmitir emoções. Com recurso à tecnologia digital, a sua maior inimiga, conseguimos perceber, afinal, como funciona e por que motivo ela é, em muitos aspetos, o oposto da artificialidade e um símbolo da humanidade.

112 pages, Kindle Edition

Published September 1, 2026

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About the author

Alexandre Castro Caldas

10 books3 followers
ALEXANDRE CASTRO CALDAS é Professor Catedrático de Neurologia e Diretor do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica Portuguesa. Foi até 2004 Professor da Faculdade de Medicina de Lisboa. Dedica-se fundamentalmente ao estudo das Neurociências Cognitivas sendo autor de 7 livros e mais de duzentos artigos e capítulos sobre estes temas.
Foi Presidente da International Neuropsychological Society que em 2009 lhe atribuiu o Distinguished Career Award.
Entre outros prémios recebidos em Portugal para o trabalho científico destaca-se o grande prémio Bial de Medicina em 2002.

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Profile Image for Andreia Morais.
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October 1, 2026
A abordagem, em certos momentos, é um pouco mais técnica, mais teórica, contudo, achei-a bastante completa e interessante, atendendo a que nos permite compreender como funciona, o que a influencia, que camadas absorve e o quanto se afigura como «oposto da artificialidade». Mas também reconheço que gostava de ter encontrado um lado mais pessoal, que interligasse ciência e emoção, para que se tornasse ainda mais concreta a visão de Alexandre Caldas sobre o facto de a escrita manual ser um tesouro.
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