“Ninguém viaja mais rápido que Puzur.” Lutando para se adaptar ao mundo dos mortais, Adapak se refugia no navio de Sirara, farto de lidar com os segredos do passado. Mas quando um antigo diário cai em suas mãos, o Espadachim de Carvão acaba por mergulhar nos registros de alguém responsável por influenciar não somente sua vida, mas a história de Kurgala – uma menina forçada a acompanhar a jornada de um ladrão desesperado, disposto a violar as regras mais antigas que os Quatro Que São Um deixaram para trás. Quem foi Puzur? O que procurava? Enquanto viaja pelas páginas do tempo, Adapak desconhece que sua curiosidade está prestes a colocá-lo sob a ameaça de algo que ele mesmo possa ter desencadeado.
Affonso Solano é curador do selo Fantasy/Casa da Palavra, colunista do site Tech Tudo e co-criador do site Matando Robôs Gigantes, hoje incorporado ao grupo Jovem Nerd. Ele também trabalha como ilustrador e storyboarder para empresas como TV Globo, TV Record e agências de publicidade.
Acredito que este seja meu primeiro comentário sobre um livro aqui no Goodreads. Infelizmente, não é um comentário positivo.
Sempre tive certo receio de ler histórias de fantasia nacionais pois nunca me pareceram bem desenvolvidas (talvez pelo fato do gênero não ser tão popular assim no Brasil). Tentei dar uma chance ao livro do Affonso Solano, mas (honestamente) não valeu a pena.
A história tinha potencial, mas a execucão deixa a desejar. As personagens são superficiais (com excecão de Puzur, que *quase* tem alguma profundidade). Me parece que o autor tentou criar um universo muito complexo e distinto de nossa realidade que ele se perdeu no meio do caminho.
Logo de início são citadas diversas racas de seres inteligentes mas praticamente nada é explicado sobre estes. Termos referentes ao universo também são usados com frequência, mas não agregam valor algum à história; um exemplo: "[...] a exportacão de cerâmica guandiriana caiu muito ..." - o que é uma cerâmica guandiriana? Qual a diferenca dela e a cerâmica do "mundo real"? Não é um dado que agrega valor algum, apenas aumenta a complexidade do texto.
Os diálogos também são bastante fracos, as construcões das falas não parecem naturais (apesar do repetido esforco do autor em utilizar a palavra "bosta").
O que escrevo aqui não é de modo algum uma análise exaustiva da história. Alguns momentos foram interessantes, mas não o suficiente para mudar minha opinião sobre o livro. De todo modo, não recomendaria a leitura.
Infelizmente um comentário negativo. O primeiro livro foi muito interessante. Criou um universo muito rico e um protagonista bem carismático que me fez ler o livro de uma forma boa. Nesta continuação porém o ritmo foi muito ruim, a história não tão interessante e os personagens rasos ou clichés. Entendo que ele parece ser uma ponte para algo que está por vir, mas eu esperava uma leitura melhor que a do primeiro livro e me decepcionei.
Assim como no primeiro livro, a continuação da saga do espadachim exala a influência da literatura pulp, porém, desta vez, mais forte do que nunca, tanto que durante a leitura foi impossível não traçar um parerelo com Edgar Rice Borrows e Tarzan. No primeiro livro, Edgar cria trama e protagonista o mais verossímil nas circunstâncias em que o livro se passa e o faz com excelência, mas restringido com a procuração de também apresentar um mundo, a selva no caso, é a mitologia em volta daquele que veio a ser o Universo Tarzan. A continuação, por lógica, dispensava tal preocupação e todo o poder criativo foi posto na aventura, criando um livro extremamente divertido.
As Pontes de Puzur atingem uma semelhança inegável com a Volta de Tarzan. Os novos personagens, Puzur e Laudiara, são carisma puro com uma história e arco bem definido e fechado. Adapak, por sua vez, tem um desempenho ameno e um final aberto, mais que indicativo do longo caminho até a conclusão.
No mais, é um livro curto e divertido. Um clássico pulp instantâneo.
As pontes de Puzur é um bom divertimento mas não possui todo o brilho do primeiro livro. Embora Puzur e Laudiara sejam personagens bem construídos, não conseguem retirar o livro do seu padrão mediano. O autor usa muitos clichês e cenas por demais exploradas nos filmes de ação do cinema. Diferente do primeiro, falta a esse livro originalidade. O título não precisaria ser Espadachim de Carvão, pois a participação de Adapak nessa obra é, em minha opinião, irrelevante. Se o autor não escrevesse uma linha sequer com o personagem da primeira obra, essa se manteria com o mesmo nível apresentado e sem qualquer comprometimento da história contada. Entretanto, o mundo construído por Affonso Solano é interessante e proporciona a criação de cenários e situações interessantes. Se a busca é por uma leitura simpática e sem grandes surpresas, esse livro preenche os requisitos.
A aventura em Kurgala continua. A expansão do mundo é muito interessante e o ritmo da história é tão contagiante quanto seu antecessor. A principal mudança é o protagonista, que dessa vez não é Adapak e sim Puzur. Adapak se torna um coadjuvante nesse livro mas isso não é um problema. Além da história em si o ponto forte é a expansão do universo de Kurgala que fica cada vez mais interessante.
Esse livro é bacaninha mas poderia claramente ser um spin-off, achei bem monótono até a metade o que é ruim pois um livro de menos de 200pag deveria ser bem mais dinâmico, gostei do mistério da busca de Puzur e Lau ser mantido até o final, e gostei do final em si que foi muito legal. 2.5 Robôs Gigantes
parabéns Solano, excelente história envolvendo presente e passado e mantendo todo o mistério. meu sentimento ao ler o livro foi: " para cada pergunta respondida, outras 3 surgem "
Neste segundo volume da saga do Espadachim de Carvão, temos um método diferente para nossa leitura, porém, não foge muito do padrão estabelecido por Solano já em seu primeiro volume. Aqui, vemos duas linhas temporais que à la Tarantino nos conduz para algo que marca a estória de Kurgala. Primeiro, somos apresentados ao lendário ushariano Puzur, muitos ciclos (a escala deste universo para anos) antes do começo da aventura de Adapak no primeiro livro, que se encontra com a improvável Laudiara e assim vão juntos numa viagem por Kurgala. E em seguida, pela estória no presente com Adapak conhecendo uma linda e mítica biblioteca e explorando os mistérios do passado.
Neste bro road book de Puzur e Laudiara, temos uma relação complicada se estabelecendo. Laudiara não queria estar ao lado de Puzur, mas ela não tem propósito na vida e nem expectativa de alguma coisa a alcançar. Logo, se vê atraída por investigar um pouco mais sobre quem é Puzur. Este ushariano não parece ser um simples ladrão com equipamentos invejáveis, ele tem um background traumático que o impulsiona para tomar decisões na vida adulta que são questionáveis. Para onde elas os levará, é um belo exercício de imaginação.
Adapak e Sirara não evoluíram muito desde o final do último livro. Esse continua enclausurado no navio desta, com respeito da tripulação e desfrutando do amor da capitã marinheira. Porém, os traumas com a impactante viagem do personagem vistos no primeiro livro da saga ainda perturbam sua memória. Então, a capitã decide dar um presente. Apresenta-o a uma biblioteca na cidade que é vasta em conhecimento e financiada por famílias ricas, assim, o esfomeado por conhecimento espadachim da cor do carvão começa a investigar o passado, começando por Puzur e os Zeladores... A leitura sempre flui com naturalidade, nos divertindo com os acontecimentos improváveis e a poesia literária de Solano que nos leva à lugares nunca vistos antes em suas obras, enriquecendo assim o seu criativo universo de diversas criaturas pensantes (ou nem tanto). Não temos grandes batalhas com lutas muito bem coreografadas – se assim posso dizer – como no primeiro livro, mas temos fugas alucinadas e diálogos impactantes, explorando assim ainda mais as vidas dos personagens envolvidos.
Adapak fica com seus capítulos com um certo foco apagado. Entretanto, isso é proposital, para que saibamos mais sobre os intrigantes e falhos personagens de Puzur e Laudiara. Esta inclusive, proporciona excelentes cenas com o ladrão que nos trazem alegoria à usuários de drogas e aceitação de seu próprio corpo negro, nos trazendo bons debates raciais, se assim sua mente permitir. Além disso, temos uma reviravolta com uma vilã que traz o feminismo de forma radical e que traz pensamentos bem presentes em nossa sociedade. Nos fazendo pensar se o que queremos é igualdade de gênero ou troca radical de protagonismo no mundo do gênero feminino. Trocar um pelo o outro é realmente a solução?
Affonso Solano é um cara ousado. Ele usa da assim chamada ficção fantástica para trazer pensamentos atuais para assim nos cutucar, sem medo de represarias ou questionamentos. Você viaja para um lugar distante e então percebe que é exatamente onde você sempre viveu, só não tinha se tocado ainda. Excelentes ficções científicas fazem isso e aqui, a literatura fantástica brasileira também o faz. Dê uma chance para a literatura nacional, ela pode surpreender mais do que matar robôs gigantes (entendeu a referência?).
- Quote: Vicio. O melhor escravo é o que se acorrenta sozinho. - Thoughts: A nice adventure in the vastly rich world of O espadachim de carvão. Thought it's not an adventure of the character in the tittle. The swordsman makes only some short appearances. ▶◀ These are my personal opinions, you may discord, my final rating of the book is not necessarily linked to this system and may diverge from it. Book Storyline - Originality: 5/5 stars - Development: 4/5 stars - Enjoyment: 5/5 stars - Writing stile: 4/5 stars - Funnyness: 1/5 stars - Epicness: 3/5 stars - Scaryness: 2/5 stars - Smartness: 4/5 stars - Addictiveness: 4/5 stars - Plot twists: 2/5 stars - Pace: 3/5 stars - Storyline planning: 4/5 stars OR /5 negative stars - Ending: 4/5 stars OR /5 negative stars - Holes: -/5 negative stars - Self contained (Y/N): ✓ - Cliffhanger (Y/N): ✓ - Adult (Y/N): × - Mystery (Y/N): × - Treasure Hunting (Y/N): ✓ - Violence level: Swords are tools to kill - Tech level: mostly feudal age, with occasional highly advanced miraculous artifacts - Religion level: fictional, heavy, part of day to day - Main genre: Fantasy - Subgenre: Adventure - Point of view: Present day and unrelated past adventure - Best of it: The worldbuilding is very rich and unique - Worst of it: Some useless and unnecessary day-to-day about Adapak in the present - Aftertaste: great Cover - Quality: 4/5 stars - Traces: 4/5 stars - Colors: 5/5 stars - Style: 5/5 stars - In a few words: very nice cover, good harmony in the colors World - Originality: 5/5 stars - Variety: 5/5 stars - Consistency: 5/5 stars - Impact on the story: 5/5 stars - Maps: 5/5 stars Very detailed maps, but had to google for a better version of it since the one in the book had such a bad resolution I was unable to read. - Real world (Y/N): × - Fantasy based on real world (Y/N): × - Journey (Y/N): ✓ - Main scenario: Various places Characters - Total amount: ~20 - Points of view: 4 - Main characters: Puzur, Lau, Adapak - Secondary: ~4 - Overall quality: 4/5 stars - Main: 4/5 stars - Secondary: 4/5 stars - Consistency: 4/5 stars - Connection: 3/5 stars - Dialogs: 4/5 Stars - Interactions: 4/5 Stars - Underworld Crew (✓/×): × - Training (✓/×): × - Romance: Couple fighting - Notable best characters: Puzur - Notable worse characters: Adapak, since he was not needed for this story. Setting - Historical importance: 5/5 Stars - Historical deep: 5/5 Stars - Historical score: 5/5 Stars - Geopolitical importance: 3/5 Stars - Geopolitical variety: 3/5 Stars - Geopolitical score: 3/5 Stars - Setting overall score: 4/5 Stars - Tension: 3/5 Stars - Atmosphere: 3/5 Stars - Classic Supernatural (✓/×): × - Superpowers (✓/×): × - Non-human races (Y/N): ✓ - Virtual Reality (Y/N): × - Monsters (Y/N): × - About the setting: A really fantastic world Rules - System: 3/5 stars - Complexity: 3/5 stars - System explanation: 2/5 stars - Impact on storyline: 4/5 stars - Rulebreaker (Y/N): × - Type of Rule: Relics Art(internal) - Quality: 3/5 stars - Traces: 3/5 stars - Colors: 1/5 stars - Style: 4/5 stars - In a few words: A illustration on each chapter, giving a better view of something for that chapter, not really mind-blowing, but nice anyway
Este segundo volume dá prosseguimento as narrativas de Adapak e, assim como no primeiro livro, intercala capítulos entre presente e passado. A narrativa tem ritmo rápido, e o livro pode ser lido em 1 ou 2 dias fácil, mas neste volume o autor não fecha sua estória... claramente deixa o livro sem um final o que não se justifica, afinal o livro é muito curto... não estamos falando de uma obra com profundidade e desenvolvimento que justifiquem esta atitude... o livro poderia, e deveria, ser objetivo, trazer um final à narrativa mesmo que deixando espaço para continuações... mas aqui nos é apresentada uma estória curta e inacabada, que carece de continuidade. Apesar de gostar do ritmo e estilo me decepcionou o fato de ser uma estória incompleta, inacabada. Neste volume, enfim, foi introduzido um mapa, mas ilustrações e melhores descrições das raças se faz necessário. Fiquei decepcionado pelo (não) fim.
Por que ter o ponto de vista do Adapak? Para ter os capítulos finais que vão encaminhar o próximo livro. Em troca desses capítulos finais, que são interessantes, mas nem de longe necessários nesse livro, tivemos uma quebra de ritmo gigantesca durante a leitura. Esse é um livro sobre Puzur. É ele viajando o mundo em busca de algo. É mostrado o passado desse mundo, a cultura de outros lugares, organizações, etc. Em questão de construção de mundo gostei, me deixou instigado. Em questão de personagem Puzur é apenas um ladrão de bom coração. O passado e motivação dele foi deixado tanto em mistério que quando finalmente é revelado só é decepcionante de tão simples que é. E mesmo sendo uma motivação simples, se fosse bem trabalhado eu não teria reclamações, mas não é. É só informação jogada ao vento, sem peso algum. Começo a pensar que Kurgala seria melhor como um cenário de rpg e não como o cenário de um livro.
It's a nice feeling to be back at Kurgala once again. The world created by Affonso Solano becomes more attractive this book as it shows its mix of Middle Earth and the land of Earthsea.
This time Adapak is secondary to the plot as we follow Puzur in one of its adventures. This is a nice change for the story flow. Puzur and companions are interesting.
But, once again the story starts to repeat itself. Too many predictable things, overuse of unknown created unexplained concepts leave the reading somewhat blunt sometimes. But since it's a small book it's an easy and fun reading to finish.
Não tenho muito a dizer desse volume, além do que já disseram em outras resenhas...
O livro é mediano, com história fraca e com excessos de informações irrelevantes que sequer podem ser consideradas como um "tempero" para a história, já que sequer são descritos ou contextualizados.
Apesar de eu ter gostado de Puzur e Laudiara, o Espadachim só parece uma ponta solta... O livro poderia ter retirado totalmente referências a ele, e deixado este livro como um spin-off (com outro nome, de preferência).
Só não "desrecomendo" a leitura porque parece que vai ser essencial para a continuação da história de Adapak (será que sai?)
O fantastico mundo que o Affonso criou é maravilhoso! Este foi um dos poucos livros que peguei e não conseguia largar, a dinâmica de se contar duas histórias ao mesmo tempo foi um bom jeito de criar cliff hangers e de se descansar dos personagens. Puzur foi uma das leituras mais divertidas que eu já fiz e gostaria muito de ver mais aventuras dele.
A escolha de deixar o personagem principal de molho para ampliar o universo foi ousada e certeira. A dupla formada por Puzur e Laudiara se desenvolve e envolve o leitor em sua missão paralela de forma divertida e, com o desenrolar da aventura, afetuosa. Só para constar: Solano segue sendo maestral em sua leveza e criatividade em criar mundos
Leitura rápida que prende a atenção a história deixa o gancho para o próximo livro, o livro alterna entre a narrativa de um conto de Puzur e Adapak nesses contos são desenvolvidos os mitos das espadas irmãs além da história de Puzur e suas motivações e a busca de Adapak por informações.
Affonso Solano escreve de uma maneira muito prazerosa de se ler. A leitura é fluida, as histórias envolventes e a cada página cria-se uma afinidade maior com o enredo.
Seguindo a "fórmula" do primeiro livro de narrar duas linhas temporais ao mesmo tempo, aqui a história perde um pouco do charme inicial (apesar de ser bem menos confuso que o anterior). Na minha opinião, a escolha por narrar o presente de Adapak junto com um "conto" do passado desconectou o leitor das duas histórias, onde parece que o livro se torna só um epílogo pro próximo.
Como o primeiro livro, este segundo da série cumpre muito bem seu papel. O autor claramente melhorou nos diálogos, bem como adicionou muito bem à mitologia que ele criou dando forma interessante ao mundo que criou.
Claramente, existem muitas histórias a serem contadas neste universo e eu lerei tudo o que vier, pois gostei muito do universo. Não é o melhor desta categoria, mas é bom.
Existem alguns problemas no livro que não o deixam atingir o máximo, tais como a insistência com a "fúria sanguinária" de Adapak, justificada na história, mas que não permite uma evolução do personagem, por isso as partes que trataram deste personagem foram o ponto baixo do livro. Isto é, as partes que tentaram evoluir a história dele foram fracas, bem como a ligação da história principal do livro com o presente não ficou bem explicada.
Confesso que não esperava, pois é uma coisa tão rara de acontecer... O segundo livro é melhor que o primeiro.
A história em si é mais rica, chama a atenção pelos detalhes não apenas da trama, mas de toda a mitologia criada para o mundo d'Os Quatro. Há música, literatura, uma variedade enorme de espécies que enriquecem a experiência de leitura, porém, enquanto no primeiro livro eram pano de fundo e curiosidade, no segundo eles são a parte principal.
A escrita de Solano também melhorou muito, está mais dinâmica, coesa. A própria caracterização e apresentação dos personagens evoluiu. Não menosprezando os outros autores tupiniquins de fantasia, mas a escrita desse livro revelou o autor como o novo cabeça do gênero.