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O Poder Ultrajovem

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O Poder Ultrajovem reúne textos em prosa e verso publicados por Carlos Drummond no Jornal do Brasil entre os anos 1960 e 1970. Temas como amizade, História do Brasil, a vida no Rio de Janeiro, o futebol e até mesmo a ecologia aparecem nos textos leves e sempre divertidos do escritor mineiro. As crianças ocupam um espaço à parte no livro, pois Drummond observava as transformações pelas quais meninos e meninas atravessavam naqueles tempos conturbados em que conviviam, ao menos no Brasil, os hippies e um regime antidemocrático, a pobreza e a exuberância econômica da Zona Sul do Rio de Janeiro. Posfácio de Alcir Pécora.

238 pages, Paperback

First published January 1, 1972

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About the author

Carlos Drummond de Andrade

244 books477 followers
Carlos Drummond de Andrade foi um poeta, contista e cronista brasileiro. Formou-se em Farmácia, em 1925; no mesmo ano, fundava, com Emílio Moura e outros escritores mineiros, o periódico modernista "A Revista". Em 1934 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde assumiu o cargo de chefe de gabinete de Gustavo Capanema, Ministro da Educação e Saúde, que ocuparia até 1945. Durante esse período, colaborou, como jornalista literário, para vários periódicos, principalmente o Correio da Manhã. Nos anos de 1950, passaria a dedicar-se cada vez mais integralmente à produção literária, publicando poesia, contos, crônicas, literatura infantil e traduções. Entre suas principais obras poéticas estão os livros Alguma Poesia (1930), Sentimento do Mundo (1940), A Rosa do Povo (1945), Claro Enigma (1951), Poemas (1959), Lição de Coisas (1962), Boitempo (1968), Corpo (1984), além dos póstumos Poesia Errante (1988), Poesia e Prosa (1992) e Farewell (1996). Drummond produziu uma das obras mais significativas da poesia brasileira do século XX. Forte criador de imagens, sua obra tematiza a vida e os acontecimentos do mundo a partir dos problemas pessoais, em versos que ora focalizam o indivíduo, a terra natal, a família e os amigos, ora os embates sociais, o questionamento da existência, e a própria poesia.

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3 (5%)
1 star
2 (3%)
Displaying 1 - 7 of 7 reviews
Profile Image for Eric Rocha.
91 reviews2 followers
October 4, 2016
Drummond, I love you, but nas crônicas you're bringing me down =/
Profile Image for Henrique.
1,031 reviews28 followers
January 15, 2024
“No verso e na prosa, eis que galopo”, escreve Drummond. E, de fato, “O poder ultrajovem” (Companhia das Letras, 2015) é uma reunião de 79 textos do autor escritos tanto em prosa como em verso em jornais da década de 1960. Publicado originalmente quando o escritor, já consagrado, havia alcançado os 70 anos de idade, o livro revela um cronista que continuava atento às novidades do mundo em que vivia. É assim que percebe, por exemplo, a ascensão do “poder ultrajovem”, em referência ao domínio que crianças exercem sobre o comportamento de seus pais. Em pequenas criações ficcionais, com estilo ágil e divertido, Drummond expõe cenas do cotidiano de um país que, apesar da ditadura, começava a mudar, irresistivelmente.

É claro que nem sempre se muda para melhor, e o cronista é o primeiro a admitir que, às vezes, o progresso é “uma espécie de sífilis, que corrói e mata”. A juventude que pensa estar inaugurando o mundo pode estar apenas o repetindo, “numa edição nem sempre isenta de erros tipográficos e mentais”. Na sua idade, reconhece o escritor, as pessoas tornam o passado um palco imenso e rutilante, amesquinhando o presente que, para os jovens, é território sem limite. É também para evocar as formas caducas, para impedir que se dissolvam de todo, como se jamais houvessem existido, que o cronista alonga os olhos, em meio à mocidade geral.

Coisa que não é fácil, sobretudo em um Rio de Janeiro convulso de especulação imobiliária, que esmaga o viver antigo. A cidade se transformava em um misto de pressa, de fumaça, de estrondo, de ira e de angústia. Já naquela época, há quase 50 anos, Drummond observava que o homem estava se tornando o seu próprio computador, com uma programação implacável que só omitia um dado: a vida. Em fina ironia, o escritor é uma voz dissonante que aponta para os rumos de um mundo que começava a ser visto essencialmente através da arte de vender.

Drummond acompanha o noticiário e, partir dele, desenvolve em crônica os mal-entendidos, as incompreensões e as insensibilidades da vida urbana – mesmo a parte em verso do livro está bastante ligada à contemporaneidade do autor. É digno de nota o quanto Drummond consegue extrair de uma frase, de uma notícia ou de uma simples observação. Um assunto recorrente em suas crônicas é a posição do homem diante da burocracia, do Estado, ou, como queiram, do “sistema” – com aparente vitória do indivíduo, em sua humanidade.

O cronista acompanha eventos do final dos anos 60, como a conquista do espaço e a da Copa de 70, entre outros eventos deste Brasil “tão grande, tão carente, tão desarrumado”. São frequentes os diálogos, assim como os monólogos e divagações, que, no fundo, são um diálogo do cronista com o leitor. Há espaço para comoventes lembranças de Cecília, Manuel e Mário, e Drummond faz neste livro a inevitável crônica que os cronistas fazem sobre a falta de assunto.

Feitas por um senhor, estas crônicas tem um frescor que rejuvenesce – até porque, como ele mesmo diz, “o poder é sempre jovem quando é alguma coisa mais do que o poder”.
Profile Image for Lara.
33 reviews
May 7, 2025
Estava procurando algo para ler na biblioteca da escola e encontrei este livro. Gosto de como a leitura não é pesada — a linguagem é fácil de entender. Gostaria de destacar duas crônicas: Rondó da Praça da Liberdade e O Conselheiro. Foram as minhas favoritas e, mesmo que não tenha sido essa a intenção, interpretei a primeira como uma crítica ao urbanismo sem planejamento, e a segunda como uma abordagem descontraída sobre as propagandas.
Inclusive, queria comentar algo: Rondó da Praça da Liberdade não está disponível em sites, e foi muito difícil encontrar uma prova de que essa crônica realmente existia. Não sei por que ela não é conhecida — eu adorei e não entendo por que não é comentada!
Apesar dessas serem, na minha opinião, as que mais se destacaram, todas as crônicas do livro são muito boas. É uma leitura que eu recomendo; gostei muito. No mais, é isso.
Profile Image for Bru Fritsche.
101 reviews
August 17, 2020
Brasilidade foi o que senti ao ler esse livro. Em uma busca pela identidade nacional, um pouco se encontra aqui. Apesar de meio monótono às vezes, é interessante desvendar as opiniões do autor no texto, e as críticas que vêm de forma tão sutil. Leitura de descanso, mas também de reflexão.
Profile Image for Ary.
104 reviews1 follower
September 10, 2024
É curioso como o livro serve, em alguns momentos, quase de obituário de alguns poetas contemporâneos do Drummond. Destaques pras adorações à Cecília Meireles, mais do que merecidas.
Profile Image for Maria Petrova.
12 reviews1 follower
June 26, 2013
Gostei muito das crónicas dedicadas às crianças. Da poesia, não sou muito fã, mas isto é independente do Drummond. Há várias estorinhas realmente engraçadas, vale a pena caçá-las neste livro. As minhas prediletas são: "Literatura", "Assalto" e "Eu, Napoleão".
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