Meu deus eu demorei MUITO pra ler esse livro. Passei por uma ressaca no meio dele. Mas não por causa dele, especificamente. Minha primeira experiência com Daniela Arbex foi pelo livro dela sobre a Boate Kiss, e na minha review eu enfatizo muito sobre como eu gostei que ela aprofundou na história de cada família, pra criar uma conexão maior entre leitor e tragédia. A fórmula é repetita em Cova 312, mas não da forma que eu gostei tanto em Todo Dia a Mesma Noite.
No início foi legal, conhecer a história, tragédias e injustiças que os detentos sofreram durante um período tão cruel que foi nossa ditadura, mas depois de 6 capítulos só falando disso, eu fiquei com tédio, tipo, LEGÍTIMO tédio, de eu pegar o livro pra ler deitada, passar por duas páginas e capotar de sono logo depois. Porém, quando a narrativa voltou ao tempo real, pra parte investigativa do livro, eu devorei ele completamente.
Minha opinião é bamba. Por um lado, eu queria ler esse livro há MUITO tempo e tinha altas expectativas, mas por outro, eu tive que aposentar ele por algumas semanas, começar e terminar outro livro completamente diferente, só pelo fato da repetitividade que o livro se tornou no meio dele… como eu disse, bamba