O que ensinar? A resposta a essa questão é o tema da Teoria do Currículo. Nesta obra introdutória, o autor traça um panorama das diversas correntes que a estudaram, desde as tradicionais às teorias críticas e pós-críticas. Revisa o pensamento de autores como Bourdieu, Bernstein, Freire, Apple e Giroux.
Que síntese! Este livro superou consideravelmente minhas expectativas. O autor trilha um belíssimo caminho percorrendo diversas concepções sobre currículo, abordando as principais teorias e seus respectivos defensores. Além do resumo, breve, mas consideravelmente informativo, o autor lança a sua percepção crítica sobre as diferentes abordagens tratadas no livro. Fiquei realmente fascinado com a diversidade de percepções e teorias que existem sobre currículo, passando pelas teorias tradicionais, críticas e pós-críticas. Um pilar fundamental que percorre por todo o texto é a relação de poder que se relaciona com o currículo. Fica claro e evidente como que uma análise do currículo pode ser superficial se não considerar as estruturas de poder que moldam e estruturam as relações sociais e de produção da sociedade. Importante ter essa elucidação para não ficar restrito a uma análise superficial e deslocada da realidade concreta e social da sociedade que influenciam diretamente a educação e o currículo. Trecho de destaque: “O currículo envolve a construção de significados e valores culturais. O currículo não está simplesmente envolvido com a transmissão de “fatos” e conhecimentos “objetivos”. O currículo é um local onde, ativamente, se produzem e se criam significados sociais.”
A vantagem deste livro é que ele dá um panorama geral da história dos estudos curriculares, ajudando o leitor a situar os principais momentos e movimentos na área. Caracteriza bem o que são as visões tradicionais, críticas e pós-críticas de currículo bem como diversas vertentes que o autor classifica como uma ou outra, os principais autores e eventos que ajudaram a delinear cada movimento e as tentativas de superação de conceitualização anteriores. A desvantagem é justamente tentar encaixar autores e abordagem em uma dessas caixinhas. Às vezes isso causa confusões, pois um autor pode ter produzido em várias dessas categorias em fases diferentes. Adotei esse livro em um curso, e nas discussões em sala de aula percebi algumas confusões causadas por essas simplicações. Por exemplo: "mas se estuda gênero tem que ser pós-crítico", ou "mas o Pinar não é crítico?" De qualquer forma, o livro vem preencher uma lacuna na literatura: a de um livro introdutório que traga vasta quantidade de informação em uma só obra (por sinal super breve - o livro tem só 158 páginas), de forma histórica e comparativa.
O livro traz a história da formação do currículo escolar, nos apresentando diversas teorias de fundamentação. Uma boa leitura com uma descrição clara das diversas vertentes de currículo fazendo uma linha cronológica fantástica com comparações acerca das semelhanças e discrepâncias entre as teorias. Excelente leitura, rápida e clara.
livro muito interessante para entender a formação do currículo escolar e toda a estrutura não só do currículo em si, mas da educação e das estruturas sociais, também tem uma leitura relativamente fácil então fica mais simples de entender