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Lendas de Baldúria #1

Os Portões do Inferno

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Romance de estreia do jornalista André Gordirro e volume inicial da trilogia Lendas de Baldúria, Os portões do inferno reúne o melhor da fantasia épica: guerreiros, magos, monstros, fortalezas, cenários fabulosos e combates sangrentos. Tendo à frente um improvável time de protagonistas – verdadeiros párias que, por acaso, ganham a chance de salvar o mundo de uma tropa de svaltares, estranhos e temidos elfos das profundezas –, o livro junta referências históricas e bíblicas a alegorias da sociedade contemporânea e um alto teor de cultura pop. Com origem direta no RPG, o livro é um bem-vindo cruzamento entre Os doze condenados e O Senhor dos Anéis de ritmo ágil, cheio de reviravoltas e com senso de humor apurado.

384 pages, Paperback

First published August 10, 2015

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About the author

André Gordirro

44 books5 followers

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Profile Image for Newton Nitro.
Author 6 books111 followers
April 11, 2016
Me diverti muito com a leitura de Portões do Inferno, de André Gordirro, de inspiração RPGística e que me lembrou as trocentas campanhas de RPG que mestrei na vida, principalmente porque SEMPRE mestre para um grupo de anti-heróis, só bandido aparece em minha mesa, ou quando não era bandido na criação dos personagens, acabavam virando bandido depois!

Segue a resenha abaixo, SEM SPOILERS, logo depois da sinopse do livro! Então, peguem suas espadas, machados, arcos e flechas, seus grimórios e itens mágicos, e vamo que vamo!

SINOPSE

Anos atrás, Krispinius e Danyanna realizaram um feito heroico: fecharam os Portões do Inferno. Coroados monarcas da atual Krispínia, tornaram-se as pessoas mais influentes daquela parte do continente e, acima de tudo, os responsáveis por garantir que demônios jamais voltem a caminhar pela superfície.

Porém correm rumores do avanço de uma tropa de svaltares – estranhos e temidos elfos das profundezas – em direções aos Portões. Tais relatos, a princípio, não parecem fazer sentido: uma das poucas certezas a respeito desses seres, afinal, é sua vulnerabilidade à luz. O que ninguém imagina, no entanto, é que eles estão dispostos a enfrentar o sol para enfim libertar as trevas.

Enquanto isso, o misterioso Ambrosius reúne seis homens em uma missão para resgatar um rei anão destronado. Os convocados são Baldur, cavaleiro desertor, ferido e sem montaria; Derek Blak, segurança profissional salvo da morte lenta (seria devorado por cães famintos e de dentes gastos); Agnor, feiticeiro expatriado; Kyle, menor infrator; Od-lanor, bardo adamar – espécie antes venerada, hoje em extinção –; e Kalannar, assassino e caçador de recompensas svaltar.

Culturas diferentes, raças rivais, temperamentos explosivos – um grupo heterogêneo, aparentemente destinado ao fracasso, mas que acaba cruzando o caminho da glória: são os únicos capazes de impedir a reabertura dos Portões do Inferno.

RESENHA

Portões do Inferno é um livro de fantasia que cumpre o que propõe, divertir o leitor com uma narrativa de fantasia medieval, ágil, despretensiosa, pop, cheia de ação e pancadaria, cujos protagonistas principais são um bando de párias da sociedade, mercenários amorais atrás de recompensa pessoal e dispostos a matar a tudo e a todos para conseguir ouro. Ou seja, o tipo de personagem que mais aparece nas minhas antigas mesas de D&D e minhas atuais mesas de Old Dragon RPG!

É o livro de estréia de André Gordirro, carioca, é jornalista, crítico de cinema, mestre e jogador de RPG, tradutor e especialista no (mas não limitado ao) universo nerd.

Então, vamos começar o dungeon crawl, pelas técnicas narrativas e o escambau, um dos focos aqui no Nitroblog, e de minhas leituras, eu sempre leio com essa bifurcação mental esquizofrênica; o olhar de escritor vendo a estrutura narrativa, o “maquinário” por trás da prosa, das cenas, etc. e o olhar de leitor, experimentando a narrativa emocionalmente. E em Portões de Ferro não teve jeito, entrou o olhar de RPGista, então, estão avisados, essa é uma resenha de um dinossauro do RPG, com pilhas e mais pilhas de leituras de campanhas de RPG romanceadas, romances baseados em mundos do D&D, etc., já acostumado com esse tipo de narrativa.

O ponto de vista narrativo é onisciente, o que dá um tom mais tradicional na prosa, diferente o que está em voga na literatura de fantasia medieval contemporânea, que normalmente usa terceira pessoa limitada (como Game of Thrones) ou primeira pessoa (como Prince of Thorns, O Nome do Vento). É um ponto de vista narrativo difícil de fazer bem, tem o risco de afastar um pouco o leitor da história com a sensação de assistir “de fora” e a percepção de que existe um narrador manipulando os eventos, mas em Portões do Inferno, o POV onisciente encaixou bem na proposta do livro, ficando claro quando os parágrafos alternavam pelas mentes dos personagens. E o POV onisciente permitiu acelerar a trama, cobrindo muitos eventos em poucas páginas.

A prosa é mais direta, com um estilo mais jornalístico, rápida e sem muitos artifícios literários, resolvendo rapidamente as descrições, e se valendo de sumários narrativos para acelerar a narrativa, o que deixou a leitura bem ágil e acessível.

Como o foco da narrativa é mais na trama, na ação, na aventura em si, o desenvolvimento dos personagens ficou mais restrito, quis saber mais sobre alguns dos protagonistas, mergulhar mais em suas almas, mas toda narrativa de fantasia tem que escolher se foca mais em exploração de personagem ou exploração de cenário e desenvolvimento de trama. Sei como é difícil equilibrar exposição (passar as informações do cenário e da situação da narrativa), desenvolvimento de personagem sumários narrativos e cenas ativas em “tempo real” e ainda assim tacar uns monólogos interiores e elementos do passado dos protagonistas. E “Portões do Inferno” claramente foca mais na trama, o que encaixa bem com a proposta do livro e até mesmo a origem rpgística da narrativa.

Por ter o foco principal na trama, e o de ser o primeiro livro de uma trilogia, o livro traz muita exposição, como é de praxe nesse tipo de narrativa de fantasia medieval, mas achei bem distribuída pelos diálogos e entre as cenas, sem carregar demais o ritmo. Como a história de fundo do cenário é relativamente simples (principalmente para quem está acostumado com a complexidade insana de Malazan, por exemplo!) a exposição focava mais em explicar as motivações dos protagonistas.

O texto me pareceu bem revisado, que é algo que eu valorizo muito (apesar dessas minhas resenhas escritas e postadas com a velocidade clichê de um raio, hahahahaha, muito engraçado Nitro, hahahaha, not!). A revisão e o trabalho de edição é compativel com o que eu esperaria de uma editora importante como a Rocco.

O livro é claramente inspirado em jogos de RPG, principalmente no consciente e no inconsciente coletivo criado pelo RPG Dungeons and Dragons, tanto no modo como se organiza o mundo, as classes dos personagens, as raças humanas e não humanas, a magia, os planos dimensionais, etc, com algumas variações e quebras de expectativas interessantes (que não vou revelar, veio, lêia o livro se quiser saber, uai!).

É mais uma adição a literatura nacional de fantasia brutal, um estilo que curto muito ( é só dar uma olhada nas minhas trocentas resenhas de fantasia brutal _ a minha tradução para o “Grimm fantasy”, tem gente que traduz como “fantasia suja”, mas isso tem um “quê” de pornozão hardcore hahahahahaha, o que não deixa de ser legal também!). O livro entra bem dentro desse gênero da fantasia, protagonistas amorais, sexo, drogas e violência, vícios, palavrões, corrupção moral, escravidão, crueldade, cinismo, humor negro, anarquia estilo filmes dos anos 60, torturas, dentro de uma visão mais sujona e punk dos topos tradicionais da fantasia medieval.

E isso foi o que mais me chamou atenção no livro, o humor bem brasileiro nas farpas trocadas pelo grupo de anti-heróis. Fantasia brutal com humor brasileiro, hahahaha, massavéio demais.

NITROLEITURAS: Os Portões do Inferno ( Lendas de Baldúria #1, 2015) – André Gordirro – 377 pgs | Fantasia Brutal Brasileira #resenha
Gostei muito do grupo de anti-heróis, suas cenas foram os meus momentos favoritos do livro, são bem punks e engraçados, e me lembrou demais das centenas de grupos de aventureiros das minhas sessões de RPG. E Kalannar, um assassino massavéio, sarcástico e com algumas das melhores falas do livro, se tornou o meu favorito. Fica a torcida para um livro só com ele, em primeira pessoal, veio, ia ser doidimais!

Senti falta de mais protagonistas femininas, pois, tirando uma ou outra protagonista, a narrativa é ocupada por uma “homarada dus infernos” por todos os lados. O cenário tem até um exército guerreiras mulheres, cuja capitã aparece um pouco, mas, tirando uma rainha maga, os papéis principais são ocupados por machos de várias espécies. Imagino que seja influência da origem do livro em uma campanha de RPG jogada e mestrada pelo autor, jogadores homens custam a criar personagens femininas, eu sei por experiência própria.

Em suma, o livro é divertido pra caray, bem escrito e revisado (o que é para mim é muito importante, pode ser a prosa mais doidimais, mas o texto estiver mal revisado _ como essa resenha tosca aqui, hahahahaha _ eu paro de ler na hora, veio!). Um livro que vai agradar a galera que curte RPGs e narrativa de fantasia com bastante ação épica, pancadaria, aventura, combates de exércitos, etc. e vai dar vontade de jogar com os compadres (me deu essa vontade, pelo menos).

E isso aí, e que venham mais livros e mais leitores (o mais importante!) de fantasia brutal brasileira!

RECOMENADO PARA QUEM:

Curte RPGs de fantasia medieval
Já jogou com um grupo de aventureiros amorais e mercenários
Curte Fantasia Medieval com foco em trama, muita ação e pancadaria, batalhas épicas, vilões cruéis, heróis de moralidade duvidosa e grupo de aventureiros que passa o tempo todo brigando entre si. E que a história rola sem enrolações.
Curte narrativas ágeis, com referências nerds
Curte Dungeons and Dragons
Gosta de fantasia brutal misturada com humor negro


NITROLEITURAS: Os Portões do Inferno ( Lendas de Baldúria #1, 2015) – André Gordirro – 377 pgs | Fantasia Brutal Brasileira

Período de Leitura: 29.07.2015 a 01.08.2015

PRÓXIMA LEITURA:

NITROLEITURAS: Satori ( Shibumi #00, 2011) – Don Winslow – 513 pgs

Iniciando uma viagem no mundo da narrativa de thrillers de ação, para estudar as técnicas narrativas e me divertir, uai, ler é diversão também sô, lerei meu primeiro livro do badalado Don Winslow!

Uns chegados fanáticos por thrillers me recomendaram fanáticamente a leitura do mega-clássico Shibumi (1979), do mestre Trevanian, e depois que descobri que o Don Winslow (o atual escritor favorito do Warren “Authority” Ellis!!!!) escreveu um romance-prólogo do Shibumi, e como sou viciado em ler livros em séries, catei logo o Satori, que narra o passado do Nicholai Hel, o perigosíssimo , anti-herói do Trevanian.
Profile Image for Paulo Vinicius Figueiredo dos Santos.
977 reviews12 followers
May 19, 2016
Gostei da história e me lembrou os tempos em que eu jogava RPG com os meus amigos. Tem aquele estilo tradicional dos aventureiros tentando salvar o mundo das forças malignas. Acho que o autor poderia ter ousado mais e escrito uma história memorável, mas eu curti a leitura.
5 reviews
February 19, 2019
Apesar da escrita ser bem simples a história em si te faz pensar que está dentro de uma campanha de RPG, o que por um lado é bem legal e por outro faz a história e os personagens serem simples e planos, mas não posso tirar o mérito do livro por ter me divertido e feito-me termina-lo em poucos dias
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