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Ovelha - Memórias de um Pastor Gay

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Ovelha - Este livro, estreia impressionante de um jovem e talentoso escritor, é o relato pecaminoso de um decadente. A história de um homem religioso e carismático, temente a Deus, mas amante insaciável de sua própria carne exótica, a carne de outros homens.Um pastor gay, casado com uma ex-prostituta, filho de uma fanática religiosa. Neurótico e depravado. E agora condenado.Internado no hospital, debilitado e com um segredo de uma tonelada nas costas, este personagem atormentado decide libertar-se de seus demônios e relatar seu drama.Num relato cru e sem censura, ele literalmente vomita seus trinta anos de calvário e charlatanice na cara da congregação (e de qualquer um que se interesse por um bom inferno). Sexo, paranoia, corrupção e destruição são os ingredientes tóxicos dessa obra provocante, polêmica e inovadora.

232 pages, Paperback

First published July 1, 2015

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About the author

Gustavo Magnani

3 books2 followers

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Community Reviews

5 stars
19 (16%)
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32 (28%)
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45 (39%)
2 stars
14 (12%)
1 star
4 (3%)
Displaying 1 - 13 of 13 reviews
Profile Image for Cami Rocha.
39 reviews9 followers
November 11, 2015
Eu tive a impressão durante a leitura que o autor forçou a mão em algumas polêmicas. Não precisava disso. A escrita seca, direta e descritiva já diz tudo. Você percebe quando ele exagera em alguns aspectos. Não estou falando nem do conteúdo sexual, porque gostei de como ele colocou as coisas como ela são, sem firulas. É uma leitura rápida de que te prende. As vezes os sermões evangélicos me deixava de saco cheio mas aquilo ali faz parte do universo do personagem, então eu prossegui a leitura. Não pensei nenhuma vez em parar. O penúltimo capítulo foi ótimo mas o desfecho foi sensacional. O livro vale pelo sermão final. É de arrepiar, eu vibrei aqui em casa.
Profile Image for Marcos Tavares.
434 reviews9 followers
October 11, 2015
Ele foi criado desde cedo com uma missão: ser um grande pastor, arrebatador de fiéis por onde passasse. Sua mãe, mulher temente a Deus e criada fortemente na crença, o colocou nessa situação desde o momento de seu nascimento, não podendo haver nenhuma outra alternativa para o seu futuro. Desde pequeno ele sabia que teria que, um dia, subir ao púlpito da igreja e discursar como os grandes profetas. E assim foi. Ele virou pastor evangélico, homem de fé, guia espiritual dos evangélicos. Proferia grandes discursos de ódio a tudo o que não estivesse na Bíblia e fazia de seus servos, fiéis devotos de sua igreja. Porém, ao retirar essa máscara, ele revelava quem ele realmente era.

"Nasci viado, amém!" era o seu discurso. Dividido entre a sua vida de homem de fé e sua homossexualidade, ele se colocava nos dois extremos do maior debate atual sobre a fé humana. Era apontado e apontava a si mesmo. Criticava seus próprios atos, cometidos na surdina. Casou-se com uma ex-prostituta convertida, com quem nunca conseguiu ter filhos. Até então, conseguia dividir seu tempo entre a igreja e as saunas gays que frequentava, sem ter a sua fara descoberta por ninguém. Porém, algo acontece em seu destino e sua vida fica, literalmente, por um fio.

Ovelha - Memórias de Um Pastor Gay é o romance de estreia de Gustavo Magnani e se autointitula um livro polêmico. A temática abordada não poderia ser mais condizente no país em que o debate "gays x igreja" se acirra a cada dia em várias esferas da sociedade, seja em redes sociais, seja no congresso nacional.

No entanto, quando um livro é polêmico ele o é sem precisar ser. A polêmica vem da naturalidade, da pequena perturbação da realidade e não da tentativa de alterá-la. Explico: quando um livro vira polêmico ele, no geral, não foi escrito com tal intuito. Sim, o autor pode tocar em assuntos que dão o que falar, mas a polêmica na escrita se dá de forma natural, na maioria das vezes nas entrelinhas, sem sair de forma forçada ou explícita demais no texto. Dom Casmurro, por exemplo, não foi escrito com a intenção de se falar sobre os direitos femininos ou sobre a igualdade de sexos, assuntos que eram a polêmica da época, mas seu final se tornou polêmico com o tempo, com a leitura, com os leitores. O que quero dizer é que a polêmica deve ser dita como tal uma vez que o livro atinge o público leitor e não antecipadamente.

Expliquei tudo isso para dizer que a minha leitura de Ovelha tendeu por este caminho. Achei que o livro foi forçado em vários momentos, como se estivesse gritando para ser polêmico de forma exagerada. O autor escreve bem, isso é fato. Gustavo consegue criar um eixo narrativo com uma boa trama, trazendo uma ordem lógica de seus elementos. Mas, ao pegar um tema que já é polêmica pura e aumentar ainda mais esse grau usando de elementos e cenas que muitas vezes só servem para chocar ou tentar criar uma situação controversa para o leitor, ele acaba soando exacerbado demais e tentando reforçar a ideia de que o livro é polêmico por goela abaixo.

O final do livro, no entanto, é excelente. "O sermão que nunca tive coragem de dar", título do último capítulo, é forte e corajoso e consegue resumir com destreza todo o texto. No mais, o livro traz uma leitura rápida e bastante condensada.

site: http://www.capaetitulo.com.br/2015/09...
Profile Image for Milena.
132 reviews2 followers
November 9, 2015
Talvez minha expectativa tenha sido alta porque escutei alguns podcasts (30:Min e CabulosoCast) sobre o livro com o autor, Gustavo Magnani, onde os convidados o encheram de elogios e boas críticas. Estou aberta para dar uma segunda chance ao autor, em outro livro. Esse, definitivamente, só não leva uma estrelinha porque acredito em um potencial futuro.

O livro conta a história de um homem que é gay, e a vida familiar o levou a ser pastor. Todo o temor de ter um filho gay, temida aberração, fez uma mãe evangélica fervorosa a construir caminhos que o encurralassem a fim de que sua orientação sexual fosse reprimida. Assim, esse pastor vive uma vida dupla (como tantos homens por aí) e resolve contar sua história nessas memórias, que serão públicas após a sua morte iminente.

Seria um livro interessante, uma boa crítica às hipocrisias da igreja e da sociedade. Mas não foi. O que mais me incomodou foi o linguajar chulo desnecessário: não por ser chulo, mas porque foi desnecessário, colocado alí pra chocar, e não provocar. Deixo claro que nem religiosa nem puritana sou. Mas a linguagem do pastor não foi real, porque o pastor é um grande covarde, nem seu nome conhecemos. Nunca ele escreveria (e talvez nem pensasse) dessa forma! No último quarto do livro o autor abandona a necessidade de chocar, aí o livro flui melhor.

Outro ponto que me incomodou muito foi o uso da palavra "senhor" pra se referir ao leitor. Primeiro porque, por se tratar de tema religioso, ficava sempre a dúvida se a palavra se referia a mim ou a deus. Segundo, e principalmente, porque não sou gênero masculino. Tratar o leitor por você seria melhor e resolveria o problema.

o livro tem seus pontos interessantes: o Gustavo Magnani apresenta a história por meio de vários olhares que se intercalam nos diversos capítulos: aqueles com a visão das crianças na escola bíblica e os com os trechos do livro apócrifo ficaram muito bons e interessantes.

Por fim: não recomendo o livro, mas poderia recomendar um segundo livro do autor.
Profile Image for Lucas Rafael.
Author 9 books9 followers
July 30, 2015
O livro trata de temas polêmicos e é pesado e bastante denso, além de fazer ótimas e precisas críticas.
A história e a estrutura ficaram ótimas, muito bem executado.
Profile Image for Felipe Vieira.
791 reviews19 followers
July 28, 2022
Terminei "Ovelha - memórias de uma pastor gay" e apesar de achar que o livro melhorou consideravelmente nas duas ultimas partes acredito que o autor quis ser mais polêmico do que crítico. Podemos ver isso na última frase do livro. Certas passagens são desnecessárias. Até consegui me identificar com algumas frases. É um livro ok, mas que poderia ser melhor.
Profile Image for Marcos Tavares.
434 reviews9 followers
September 28, 2015
Ele foi criado desde cedo com uma missão: ser um grande pastor, arrebatador de fiéis por onde passasse. Sua mãe, mulher temente a Deus e criada fortemente na crença, o colocou nessa situação desde o momento de seu nascimento, não podendo haver nenhuma outra alternativa para o seu futuro. Desde pequeno ele sabia que teria que, um dia, subir ao púlpito da igreja e discursar como os grandes profetas. E assim foi. Ele virou pastor evangélico, homem de fé, guia espiritual dos evangélicos. Proferia grandes discursos de ódio a tudo o que não estivesse na Bíblia e fazia de seus servos, fiéis devotos de sua igreja. Porém, ao retirar essa máscara, ele revelava quem ele realmente era.

"Nasci viado, amém!" era o seu discurso. Dividido entre a sua vida de homem de fé e sua homossexualidade, ele se colocava nos dois extremos do maior debate atual sobre a fé humana. Era apontado e apontava a si mesmo. Criticava seus próprios atos, cometidos na surdina. Casou-se com uma ex-prostituta convertida, com quem nunca conseguiu ter filhos. Até então, conseguia dividir seu tempo entre a igreja e as saunas gays que frequentava, sem ter a sua fara descoberta por ninguém. Porém, algo acontece em seu destino e sua vida fica, literalmente, por um fio.

Ovelha - Memórias de Um Pastor Gay é o romance de estreia de Gustavo Magnani e se autointitula um livro polêmico. A temática abordada não poderia ser mais condizente no país em que o debate "gays x igreja" se acirra a cada dia em várias esferas da sociedade, seja em redes sociais, seja no congresso nacional.

No entanto, quando um livro é polêmico ele o é sem precisar ser. A polêmica vem da naturalidade, da pequena perturbação da realidade e não da tentativa de alterá-la. Explico: quando um livro vira polêmico ele, no geral, não foi escrito com tal intuito. Sim, o autor pode tocar em assuntos que dão o que falar, mas a polêmica na escrita se dá de forma natural, na maioria das vezes nas entrelinhas, sem sair de forma forçada ou explícita demais no texto. Dom Casmurro, por exemplo, não foi escrito com a intenção de se falar sobre os direitos femininos ou sobre a igualdade de sexos, assuntos que eram a polêmica da época, mas seu final se tornou polêmico com o tempo, com a leitura, com os leitores. O que quero dizer é que a polêmica deve ser dita como tal uma vez que o livro atinge o público leitor e não antecipadamente.

Expliquei tudo isso para dizer que a minha leitura de Ovelha tendeu por este caminho. Achei que o livro foi forçado em vários momentos, como se estivesse gritando para ser polêmico de forma exagerada. O autor escreve bem, isso é fato. Gustavo consegue criar um eixo narrativo com uma boa trama, trazendo uma ordem lógica de seus elementos. Mas, ao pegar um tema que já é polêmica pura e aumentar ainda mais esse grau usando de elementos e cenas que muitas vezes só servem para chocar ou tentar criar uma situação controversa para o leitor, ele acaba soando exacerbado demais e tentando reforçar a ideia de que o livro é polêmico por goela abaixo.

O final do livro, no entanto, é excelente. "O sermão que nunca tive coragem de dar", título do último capítulo, é forte e corajoso e consegue resumir com destreza todo o texto. No mais, o livro traz uma leitura rápida e bastante condensada.

site: http://www.capaetitulo.com.br/2015/09...
Profile Image for Mariana.
7 reviews1 follower
August 14, 2020
"Drogados, assassinos, bêbados, ladrões, mentirosos, adúlteros, caluniadores, falsos, todos sempre foram aceitos na igreja. Gays, não. 'Amamos o pecador, mas não o pecado', quanta balela..."

Quando fica doente, um pastor evangélico casado, escreve um diário para lidar com o passado. Dessa forma, claro, o livro é escrito em primeira pessoa e é fragmentado, tal qual a própria memória. Quando lembramos do passado, não necessariamente o vemos de forma cronológica ou organizada. Às vezes, e arrisco dizer, a maioria das vezes, as memórias se atropelam e surgem desordenadas. Além disso, nossas memórias estão sempre enviesadas por um ponto de vista: o nosso. E assim são os capítulos do livro.

Como o título do livro indica, a escrita desse diário tem a intenção de lidar com um ponto específico: a homossexualidade em um ambiente religioso. Registra a criação e a infância desse personagem, cercado de culpa e medo, passando pela descoberta de sua sexualidade e suas experiências, até a proximidade da morte com a doença.

Um diário é um espaço íntimo em que aquele que escreve pode se expressar da maneira como bem quiser, sem se preocupar com as regras da boa educação. Por isso, não espere uma linguagem polida. Isso contrasta de forma gritante com a imagem social que o personagem apresenta de homem religioso e contido. Pelo menos naquele instante de escrita, ele pode ser quem é ou quem quiser.

Os capítulos são curtos, recheados de críticas, muitas vezes há interlocução direta com Deus, com outros personagens do livro (dizendo, por exemplo, que fizesse tal coisa com o diário quando o encontrasse) e até com o próprio leitor. Não deu para não pensar na forma de "Memórias Póstumas de Brás Cubas", de Machado de Assis, enquanto lia. Mas se Machado criticava a elite brasileira, "Ovelha" se direciona para outro grupo: o religioso.

O próprio texto sinaliza para Brás Cubas de forma direta. E com isso, é preciso sempre levar em consideração as particularidades de uma narrativa em primeira pessoa. O que está sendo contado passa pelo crivo desse personagem. Sabemos o que ele quer que saibamos, e da forma como ele quer. Isso pode ser percebido nas contradições internas (e propositais) do livro, como os diferentes nomes pelo qual esse narrador-personagem é chamado. Mas isso não torna menos importante (e real) a mensagem que a narrativa manda sobre a hipocrisia e os preconceitos presentes não só no grupo religioso, mas na própria sociedade brasileira.

A linguagem do livro constantemente remete ao bíblico, mas isso não atrapalha quem não está familiarizado com o ambiente religioso. Aliás, o livro fecha com um capítulo intitulado "O sermão que nunca tive coragem de dar", que manda um belo recado.
Profile Image for Milena.
132 reviews2 followers
January 4, 2016
Talvez minha expectativa tenha sido alta porque escutei alguns podcasts (30:Min e CabulosoCast) sobre o livro com o autor, Gustavo Magnani, onde os convidados o encheram de elogios e boas críticas. Estou aberta para dar uma segunda chance ao autor, em outro livro. Esse, definitivamente, só não leva uma estrelinha porque acredito em um potencial futuro.

O livro conta a história de um homem que é gay, e a vida familiar o levou a ser pastor. Todo o temor de ter um filho gay, temida aberração, fez uma mãe evangélica fervorosa a construir caminhos que o encurralassem a fim de que sua orientação sexual fosse reprimida. Assim, esse pastor vive uma vida dupla (como tantos homens por aí) e resolve contar sua história nessas memórias, que serão públicas após a sua morte iminente.

Seria um livro interessante, uma boa crítica às hipocrisias da igreja e da sociedade. Mas não foi. O que mais me incomodou foi o linguajar chulo desnecessário: não por ser chulo, mas porque foi desnecessário, colocado alí pra chocar, e não provocar. Deixo claro que nem religiosa nem puritana sou. Mas a linguagem do pastor não foi real, porque o pastor é um grande covarde, nem seu nome conhecemos. Nunca ele escreveria (e talvez nem pensasse) dessa forma! No último quarto do livro o autor abandona a necessidade de chocar, aí o livro flui melhor.

Outro ponto que me incomodou muito foi o uso da palavra "senhor" pra se referir ao leitor. Primeiro porque, por se tratar de tema religioso, ficava sempre a dúvida se a palavra se referia a mim ou a deus. Segundo, e principalmente, porque não sou gênero masculino. Tratar o leitor por você seria melhor e resolveria o problema.

o livro tem seus pontos interessantes: o Gustavo Magnani apresenta a história por meio de vários olhares que se intercalam nos diversos capítulos: aqueles com a visão das crianças na escola bíblica e os com os trechos do livro apócrifo ficaram muito bons e interessantes.

Por fim: não recomendo o livro, mas poderia recomendar um segundo livro do autor.


Profile Image for Douglas Costa.
4 reviews
January 21, 2016
claramente a linguagem adotada no livro foi usada para chocar as pessoas, bom o Autor atingiu, na maior parte do livro, o seu objetivo, porém em alguns momentos se excedeu. ainda assim, a experiência de leitura não diminuída em nada, sendo devidamente mostrado o conflito do personagem principal, a sua superficialidade...

porém, não consegui me colocar no lugar do protagonista, o personagem simplesmente não conseguiu me cativar, talvez esta não seja a intenção do autor, por isso tirei pontos do livro, não sofri com ele, ainda que tenha compreendido o dilema.

no mais, a escrita é muito boa e de fácil leitura.
Profile Image for Daniel Thomás.
10 reviews
February 5, 2016
Esse livro me deixa angustiado, pelo fato de o personagem principal se colocar como a maior vítima do mundo, com pouquissimo arrependimento pelo que ele fez outras pessoas passarem, tanto sua família, no sentimento de culpa da sua mulher(que ela realmente nunca teve) quanto das pessoas que ele deve ter destruído a vida pregando a elas e às suas familias que ser gay é errado. Alguns momentos ele faz algumas menções interessantes a bíblia, mas algumas vezes sem sentido, deixando meio chato.
Profile Image for Eric Novello.
Author 67 books567 followers
July 29, 2015
Muito boa a estreia do Magnani.
Usa bem tanto a forma quanto o conteúdo.
Displaying 1 - 13 of 13 reviews

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