História do Futuro é um grandioso livro de reportagem em que a jornalista Míriam Leitão mapeia o território do que está por vir com base em entrevistas, viagens, análises de dados e depoimentos de especialistas, depois de três anos de pesquisas.
Ela aponta tendências que não podem ser ignoradas em áreas como meio ambiente e clima, demografia, educação, economia, política, saúde, energia, agricultura, tecnologia, cidades e mundo. E adianta que o futuro será implacável para os países que não se prepararem para ele.
Leitura obrigatória para quem deseja conhecer em profundidade as perspectivas para o país. Em linguagem acessível, a autora apresenta o resultado de suas extensas investigações sobre o que está por vir, alternando dados com histórias de interesse humano que ilustram as tendências para o futuro.
A autora é a uma jornalista das mais premiadas do país, tendo conquistado o prêmio Jabuti de Não Ficção em 2012. Já recebeu os prêmios Jornalismo para Tolerância, Jornalismo Econômico, concedido pela Ordem dos Economistas do Brasil, e o Prêmio Esso de Informação Científica, Tecnológica ou Ambiental.
Quando comecei a ler esse livro, eu realmente gostei: Miriam começa falando sobre as alterações climáticas e a destruição dos recursos naturais, mostrando o que deu de errado e o que foi feito para corrigir esses problemas, de uma forma brilhante.
Na segunda parte é discutido o problema do envelhecimento da população, mostrando que estamos nos aproximando do ponto em que a população brasileira vai começar a se reduzir e a pirâmide de contribuição da previdência está se invertendo. Segurança entra nessa estatística, já que além de menos filhos, a faixa hetaria que entraria no mercado de trabalho acaba morrendo antes de conseguir chegar a isso (e começar a contribuir).
Terceira parte fala da educação, justamente porque a população está se reduzindo, pedindo para que os trabalhadores do futuro sejam melhores educados e preparados para mudar de situação.
E aí ela fala de economia e a coisa despenca.
Ela comenta os problemas de corrupção no país -- atualizado para até o que se sabia no final de 2015, de uma forma realmente ampla e bem melhor explicado do que qualquer publicação jornalistica por aí -- mas na parte de soluções só são citados os bons e velhos discursos de sempre: desinchar o governo, abrir barreira, reforma tributária, etc, etc, etc.
Acontece que se fosse fácil, já teria sido feito. Enquanto jornalista de economia -- o que garante um conhecimento maior do que a maioria das pessoas -- sair gritando as velhas discussões de sempre sem apresentar uma solução é triste. E soa pior justamente porque ela É jornalista de economia.
(Não discordo que tem que ser feito, mas ficar simplesmente na discussão sem apresentar soluções, mesmo a longo prazo...)
Desse ponto em frente, o castelo de cartas começa a desmoronar. É preciso ensinar as pessoas a poupar, mas é preciso estimular a indústria (se as pessoas estão poupando, a indústria vai vender pra quem?); o mundo está passando para a transformação digital e educação deveria usar esse recurso melhor, apresentando o mundo para as crianças, mas é preciso fazer a indústria ser o maior contribuidor do PIB (minha senhor, se o mundo está virando digital, não deveríamos focar nisso, que é serviço?); as escolas tem que ensinar a pensar, mas é preciso ensinar, desde criança, a poupar (mas se era ensinar a pensar, pra que ter algo específico?); é preciso fazer crescer o PIB com ajuda à indústria, mas o PIB não é uma métrica boa (sem comentários); poluição causa vários problemas de saúde e geração de energia limpa é o futuro, mas é preciso fazer com que a petrobrás tenha uma produção maior (temos que reduzir poluição, mas é preciso investir numa empresa que produz poluição?); quem precisa resolver os problemas do trânsito são as cidades, mas o culpado é o Federal por ter reduzido IPI... E por aí vai.
Não que o livro não seja interessante pela quantidade de informações existentes. O problema é que, numa tentativa de mostrar caminhos para o Brasil do futuro, Miriam acaba sugerindo fazer coisas dispersas. É como perguntar para alguém como chegar num restaurante e essa pessoa dizer que deve-se pegar a direita e a esquerda ao mesmo tempo. Simplesmente, não é possível.
Fora as questões lógicas do conteúdo, existe um problema de edição: vários pontos aparecem com conteúdo repetido, como se a autora tivesse escrito pedaços em momentos diferentes e sequer releu o capítulo novamente para verificar se não há duplicação.
No fim, é um livro interessante pelas informações, mas como sugestões de futuro, parece mais uma tentativa de atirar várias pedras pra ver qual, daqui a alguns anos, atingiu o alvo -- e, as que não atingiram, serão solenemente ignoradas.
Excelente livro para quem quer entender um pouco de como o Brasil chegou onde está e quais são seus horizontes e suas perspectivas para o futuro. O livro me encheu de otimismo sobre o que podemos ser como Nação.
(PT) O futuro do Brasil nas próximas décadas será aquilo que os brasileiros quiserem. E tem tudo para dar certo, se, por um lado, entender o que aí vem em termos demográficos, industriais, tecnológicos e humanos, e por outro, como lidar com os problemas de hoje e resolvê-los.
Não dá para discordar do economista André Medici, funcionário do Banco Mundial, sobre sua opinião em relação à premiada jornalista Miriam Leitao. Para o economista, Miriam é uma profissional excepcional e tem tido uma grande contribuição para a nossa democracia e estabilidade da economia, por meio daquilo que escreve. Medici é um dos dezenas de especialistas citados pela jornalista no seu recente livro, “História do futuro”. Para quem teve a oportunidade de ler o reconhecido “Saga brasileira”, Prêmio Jabuti 2012, sabe da tremenda capacidade de Miriam em contextualizar informações primordiais e transformá-las em livros de rico conteúdo. No seu título recém-lançado, a jornalista mostra, mais uma vez, sua habilidade para sintetizar de forma clara e objetiva a posição de nosso país, expondo os acertos e os erros do presente e do passado tendo. Ao traçar uma meta para o futuro do Brasil, ela vai além da obviedade encontrada na mídia. Com convicção, Miriam expõe o seu domínio nas mais diversas áreas e setores do Brasil e do mundo, confirmando o modelo de jornalismo infelizmente raro nos dias de hoje. “História do futuro” apresenta centenas de dados precisos e credíveis que oferecem grandes chances à jornalista de, novamente, ter o reconhecimento da Câmara Brasileira do Livro. Torço para isso! Fica a dica de um livro para ser lido e relido.
o tema é muito interessante e a autora aborda fatos relevantes e instigantes, porém a repetição das argumentações e fatos torna a leitura um pouco cansativa.
nesse livro,a Miriam teve coragem de escrever (extensamente) sobre temas que ainda são extremamente ignorados no país de proteção cultural a populações nativas até ao futuro das nações,o livro percorre temas que precisam de bastante atenção no dia a dia do brasileiro comum após ler esse livro,e em conjunto com minha formação em curso e os outros livros que li,acredito que o mais fatal das postergações que o Brasil tenha feito seja na área de infraestrutura e saneamento como dito no livro,a situação sanitária e até mesmo a produtividade poderiam desparar MUITO por conta de investimentos nesse setores,e principalmente em áreas mais esquecidas,como o Norte/Nordeste do país
enxergo o livro como um ótimo manual do que devemos investir para construirmos um futuro próspero do nosso país e com a mínima esperança,devemos enxergar o horizonte a nossa frente
Miriam Leitão nos leva para uma viagem pelo Brasil de ontem e se hoje para mostrar como será o amanhã, já admitindo no meio do caminho que esse futuro não tem nada de certo e que ela muito provavelmente estará errada. Bastante longa. a narrativa do livro é boa para ignorantes nacionais como eu, que não sabem muito bem do passado e dos traumas dos brasileiros, mas acaba sendo um pouco repetitiva e cansativa.
Li os capítulos que mais me interessavam. O livro é uma coletânea de ensaios sobre diversos aspectos do país. É bom, mas não é espetacular. Está até meio desatualizado e precisando de revisões.
A Miriam Leitão traz uma boa visão do que o Brasil precisa fazer para ser um país melhor no futuro.
O livro descreve vários dos problemas e desafios que o Brasil tem hoje, em várias áreas, como demografia, política, educação e tecnologia, e a Miriam propõe soluções e alternativas, pensando sempre no médio e longo prazo. Ela cita fontes exaustivamente, o que demonstra o cuidado que ela teve em pesquisar cada tema. Mais de uma vez, no entanto, ela emite opiniões que parecem muito otimistas, ainda mais olhando o cenário que vivemos atualmente, mas essas opiniões vêm mais da experiência de vida que ela teve em momentos de dificuldade do nosso país e, por isso, ela demonstra acreditar que o Brasil ainda tem jeito.
É um livro que em certas partes pode desagradar quem tem visão política mais extremista, porque o que ela busca justamente é um caminho moderado, com políticas que beneficiem o Brasil.
Pontos positivos: - Linguagem simples e direta, misturando dados com opiniões da Miriam Leitão, construídas após amplo trabalho de pesquisa com especialistas de diversas áreas (economistas, climatólogos, políticos,...). - A visão da Miriam sobre as principais questões que envolvem o futuro do Brasil tem um viés liberal (no sentido econômico) e humano, entendendo a modernização da economia, a integração étnica, o respeito ao meio-ambiente e o aproveitamento dos diferenciais de cada região como as únicas formas de aproveitarmos ao máximo as nossas potencialidades.
Pontos negativos: - Acho que ela não sugere nenhuma solução inovadora para os grandes desafios do país, ou seja, nada diferente daquilo que encontramos facilmente veiculado na mídia por alguns especialistas. - O livro falha em repetir algumas informações e idéias, tornando a leitura menos dinâmica do que poderia ser. - As questões abordadas carecem de profundidade. Esperava mais detalhes e dados em algumas das questões tratadas, tais como a tendência do setor de geração energética e de telecomunicações. Além disso, ela não fala especificamente sobre os impactos que a 3a (ou 4a) revolução industrial terão na nossa sociedade.
De forma geral, é um bom livro, com vários dados interessantes sobre as principais questões do país, mas que os aborda muito superficialmente.
Com ótima narrativa a jornalista nos põe para pensar o que queremos do Brasil no futuro. Com argumentos concretos, fatos e dados nos mostra onde evoluímos e onde devemos focar para nos tornamos uma nação ainda maior, a nação do futuro. São grandes os desafios, mas precisam ser encarados se quisermos um futuro concreto para o nosso país.