Suite à une étonnante intervention du destin, un jeune soldat vit la fin de la Seconde Guerre mondiale caché dans un grenier avec vue sur la place du village...
[9/10] If you were ever in doubt whether comic books deserve to be considered a proper art-form, you need only to check out this two volume story by Jean-Pierre Gibrat. His use of fine line drawing and aquarelle painting for his panels is without equal in the field. The colour palette and the expresivity of his character portraits almost make me ignore the actual story behind the artwork, but I went back and re-read each passage, and I was rewarded with a powerful, yet understated personal drama that includes romance, war, politics, friendship and an irrepresible zest for life amid all the privations under the German Occupation.
The main character is Lucien, a young man who escapes from a train taking him to a forced labor camp in Germany just before said train is destroyed in an Allied bombardment. Now everybody in his village believes him dead, so he has to hide in an abandoned school. From a window up high he witnesses his own funeral, the passing of the seasons, the villagers going about their life in the town square, he spies on his fiancee Cecile through a telescope, and he follows from afar the conflict between the local Resistance and the collaborationist militia. The reader joins Lucien in his leisurely voyeuristic activities, later following him on nighttime prowls trough the empty fields or streets, and finally in the second album, reuniting with Cecile and getting mixed up with the Resistance.
The real star of the story for me was the (imaginary?) village of Cambeyrac, cca. 1943. Situated in the mountainous region of Cevennes, in the south of France, it reminded me of places I’ve seen as I passed through a region now more famous for its Millau suspension bridge. Sturdy stone houses, narrow and serpentine side streets leading to cosy market squares, verdant fields and rocky outcrops around the village, sidewalk cafes, shady boules courts, stone fountains, accordion players busking in a corner – a charming portrait that is now drowned by busloads of camera totting tourists.
A minor warning: the story is adult oriented due to some explicit sensual content (Cecile is really HOT!). The pacing could be considered too leisurely by some readers more used to action comics, but for me the boredom and the tranquility of Lucien’s isolation were the whole point of the story.
The title can be translated as the reprieve, or, if you prefer, the respite, prolongement, deferment. All variants valid as they explain the sense of being stranded out of time and place as Lucien watches from his high window life going on without him. Will he be able, with the help of Cecile, to find his way back into the vibrant life of his picturesque home village? Will he join the fight against the Germans or consider himself absolved of all responsibility in his incognito hideaway? Or will he remain a ghost of the war years, slowly fading from the memory of friends and relatives? Read to find out.
After this, the next Gibrat album: Le vol du corbeau becomes a priority.
Solid work of art; every beautifully painted panel worth framing. Genial individual character designs, and well-organized color palettes to convey various peaceful moods and gorgeous lighting. Pleasantly quiet story too.
“Destino Adiado” Tomo I, um livro de banda desenhada do francês Gibrat (n. 1954), numa publicação conjunta do jornal Público/Edições Asa, Volume 7 da Colecção Grandes Autores de Banda Desenhada editada em Portugal em 2008. França, Junho de 1943, durante a ocupação nazi, Julien é forçado a ir trabalhar para a Alemanha; de uma forma arrojada consegue saltar do comboio em andamento, sobrevivendo, de modo a conseguir regressar à sua pequena vila de Cambeyrac. O comboio que tinha como destino a Alemanha foi bombardeado e destruído pela aviação dos Aliados. Nos destroços acabam por encontrar a carteira de Julien no bolso de uma das vítimas. Julien oficialmente estava “morto”. Com a cumplicidade da sua tia Angèle, Julien refugia-se numa casa abandonada pertencente a um professor primário deportado. Numa localização privilegiada na praça central da pequena vila de Cambeyrac Julien acaba por assistir ao seu próprio enterro. “Faz-me alguma confusão, aquele tipo que me substitui no caixão… pobre rapaz… dito isto continuemos… não só me roubou a carteira como também me rouba o lugar no cemitério!” (Pág. 19) E depois há a lindíssima Cécile Cadrieux, que tem consolo na leitura de Zola, e a resistência gaulesa… O desenho de Gibrat evidencia uma naturalidade deslumbrante e o argumento é uma história muito interessante, num contexto dramático da 2º Guerra Mundial, durante a ocupação alemã, numa crónica realista do dia-a-dia de uma pequena vila francesa, num quadro de medo, ansiedade e tragédia, com personagens e paisagens inesquecíveis.
I think the english translation of the title is "The Reprieve." I'd have liked this better if I'd have liked the main character better. He's a local boy in hiding, having staged his own death to escape being conscripted by the occupying German army, and he spends his days obsessing over his former girlfriend (and spying on her... as close to stalking as you can get when you're stuck in a loft and can't go out).
I love the portrait of the French village during wartime.
I read this in the Norwegian translation after I came across it at the library. Liked the (very French) sense of humour, the twists in the plot. The art was a bit uneven, sometimes very good, other places not quite proportional.
I read this translated to Norwegian. A dramatic story from WW II France, well told. Humourous, unexpected twists in the plot. A bit dwelling at times, and I don't always share the French sense of humour. The illustrations are absolutely fantastic.
(PT) Em junho de 1943, Julien volta a casa depois de ter escapado do STO, o Serviço de Trabalho Obrigatório. Pouco depois, sabe que o seu comboio foi bombardeado e foi dado como morto. E o que fe, nesse tempo? Esconde-se dentro da casa do sr. Thomassin, o professor, e ê passar os dias enquanto observa a vida passar no campo, entre os pingos da guerra, a MIlicia, a Resistência e o dia em que vê passar uma caravana de alemães em trânsito...
Une histoire vraie de la fin de guerre ... En 1943 à Cambeyrac, Julien est obligé de se cacher parce qu’il a déserté... Mais les détails sont issus de l’imagination d’un dessinateur qui écrit pour la première fois... Magnifique!
La grande Histoire par le suivi d'une belle histoire, d'amour d'abord, mais aussi une tranche de vie pendant la seconde guerre mondiale. Les personnages sont parfois un peu a l'eau de rose, mais on s'y attache, tout comme au beau coup de crayon.
J'ai vraiment adoré. L'histoire, le contexte, les personnages, le déroulement des événements, sans oublier les illustrations, vraiment une super découverte!
Publicado na Colecção Grandes Autores de Banda Desenhada este volume duplo de Destino adiado de Gribat conta a história de um rapaz que deserta da guerra, mas, por sorte, é dado como morto – o comboio onde era suposto viajar sofre um aparatoso acidente e os papéis de identidade estavam com um corpo irreconhecível.
Escondido na vila onde sempre viveu, na casa do seu antigo professor, levado à força pela milícia e tendo, como única companhia a tia que sabe da sua sobrevivência, Julien assiste ao quotidiano da vila num local privilegiado. De uma janela bem posicionada vê, no cemitério, o seu próprio funeral, de outra, vê a sua amada servir numa esplanada e os avanços que outro rapaz tenta fazer sobre ela.
Apesar de isolado tudo decorre numa pacífica rotina até ao dia em que decide espreitar mais de perto a amada, ruído de ciúmes por ver um carro parado em sua casa. Após uma grande chuvada acorda no celeiro, surpreendendo a jovem que o julgava morto. A partir daqui o dia-a-dia torna-se num lento sonho, entre as visitas da tia, os encontros com a namorada e uma pacífica colaboração com a resistência.
Escondido mas bem disposto, Julien diverte-se a acompanhar a vida na vila, sem fazer propriamente parte dela. O facto de o julgarem morto permitiu-se fugir à guerra sem represálias mas tem de permanecer no esconderijo a maior parte do dia. As suas curtas saídas raramente são percebidas – e quando o são o mais provável é pensarem tratar-se de uma alucinação de um bêbado.
Apesar da guerra e dos raros aparecimentos militares, a vila vive num clima relativo de paz, escondendo uma série de actividades ilícitas através das quais se espera resistir e enfrentar a ocupação – nem sempre com grande sucesso.
Em Destino Adiado a vida é suspensa. Julien aproveita para passar bons momentos com a namorada e com a tia, numa existência sem grandes objectivos ou actividades, um espectador quase inerte e passivo que assiste aos acontecimentos sem se envolver. Uma história que se prende com a inevitabilidade do destino, Destino Adiado é um relato bem disposto de uma época conturbada onde as populações sobreviviam, receosas mas desenrascadas.
Ecco cosa succede a svuotare gli scatoloni rimpiattati sul fondo della libreria: si ritrovano gioiellini come questa opera di Gibrat (comprata più di dieci anni fa, su suggerimento del fratello della mia corrispondente francese!). I disegni sono davvero belli e anche la storia è interessante.. peccato che sia così breve! Avrei letto altre 50/100 pagine..
De tekenstijl is een spelbreker voor het verhaal. Die is zo goed dat bij het omslaan van een pagina mijn ogen meteen de bladzijden scanden, waardoor ik meestal al wist wat er te gebeuren stond voor ik het echt las. De sterkte van de realistische tekeningen zit vooral in het vatten van schijnbaar nonchalante houdingen en gezichtsuitdrukkingen van de personages. Het verhaal is ietwat voorspelbaar, waardoor het niet volledig sterren-pond verdient.
A clandestinidade numa aldeia da França ocupada, em 1943, Uma atmosfera opressiva, apesar das tentativas da população em viver o dia-a-dia, entre germanófilos e aliadófilos, e uma iluminação, simultaneamente angelical e carnal, que dá pelo nome de Cécile.
Great book, set in rural france during the german occupation, in the WWII, about a man exhiled from the army, hidden in an abandoned house. Looking forward to reading the second part.