Inéditas em livro, estas crónicas de Maria Filomena Mónica, revelam a sabedoria de um olhar - inconformista, liberal e céptico - sobre a realidade portuguesa e estrangeira.
MARIA FILOMENA MÓNICA nasceu em Lisboa, a 30 de Janeiro de 1943. Licenciou-se em Filosofia na Universidade de Lisboa, em 1969, e doutorou-se em Sociologia na Universidade de Oxford, em 1978. Colabora regularmente na imprensa. Entre outros livros publicados, é autora de «Eça de Queirós» (Quetzal, 2001), «Bilhete de Identidade» (Alêtheia, 2005) e «Cesário Verde» (Alêtheia, 2007). É investigadora-coordenadora do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.
Confissões de uma Liberal by Maria Filomena Mónica is a book of diary chronicles selected by herself. These never-before-seen diary chronicles offer a realistic, irreverent, and non-conformist look at the State, Islam, society, education, and culture.
Embora não tenha gostado igualmente de todas as crónicas e nem sempre concorde com os pontos de vista da autora, gostei muito deste livro, em especial das partes que falam do sistema político, da economia e da educação. E é incrível (e um pouco desesperante também...) constatar como alguns dos temas se mantêm tão actuais.
Escrita lúcida, mas tão pessimista que chega a incomodar. O pior é que MFM está coberta de razão. Podia era conter-se na forma muitas vezes insultuosa como espingardeia contra tudo e todos. Ninguém no nosso país escapa, sejam eles pobres lavradores ("(...)a incompetência dos lavradores portugueses(...)", polícias, juízes, professores ( alguns “mal preparados"e "medíocres"), empresas, universidades, políticos, governos, os homens e as mulheres ("parvas") no seu conjunto... Bom...,mas má escolha de leitura para estes dias de chuva. Fiquei ainda mais deprimida.
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“AS MULHERES PORTUGUESAS SÃO PARVAS. As portuguesas continuam a ser exploradas, como se nada se tivesse passado desde o momento, na década de 1960, em que a minha geração ergueu a bandeira da emancipação feminina”.
“Confirmada a influência da série “Morangos com Açúcar”, que pensar do facto de tantas crianças, e de tão tenra idade, a ela terem acesso? Na minha opinião, é um desastre. Antes que me acusem de reaccionária, declaro não considerar que o passado tenha sido um mar de rosas”. (…) “Para quem, como eu, considera que o olhar inocente de uma criança é uma conquista civilizacional, os “Morangos com Açúcar” constituem um retorno à barbárie.”
“Ora, como sucedia com Orwell, não penso ser possível viver com dignidade num país que esquece os seus membros mais desfavorecidos”.