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Avenida Paulista
Dois países, uma língua comum. E a avenida transatlântica que o autor construiu em textos polémicos, divertidos e delirantes para a Folha de São Paulo, até agora inéditos em Portugal.
160 pages, Paperback
First published June 27, 2007
About the author
João Pereira Coutinho
18 books39 followersJOÃO PEREIRA COUTINHO nasceu no Porto, a 1 de Junho de 1976. Licenciou-se em História, na variante de História da Arte, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Doutorou-se em Ciência Política e Relações Internacionais na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, onde também ensina no Instituto de Estudos Políticos. Foi ainda Academic Visitor do St. Antony’s College da Universidade de Oxford.
É colunista da revista Sábado (desde 2017), do Correio da Manhã (desde 2009) e do diário brasileiro Folha de S. Paulo (desde 2005). Foi colunista dos semanários Expresso (2004-2008) e O Independente (1998-2003) bem como comentador da TVI-24 nos programas "25ª Hora" e "A Torto e a Direito". Em 2002, juntamente com Pedro Mexia e Pedro Lomba, fundou o pioneiro blogue A Coluna Infame.
É colunista da revista Sábado (desde 2017), do Correio da Manhã (desde 2009) e do diário brasileiro Folha de S. Paulo (desde 2005). Foi colunista dos semanários Expresso (2004-2008) e O Independente (1998-2003) bem como comentador da TVI-24 nos programas "25ª Hora" e "A Torto e a Direito". Em 2002, juntamente com Pedro Mexia e Pedro Lomba, fundou o pioneiro blogue A Coluna Infame.
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Community Reviews
Displaying 1 - 1 of 1 review
March 4, 2020
(lido em 2015)
Uma compilação de crónicas publicadas na «Folha de S. Paulo» entre 2005 e 2007.
Sobre as mesmas diz o autor: «É uma escolha, limitada e pessoal, cujos critérios me escapam. Ou não. Reli o que escrevi, gostei do que reli. Arrumei tudo em duas metades, que facilmente se resumem a entusiasmos e depressões. Salada farta e colorida, que faria as delícias de Carmen Miranda. Temos política e literatura, cronistas e artistas, Viagens e malandragens. E algumas declarações de amor. Se pedirem muito, ainda há espaço para um encore. Chega?»
Erudição e humor.
Aproveito para partilhar um excerto de uma entrevista que JPC concedeu por escrito à jornalista Anabela Mota Ribeiro em 2011:
AMR - Escreve para a Folha e há quem o aponte como o melhor cronista que se pode ler nos jornais brasileiros. Fica de peito cheio?
JPC - Faço uma vénia e depois regresso à minha toca porque o relógio começa a contagem decrescente para a crónica seguinte. O relógio arrasa com qualquer vaidade, minha senhora.
AMR - Quando pôs a condição de dar a entrevista por escrito, citou Nabokov: «Penso como um génio, escrevo como um vulgar homem de letras e falo como um idiota». É mesmo assim?
JPC - Não, Anabela, não é assim. Para começar, não sei se foi Nabokov quem disse isso. Podia ir confirmar, mas para quê? Provavelmente, a frase até é minha e eu pus na boca de Nabokov. Acontece muitas vezes. Só citei Nabokov para que pudéssemos fazer isto por escrito. E é mais fácil convencer uma segunda pessoa se citarmos uma terceira de peso.
Porto, Novembro 2015
Uma compilação de crónicas publicadas na «Folha de S. Paulo» entre 2005 e 2007.
Sobre as mesmas diz o autor: «É uma escolha, limitada e pessoal, cujos critérios me escapam. Ou não. Reli o que escrevi, gostei do que reli. Arrumei tudo em duas metades, que facilmente se resumem a entusiasmos e depressões. Salada farta e colorida, que faria as delícias de Carmen Miranda. Temos política e literatura, cronistas e artistas, Viagens e malandragens. E algumas declarações de amor. Se pedirem muito, ainda há espaço para um encore. Chega?»
Erudição e humor.
Aproveito para partilhar um excerto de uma entrevista que JPC concedeu por escrito à jornalista Anabela Mota Ribeiro em 2011:
AMR - Escreve para a Folha e há quem o aponte como o melhor cronista que se pode ler nos jornais brasileiros. Fica de peito cheio?
JPC - Faço uma vénia e depois regresso à minha toca porque o relógio começa a contagem decrescente para a crónica seguinte. O relógio arrasa com qualquer vaidade, minha senhora.
AMR - Quando pôs a condição de dar a entrevista por escrito, citou Nabokov: «Penso como um génio, escrevo como um vulgar homem de letras e falo como um idiota». É mesmo assim?
JPC - Não, Anabela, não é assim. Para começar, não sei se foi Nabokov quem disse isso. Podia ir confirmar, mas para quê? Provavelmente, a frase até é minha e eu pus na boca de Nabokov. Acontece muitas vezes. Só citei Nabokov para que pudéssemos fazer isto por escrito. E é mais fácil convencer uma segunda pessoa se citarmos uma terceira de peso.
Porto, Novembro 2015
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