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Linguagem / Tradução / Literatura
Walter Benjamin move-se, nos ensaios e fragmentos que integram este volume, em territórios que serão os seus desde o início: a filosofia da linguagem, a teoria da tradução, a história e a crítica literárias. A par de textos conhecidos e quase clássicos — o ensaio sobre «A linguagem em geral e a linguagem humana», «A tarefa do tradutor» ou «O contador de histórias» — traduzem-se e apresentam-se aqui pela primeira vez importantes núcleos de fragmentos sobre filosofia da linguagem e epistemologia, sobre a tradução e sobre a crítica literária, estes últimos de uma flagrante actualidade. Este volume contém, ainda, uma desenvolvida secção de comentário e aparato crítico.
224 pages, Paperback
First published April 1, 2015
About the author
Walter Benjamin
868 books2,175 followersWalter Bendix Schönflies Benjamin was a German Jewish philosopher, cultural critic, media theorist, and essayist. An eclectic thinker who combined elements of German idealism, Romanticism, Western Marxism, Jewish mysticism, and neo-Kantianism, Benjamin made influential contributions to aesthetic theory, literary criticism, and historical materialism. He was associated with the Frankfurt School and also maintained formative friendships with thinkers such as playwright Bertolt Brecht and Kabbalah scholar Gershom Scholem. He was related to German political theorist and philosopher Hannah Arendt through her first marriage to Benjamin's cousin Günther Anders, though the friendship between Arendt and Benjamin outlasted her marriage to Anders. Both Arendt and Anders were students of Martin Heidegger, whom Benjamin considered a nemesis.
Among Benjamin's best known works are the essays "The Work of Art in the Age of Mechanical Reproduction" (1935) and "Theses on the Philosophy of History" (1940). His major work as a literary critic included essays on Charles Baudelaire, Johann Wolfgang von Goethe, Franz Kafka, Karl Kraus, Nikolai Leskov, Marcel Proust, Robert Walser, Trauerspiel and translation theory. He also made major translations into German of the Tableaux Parisiens section of Baudelaire's Les Fleurs du mal and parts of Proust's À la recherche du temps perdu.
Of the hidden principle organizing Walter Benjamin's thought Scholem wrote unequivocally that "Benjamin was a philosopher", while his younger colleagues Arendt and Theodor W. Adorno contend that he was "not a philosopher". Scholem remarked "The peculiar aura of authority emanating from his work tended to incite contradiction". Benjamin himself considered his research to be theological, though he eschewed all recourse to traditionally metaphysical sources of transcendentally revealed authority.
In 1940, at the age of 48, Benjamin died by suicide at Portbou on the French Spanish border while attempting to escape the advance of the Third Reich. Though popular acclaim eluded him during his life, the decades following his death won his work posthumous renown.
Among Benjamin's best known works are the essays "The Work of Art in the Age of Mechanical Reproduction" (1935) and "Theses on the Philosophy of History" (1940). His major work as a literary critic included essays on Charles Baudelaire, Johann Wolfgang von Goethe, Franz Kafka, Karl Kraus, Nikolai Leskov, Marcel Proust, Robert Walser, Trauerspiel and translation theory. He also made major translations into German of the Tableaux Parisiens section of Baudelaire's Les Fleurs du mal and parts of Proust's À la recherche du temps perdu.
Of the hidden principle organizing Walter Benjamin's thought Scholem wrote unequivocally that "Benjamin was a philosopher", while his younger colleagues Arendt and Theodor W. Adorno contend that he was "not a philosopher". Scholem remarked "The peculiar aura of authority emanating from his work tended to incite contradiction". Benjamin himself considered his research to be theological, though he eschewed all recourse to traditionally metaphysical sources of transcendentally revealed authority.
In 1940, at the age of 48, Benjamin died by suicide at Portbou on the French Spanish border while attempting to escape the advance of the Third Reich. Though popular acclaim eluded him during his life, the decades following his death won his work posthumous renown.
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Community Reviews
Displaying 1 - 5 of 5 reviews
July 3, 2023
This book is a must-read for understanding WB's thinking. The essays in this volume and the translator's comments and notes allow an approach to the heart of Benjamin's thinking — an outstanding work.
February 7, 2022
"Tão longe a tradução está de ser a equação estéril entre duas línguas mortas que, precisamente a ela, dentre todas as formas, mais propriamente compete atentar para aquela maturação póstuma da palavra estrangeira, e para as dores do parto de sua própria palavra."
December 9, 2022
Vou comentar apenas sobre o único ensaio que li deste livro: O contador de histórias: reflexões sobre a obra de Nikolai Leskov.
Uma boa tradução faz toda a diferença. Esse ensaio já havia sido publicado aqui no Brasil, com o título de "O narrador". Infelizmente, essa tradução arruinava - como poucas vezes vi - o sentido do texto.
Narrador é um conceito com significações diferentes do que expressou o Benjamin, mas, de modo geral, se fala – de um narrador de romance ou de um conto – como a voz que conduz a história. Não se usa como indicador de uma pessoa física que conta uma história. Esse, aliás, é um dos pontos centrais do ensaio: o conflito entre um mundo pré-moderno, que compartilhava – por meio de contadores – as histórias oralmente, e um mundo moderno, individualista também porque as histórias são lidas. O meio, a leitura individual do romance, o tornaria próprio de e para uma sociedade individualista.
Assim, o meio (oralidade vs. escrita) é fundamental para o modo como essas sociedades lidam com a ficção e de qual será a função que essa ficção terá nessas sociedades, ou seja, em uma sociedade comunitária em que as histórias são compartilhadas oralmente, a ficção tem uma função de difusão da sabedoria/conhecimento comum, enquanto em uma sociedade que lê romances, a ficção se volta para o <"Eu"> e, assim, para o tema fundamental do indivíduo – o sentido da vida.
Bem, quando Benjamin usa esse conceito, ele quer tratar exatamente da pessoa que conta uma história para uma comunidade, ou seja, “contador de histórias” é uma tradução bastante precisa, enquanto “narrador” cria uma série de dificuldades na compreensão do ensaio em si.
Aquela tradução antiga, da editora Brasiliense, era, no final das contas, praticamente incompreensível. A confusão terminológica feita na tradução transformou o ensaio em algo confuso, obscuro, esotérico. Enquanto isso, a nova tradução – o contador de histórias – deixa tudo bastante claro. Pode-se discordar das ideias do Benjamin, mas não se pode, agora, acusá-lo de falta de clareza.
Nessa nova tradução o ensaio é claro, límpido e facilmente compreensível. Além disso, esse é um dos seus textos mais conhecidos e, acredito eu, lidos.
Enfim, bastante instrutivo a respeito de como uma tradução pode iluminar ou obscurecer um ensaio.
Uma boa tradução faz toda a diferença. Esse ensaio já havia sido publicado aqui no Brasil, com o título de "O narrador". Infelizmente, essa tradução arruinava - como poucas vezes vi - o sentido do texto.
Narrador é um conceito com significações diferentes do que expressou o Benjamin, mas, de modo geral, se fala – de um narrador de romance ou de um conto – como a voz que conduz a história. Não se usa como indicador de uma pessoa física que conta uma história. Esse, aliás, é um dos pontos centrais do ensaio: o conflito entre um mundo pré-moderno, que compartilhava – por meio de contadores – as histórias oralmente, e um mundo moderno, individualista também porque as histórias são lidas. O meio, a leitura individual do romance, o tornaria próprio de e para uma sociedade individualista.
Assim, o meio (oralidade vs. escrita) é fundamental para o modo como essas sociedades lidam com a ficção e de qual será a função que essa ficção terá nessas sociedades, ou seja, em uma sociedade comunitária em que as histórias são compartilhadas oralmente, a ficção tem uma função de difusão da sabedoria/conhecimento comum, enquanto em uma sociedade que lê romances, a ficção se volta para o <"Eu"> e, assim, para o tema fundamental do indivíduo – o sentido da vida.
Bem, quando Benjamin usa esse conceito, ele quer tratar exatamente da pessoa que conta uma história para uma comunidade, ou seja, “contador de histórias” é uma tradução bastante precisa, enquanto “narrador” cria uma série de dificuldades na compreensão do ensaio em si.
Aquela tradução antiga, da editora Brasiliense, era, no final das contas, praticamente incompreensível. A confusão terminológica feita na tradução transformou o ensaio em algo confuso, obscuro, esotérico. Enquanto isso, a nova tradução – o contador de histórias – deixa tudo bastante claro. Pode-se discordar das ideias do Benjamin, mas não se pode, agora, acusá-lo de falta de clareza.
Nessa nova tradução o ensaio é claro, límpido e facilmente compreensível. Além disso, esse é um dos seus textos mais conhecidos e, acredito eu, lidos.
Enfim, bastante instrutivo a respeito de como uma tradução pode iluminar ou obscurecer um ensaio.
August 8, 2020
É a minha primeira introdução a Walter Benjamin. Será também a última obra que leio dele.
Estava à espera de outro tipo de abordagem aos temas. Este livro é uma colectânea de ideias, fragmentos, reflexões, pensamentos. De modo geral, não é um tipo de obra/edição que me agrade.
Apreciei as reflexões referentes à tradução e ao tradutor. Apreciei também o ensaio "O Contador de Histórias".
Felicito o tradutor João Barrento que fez um óptimo trabalho. Fico contente de ter mais obras traduzidas por ele.
Estava à espera de outro tipo de abordagem aos temas. Este livro é uma colectânea de ideias, fragmentos, reflexões, pensamentos. De modo geral, não é um tipo de obra/edição que me agrade.
Apreciei as reflexões referentes à tradução e ao tradutor. Apreciei também o ensaio "O Contador de Histórias".
Felicito o tradutor João Barrento que fez um óptimo trabalho. Fico contente de ter mais obras traduzidas por ele.
September 16, 2024
Walter Benjamin é um filósofo particularmente hermético, muito propenso a "divagar" nos mais altos cumes da pura abstracção e a comprazer-se em elucubrações que relevam de um quase insuportável obscurantismo narcisista. Os ensaios deste livro são bem exemplificativos disso. Em meados do século XX, quando os intelectuais se pretendiam destacar pela profundidade das suas análises e pela seriedade das suas sistematizações, Benjamin era compreensivelmente muito apreciado. Creio que nos dias de hoje, fora dos círculos académicos, também muito compreensivelmente já não o será. Os textos sobre o tema da tradução, que eram os que mais me interessavam, desapontaram-me bastante: não senti qualquer prazer intelectual em lê-los nem tirei deles qualquer proveito prático dessa leitura.
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