Conto publicado originalmente no livro Histórias da Terra e do Mar (1984) juntamente com "História da Gata Borralheira", "O Silêncio", "A Casa do Mar" e "Vila d'Arcos" - Segundo a autora «A "Saga" nasceu, na realidade, de uma história de família: o meu bisavô veio realmente de uma ilha da Dinamarca, embarcado à aventura e foi assim que acabou por chegar ao Porto. O episódio da zanga com o capitão, o do número de circo com a pele de urso no cais, o abandono do navio – tudo isso aconteceu de facto. Também são verdadeiras as palavras que ele disse, mais tarde, a uma das netas: ‘O mar é o caminho para a minha casa’ – e outras coisas ainda. Mas, claro que depois há toda uma fusão imaginária desta realidade e todo um trabalho de invenção que são obra minha.» fonte: http://purl.pt/19841/1/1920/1920.html
SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDERSEN nasceu no Porto, a 6 de Novembro de 1919. Entre 1936 e 1939 frequentou o curso de Filologia Clássica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, que não concluiu. Foi Presidente da Assembleia Geral da Associação Portuguesa de Escritores e Deputada à Assembleia Constituinte, pelo Partido Socialista (1975). A sua obra reparte-se pela ficção e pela poesia, embora seja nesta última que a sua inspiração clássica dá ao seu verso uma dimensão solar e luminosa, que permite ouvir nitidamente a palavra com todo o peso da sua musicalidade limpa, ao encontro do modelo clássico. Entre as suas obras poéticas contam-se Coral (1950), Mar Novo (1958), Livro Sexto (1962), Geografia (1967), Navegações (1983), Ilhas (1989), Musa (1994) e O Búzio de Cós e Outros Poemas (1997). Em ficção publicou Contos Exemplares (1962) e Histórias da Terra e do Mar (1983). Da sua literatura infantil destacam-se O Rapaz de Bronze (1956), A Menina do Mar (1958), A Fada Oriana (1958), O Cavaleiro da Dinamarca (1964) e A Floresta (1968). Em 1999 é-lhe atribuído o Prémio Camões, pelo conjunto da sua obra, e em 2001 ganha o Prémio Max Jacob de Poesia. Foi condecorada pela Presidência da República com a Grã-Cruz da Ordem de Sant’Iago da Espada, em 1998. Faleceu em Lisboa, a 2 de Julho de 2004.
Por alguma razão "Saga" não me marcou tanto como gostaria, na primeira vez que a li. Talvez fosse por ter lido na escola ou pelo seu final triste. Anos depois, já tendo lido mais livros do que a jovem Sara imaginaria, releio este nostálgico conto com saudade da época da minha infância. Hans parte da Dinamarca fugido ambicionando se tornar num capitão de um navio. Com a ajuda de Hoyle conseguirà atingir o seu objecto, vindo mais tarde a se tornar num poderoso homem de negócios. Mas apesar de toda a riqueza e prestigio, Hans deseja obter o perdão paterno e regressar a casa. Sophia de Mello Breyner Andersen escreveu alguns dos meus contos preferidos (A fada Oriana, A menina do mar, O rapaz de Bronze e Homero) , através da suas historias descobri o mundo magico da literatura. Ela sempre estará associada aos meus momentos felizes!
Não me cativou. Não achei grande coisa, mas também não estava péssimo.
Não aprecio muito os livros da Sophia de Mello Breyner, falta-lhes ali qualquer coisa. Não sei se é a construção da história, se é a maneira de escrever... mas nunca me cria muito interesse. Para mim é a sensação de estar a comer comida sem tempero. É muito estranho, porque até são bastante fáceis de ler, não é aquele tipo de escrita difícil de digerir, mas parece que não têm cor...
Esta não foi a primeira vez que li esta história. Li-a vezes sem conta quando dei aulas, li-a para mim sempre que precisei de me ver, li-a em silêncio quando precisei de me ouvir, li-a em voz alta quando precisei de me calar. Da terra e do mar Saga é uma das histórias que me é mais querida, mais pessoal, mais minha, porque é sobre coragem, sobre a bravura de conquistar o medo e perdê-lo no errar ou no acertar da vida.
Ora bolas! Depois de ler 3 ou 4 páginas, apercebi que já li este livro. Faz parte duma colecção de contos chamado "Histórias da Terra e Do Mar" que já li há... Hum... Dois anos, acho eu. Mas não me importa muito. Naquela altura o meu nível de leitura era fraquíssimo e o livro era trabalho, só trabalho, duro e aborrecido, mas hoje em dia, li o livro inteiro em meia hora e aproveitei muito.
Gostei bastante da escrita e da estrutura do livro, porém não simpatizei muito com o seu protagonista (denominado Hans), pois achei algumas das suas decisões sem cabimento e totalmente egoístas e egocêntricas. Contudo aconselho este livro não só pela sua história como para o eriquecimento do vocabulário dos mais jovens.
“E Hans compreendeu que, como todas as vidas, a sua vida não seria mais a sua própria vida, a que nele estava impaciente e latente, mas um misto de encontro e desencontro, de desejo cumprido e desejo fracassado, embora, em rigor, tudo fosse possível. E compreendeu que as suas grandes vitórias seriam as que não tinha desejado, e que, por isso, nem sequer seriam vitórias”
Saga é, a meu ver, o melhor livro de Sophia de Mello Breyner Andresen que já li.
Baseado em factos reais, o conto narra a história de Hans, um jovem dinamarquês que sonha ser marinheiro, mesmo contra a vontade do pai.
De leitura recomendada para o 8.º ano em Portugal, recomendo este livro a todas as pessoas, independentemente da idade. É uma obra que vale a pena descobrir.
Melhor do que O Cavaleiro da Dinamarca mas não gostei muito. Acho o conceito interessante e pode criar um debate sobre certas ações das personagens ou a moral da história mas achei a escrita um pouco entediante e pouco emocional
Saga é um livro curto, mas muito bonito. Mostra como é difícil crescer e seguir os nossos próprios sonhos, mesmo quando temos medo ou desentendimentos com a família. No geral, é um livro rápido de ler, com significado profundo, ideal para refletir sobre a vida e os sonhos. Recomendo para 8° ano
O sonho de Hans sempre foi ter um trabalho que tenha relação com o Mar, porém a família não o apoia então, em uma noite, Hans decide fugir de casa para realizar os seus sonhos. Fui obrigada pela escola para ler este livro, porém foi pequeno então não me importou muito. Na minha opinião, este livro transmite várias coisas através de frases simples, então recomendo ter uma "interpretação" boa pra que a leitura seija o mais cativante possível. Consegui concluir que este livro não faz o meu tipo mas foi bom ter lido pois melhorou o meu jeito de interpretar as coisas.
"E Hans compreendeu que, como todas as vidas, a sua vida não seria mais a sua própria vida, a que nele estava impaciente e latente, mas um misto de encontro e desencontro, de desejo cumprido e desejo fracassado, embora, em rigor tudo fosse possível. E compreendeu que as suas grandes vitórias seriam as que não tinha desejado e que, por isso, nem sequer seriam vitórias."