Daniel parece sangrar um pouco a cada crônica que escreve. Trata de amor com a eloquência lírica da juventude e, ao mesmo tempo, com conclusões empíricas, de quem desde muito cedo aprendeu a observar e registrar o comportamento e as relações humanas. Papo de botequim diriam alguns, mas o fato é que seus textos nos despertam os sentidos, nos tiram do estado letárgico: agrada, alivia, incomoda, angustia... Não importa, faz sentir porque faz sentido. “Outro dia perguntei pra um amigo se ele sentia que as pessoas interessantes tinham sumido e ele disse que sim. Mais uma corja de amigos recém- e parados e na mesma faixa de idade responderam o mesmo. E isso me faz pensar se a gente é que ficou desinteressante, ou se o limbo emocional – nossa casa constante com o passar dos anos e dos relacionamentos – acabou tornando a gente mais exigente e maduro. Ou se realmente anda difícil encontrar conexão emocional numa época em que os aplicativos de pegação, a variedade de opções e a falta de tempo costumam transformar em instantâneos os relacionamentos que já estavam se tornando efêmeros.”
Entrei na leitura sem saber muito o que esperar dela. Amo crônicas e estórias curtas, mas, confesso que este tipo de texto não me agradou muito - fez parecer aqueles textos de redes sociais que têm como único intuito ganhar um like.
No entanto, alguns poucos textos me arrancaram algumas risadas e até me tocaram de certa forma. A leitura em si não foi desagradável, foi ótima para passar o tempo e dar uma refrescada na cabeça depois de alguns livros bem pesados. Capítulos curtos, textos diretos, sem muitas enrolações, linguagem simples e moderna. Me lembrou o tempo inteiro dos textos de Caio Fernando Abreu, porém adaptados aos tempos que vivemos (redes sociais, etc).
Não é a minha temática favorita, por isso, não funcionou muito para mim. De fato, não encontrei tanta emoção assim nas palavras e acho que faltou alguma coisa. Mas, tenho certeza de que, para quem gosta, a leitura deve ser 5 estrelas.
Esse é o tipo de leitura que você precisa estar no clima, na vibe, no momento ou esperar que os planetas se alinhem pra quando você resolver ler não achar tudo demais. Dor demais, tristeza demais, pesar demais... e se você não tá disposto a viver isso com o autor, vai ficar como eu: lutando pra terminar essa leitura. (E não, não gosto de abandonar leituras)
Acho que faz mais sentido pra quem precisa dessa leitura. Infelizmente não foi meu caso.
Estava lendo em média 100/150 páginas por dia, mas quando comecei esse livro erro totalmente a vontade de ler, fiquei enrolando quase 1 mês pra terminar esse livro, mas mesmo assim dois textos me marcaram muito, porém os outros tive a impressão de já ter lido algo parecido na internet
Gostei de cada crônica, parece que a cada história contada tinha um pouco das histórias que já vivenciei. Realmente, pessoas interessantes andam cada vez mais escassas ou será que somos nós que nos escondemos delas?
Daniel Bovolento ganhou meu coração e eu nem sei como explicar. Talvez nem ele saiba também. Porém se tem uma coisa que ele sabe explicar e muito bem são sobre amores. Imaginários ou terminados, o que não aconteceu e o que está acontecendo. Esse livro é maravilhoso, eu amei todos os conselhos e tentei filtrar ao máximo para exercer na pratica, na vida, no que vier. Meu desejo no momento é ler outras obras suas e viver no seu blog porque sua escrita e descrição são fantásticos! Amei, simplesmente.