Nos anos de 1957 e 1959, C.G. Jung respondeu em um círculo familiar, de forma simples e bastante informal, a perguntas referentes ao seu pensamento. As exposições realizadas em suíço-alemão foram registradas em fita magnética por um dos participantes. Posteriormente, essas gravações foram transpostas para linguagem escrita, da forma mais fiel e literal possível, com o objetivo de torná-las acessíveis ao público não familiarizado com o alemão de Jung e assim surgiu esta obra.
Carl Gustav Jung (/jʊŋ/; German: [ˈkarl ˈɡʊstaf jʊŋ]), often referred to as C. G. Jung, was a Swiss psychiatrist and psychotherapist who founded analytical psychology. Jung proposed and developed the concepts of extraversion and introversion; archetypes, and the collective unconscious. His work has been influential in psychiatry and in the study of religion, philosophy, archeology, anthropology, literature, and related fields. He was a prolific writer, many of whose works were not published until after his death.
The central concept of analytical psychology is individuation—the psychological process of integrating the opposites, including the conscious with the unconscious, while still maintaining their relative autonomy. Jung considered individuation to be the central process of human development.
Jung created some of the best known psychological concepts, including the archetype, the collective unconscious, the complex, and synchronicity. The Myers-Briggs Type Indicator (MBTI), a popular psychometric instrument, has been developed from Jung's theory of psychological types.
Though he was a practising clinician and considered himself to be a scientist, much of his life's work was spent exploring tangential areas such as Eastern and Western philosophy, alchemy, astrology, and sociology, as well as literature and the arts. Jung's interest in philosophy and the occult led many to view him as a mystic, although his ambition was to be seen as a man of science. His influence on popular psychology, the "psychologization of religion", spirituality and the New Age movement has been immense.
O livro é uma transcrição de uma conversa informal do Jung com um pequeno ciclo. É super pequeno mas aborda alguns tópicos que me farão refletir por um bom tempo. É em formato de perguntas e respostas, nem sempre encontrei as respostas satisfatórias, mas acredito ser mais uma questão da leitora aqui, que deixou passar muita coisa. Não é um livro para ser lido rápido e de uma tirada. Tenho certeza que voltarei nele com mais tempo. Fala sobre a consciência, seu desenvolvimento e relação entre consciência e sentimentos. Sobre nosso lado escuro/sombra e relação entre redenção e sombra com a teologia cristã; a parte sobre projeções é bastante clara e interessante e tem 2 partes que me foram mais difíceis em deixar meu pre-conceito para ser possível uma melhor análise e compreensão. Essas são o fenômeno ufológico como o desenvolvimento de uma nova símbologia "relógiosa" e o ponto de vista determinista da astrologia, como forma de sincronicidade com a Psique individual.
Conforme dito na descrição do livro, trata-se de perguntas e respostas reunidas no livro, mas o tema é tão interessante que nos faz desejar ler os demais livros de Jung, que versam sobre esse tema.
“Mas quando digo, “Deus é a minha representação”, então isso não significa que Deus não existe! No lugar disso, apenas digo: Aquilo que posso compreender é a minha representação. É algo que sei a meu respeito. Além disso nada sei! Sei apenas que é a minha representação. Tudo que posso saber a respeito de Deus é a minha representação. Tudo que posso saber a respeito do mundo é a minha representação.
[…]
Claro, posso crer todo tipo de coisas, mas eu não consigo crer, apenas posso saber! Pois quando não sei de algo, então sinceramente não o sei. E quando creio, eu não o sei.
Mas por que razão devo crer em algo que não sei? […] Assim é melhor não crer. E quando sei de algo não preciso crer, pois já o sei.”
Sobre Sentimento e Sombras é um livro pequeno em tamanho, mas imenso em profundidade, uma transcrição das palestras de Jung que carrega consigo a grandiosidade de sua sabedoria. Esse livro é uma prova de como ele dominava o entendimento da psique humana, abordando nossas sombras e conflitos com uma maestria que ainda reverbera décadas depois.
É incrível como, mesmo em um formato que não traz sua presença física, o texto transmite a essência do que seria ouvir Jung pessoalmente. Ler essa obra é como receber pequenas sacudidas da verdade, uma experiência tão enriquecedora que só aumenta o desejo de ter estado lá, absorvendo cada palavra com os ouvidos e a alma.
Mas confesso que sinto inveja de quem pode beber da fonte de sua sabedoria pessoalmente, e não apenas por livros